Nutrição

Alimentação macrobiótica: o que ela significa e como fazer, afinal?

Siga nosso dia-a-dia no insta! Clique aqui para acessar nosso perfil.

A palavra macrobiótica é de origem grega e quer dizer: macro (grande) e bio (vida). A dieta macrobiótica está ligada aos alimentos naturais, de preferência com nenhum processamento que altere suas características originais.

Geralmente, são comidas plantadas localmente de maneira tradicional. É uma forma de alimentação que exige mudanças profundas nos hábitos alimentares. Aderir à dieta macrobiótica requer dedicação e compromisso com todo um estilo diferenciado de pensar e agir.

É uma alimentação comparada aos fundamentos da filosofia chinesa, o Yin (negativo) e Yang (positivo), que representam os opostos. Seu objetivo é usar as duas forças opostas em equilíbrio, em todos os sentidos da vida.

O Yin é a parte flexível, fria; o Yang é o lado quente, forte e dinâmico. A macrobiótica busca o balanço ideal entre eles para promover a saúde e o bem-estar.

Sendo assim, trazendo para alimentação, o Yin é o doce, frio e passivo; enquanto o Yang é o salgado, quente e agressivo.

E não é só isso. A harmonia com a natureza e a simplicidade são fatores essenciais na procura pela estabilidade e por uma dieta balanceada.

Foi seguindo tais princípios que George Ohsawa, o criador da alimentação macrobiótica, diz ter sido curado de uma grave doença.

Seus seguidores acreditam que existe uma associação da comida (e suas propriedades) com as consequências mais amplas em nossas vidas, ou seja, os efeitos são maiores do que imaginamos. Eles atingem não apenas nosso corpo como, também, nosso estado mental, isto é, o bem-estar.

Segundo este preceito, os alimentos Yin e Yang são capazes de influenciar as características de cada pessoa. Por exemplo: alimentação extremamente Yang pode levar ao caráter dominador, agressivo e impaciente; enquanto as comidas destacadamente Yin podem tornar a pessoa mais relaxada, dependente e até depressiva.

Confira o que é permitido na alimentação macrobiótica

• Feijões;
• Frutas;
• Grãos;
• Nozes;
• Peixes;
• Sementes;
• Soja fermentada;
• Sopa;
• Vegetais.

Em geral, o estilo macrobiótico prevê que o consumo de alimentos de origem animal seja excluído. Mas isso precisaria ser feito aos poucos, até que o organismo não sinta mais necessidade deles.

Na alimentação macrobiótica padrão, 50/60% devem consistir em cereais integrais, preferencialmente em grão (arroz, cevada, aveia, milho, centeio, trigo sarraceno, bulgur, flocos de cevada, flocos de aveia, etc.).

Ainda mais se a pessoa tiver algum problema de saúde em relação às farinhas convencionais. Elas são difíceis de digerir e ainda perdem muitas de suas propriedades ao oxidarem.

É claro que o modelo padrão, criado por Michio Kushi no final dos anos de 1970, muitas vezes precisa ser adaptado aos diferentes contextos climáticos, geográficos e pessoais, entre outros fatores.

Não entram na alimentação macrobiótica: aves, batatas, produtos químicos, bebidas estimulantes, café, chá com cafeína, açúcar, chocolate, álcool, farinhas refinadas, carne, alimentos lácteos, conservantes, aves, batatas e pimentas muito picantes. Os itens enlatados, congelados ou processados também ficam de fora.

Entenda o que é a comida macrobiótica

Entre as vantagens deste tipo de dieta estão: o consumo de alimentos em sua forma mais natural possível; grande ingestão de frutas e vegetais; retirada de bebidas açucaradas e alcoólicas do menu.

A alimentação macrobiótica tem como desvantagem o alto consumo de carboidratos e cerais, o que pode causar certa dificuldade de emagrecer.

Não é uma dieta aconselhada para quem deseja perder peso por causa da necessidade de grande dedicação até chegar ao ponto de emagrecimento.

Ainda assim, acho válido citar que encontrei divergência quanto ao potencial emagrecedor da alimentação macrobiótica.

Outra questão a ser considerada é o baixo consumo de proteínas.

A alimentação macrobiótica tem seus prós e contras. Não deixe de consultar um nutricionista e/ou médico antes de fazer alterações importantes no seu cardápio.

Cuide-se! Até breve…

/* ]]> */