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Alamanda: conheça os seus usos, curiosidades e riscos

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Para muitos, ela é alamanda amarela, alamanda de flor grande, dedal-de-dama ou, simplesmente, alamanda. Seu nome oficial é Allamanda cathartica L., uma espécie da família Angiospermae, nativa do Brasil e cultivada no mundo todo.

O que importa para ela crescer bem é um local de cultivo ensolarado, com terreno drenado. Aí, basta abrir uma cova, colocar húmus de minhoca, adubo orgânico composto (animal e folhas decompostas) e granulado, e a alamanda cresce vigorosamente – principalmente em climas quentes, chegando a cobrir com facilidade enormes pérgulas.

Para manter as alamandas vivas no verão, é preciso regá-las com frequência, dependendo da região em que elas estão plantadas. Já nos lugares frios, no inverno, basta regar quando não houver chuvas no período.

Quando cultivada em locais mais frios, geralmente as alamandas são dispostas em arcos próximos a pilares ou cobrindo a parte mais alta dos muros.

É uma espécie que requer certo trabalho de condução, de amarraduras de seus ramos com cordão de algodão à varas ou estacas e treliças; ou pode ser entrelaçada em fios de aço estirados junto à paredes e muros.

O efeito ornamental das alamandas em pérgulas e arcos médios é bastante interessante, especialmente nas peças de madeira tratadas com revestimento escuro, criando um belo contraste com o verde vivo da folhagem e as flores amarelas.

É uma planta considerada trepadeira arbustiva, perene, exibindo longos ramos lenhosos a semilenhosos flexíveis. A alamanda possui folhas arredondadas ou esferoides, ou seja, mais compridas do que largas, sem pelos; suas sementes são numerosas, guardadas nos frutos do tipo cápsula.

Aliás, a flexibilidade dos ramos da alamanda é um show à parte, permitindo que ela seja enrolada sobre si mesma, virando um arbusto sobre gramados ou até em vasos.

O efeito de colocar uma vara ou estaca no meio do vaso, que ficará escondida quando a planta crescer mais, deixa ainda mais interessantes os projetos de ambientação.

Suas flores contam com forma de sino, pétalas recortadas e arredondadas, que aparecem na axila das folhas. São notadas quase o ano todo, especialmente na primavera até o outono.

Cuidados ao manter a alamanda em casa

Esta trepadeira muito popular e utilizada com frequência em paisagismo no Brasil encanta a todos. Suas flores vistosas na cor amarelo-ouro e suas folhas verdes e brilhantes são vistas praticamente o ano inteiro.

Mas é preciso deixar a alamanda longe do alcance de crianças pequenas e filhotes de cães. A beleza e as possibilidades decorativas da alamanda escondem um fator de risco: o látex resinoso e venenoso encontrado em toda a planta. Ele pode causar dermatites quando em contato com a pele.

O alerta vale também para outras espécies que fazem parte da família das alamandas.

Entre os efeitos colaterais da ingestão em excesso da alamanda, estão: vômito, náuseas, cólicas, diarreia e, por consequência, desidratação. Em alguns casos, os pacientes chegam a sofrer choques causados pela perda de líquido no organismo.

A toxicidade, por outro lado, faz da alamanda uma eficiente aliada contra pragas de jardim. Entre elas, pulgões e cochonilhas.

Você só precisa fazer um “chá” das folhas picadas da planta com água quase fervendo; esperar esfriar e, com auxílio de um aspersor, borrifar o líquido na vegetação atacada. Se o problema tiver grandes proporções, é preciso reaplicar a substância.

Sempre lembrando de não utilizar recipientes para alimentos, usar luvas ao cortar as folhas e esperar um dia sem sol ou comecinho da noite para fazer isso.

E não aplique o “chá” de folhas de alamanda antes de chover, para não diluir o veneno. Ele também não deve ser guardado, porque perde sua eficácia devido à característica volátil do preparo.

Aproveitada com precaução e os cuidados certos, é possível ter lindas alamandas compondo ambientes com exuberância e charme.

Até breve com mais conteúdo para você!

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