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Chapéu-de-napoleão: características e cuidados ao decorar

Chapéu-de-napoleão é um dos apelidos da Thevetia peruviana, uma planta da categoria dos arbustos, árvores ou árvores ornamentais. Ela faz parte da família Apocynaceae e também é chamada de acaimirim, noz-de-cobra, auaí-guaçu e cerbera.

Suas flores são lindas, tubulares e perfumadas. Exibem uma coloração laranja ou amarela encantadora. É possível encontrar ainda variedades brancas ou róseas.

Com podas de formação, o chapéu-de-napoleão ganha forma compacta e fica bem como arbusto isolado, seja em grupos pequenos ou como cerca-viva.

Mas pode ser usado como arvoreta, com caule único medindo cerca de 4 metros. Desta maneira, é útil em espaços reduzidos, como os das calçadas estreitas e pátios das residências ou plantado em vasos.

Seus frutos são igualmente atraentes, do tipo drupa, isto é, carnosos, trazendo em seu interior um caroço duro, assim como a manga, o pêssego, a ameixa, a azeitona, etc.

O formato dos frutos é quase em globo, como uma castanha, com duas à quatro sementes grandes e venenosas.

O chapéu-de-napoleão é uma espécie que cresce bem em clima continental, equatorial, oceânico, subtropical ou tropical, sendo originária da América do Sul.

O ciclo de vida do chapéu-de-napoleão é perene, ou seja, dura bastante. Na botânica, o termo é associado a qualquer planta que vive por três anos ou mais.

Sua altura varia de 2.4 a 3.6 metros aproximadamente. É uma planta de meia-sombra ou sol pleno.

O chapéu-de-napoleão é uma espécie arbustiva de textura lenhosa, além de folhagem e floração decorativas. Possui caule ramificado, casca acinzentada e seiva leitosa, muito tóxica.

Por isso, não deve ser empregada em áreas frequentadas por crianças ou animais domésticos.

A ingestão de qualquer parte do chapéu-de-napoleão causa intoxicações que lembram às provocadas pela espirradeira (Nerium oleander): vômito, salivação, queimaduras (pele e mucosas) e até morte por parada cardíaca.

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Conheça melhor a planta chapéu-de-napoleão

As folhas deste gênero botânico contam com formato linear a lanceolado, semelhante à da ponta de uma lança; são brilhantes e alternas, com pecíolos encurtados e nervura central bem-definida de tonalidade mais clara.

Um detalhe importante é que muita gente confunde chapéu-de-napoleão com a noz-da-índia. A primeira chega a ser vendida no Brasil como se fosse a noz, porque é mais fácil de encontrar e é mais barata. No entanto, a confusão pode ser perigosa devido ao poder tóxico do chapéu.

Noz-da-índia não é o mesmo que chapéu-de-napoleão ou jorro-jorro, muito utilizado na ornamentação de praças e ruas.

Na verdade, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, as duas sementes podem causar sérios problemas, embora sejam procuradas em função de sua capacidade laxante.

Tanto que a Anvisa proibiu, no início deste ano, a fabricação, venda, distribuição e importação delas como insumos em remédios e alimentos, assim como em qualquer outro jeito de apresentação.

Estas sementes são muito utilizadas como emagrecedores. Mas há relato de mortes associadas ao consumo da noz (Aleurites moluccanus) e do chapéu-de-napoleão (Thevetia peruviana).

Thevetia peruviana deve ser cultivada em meia-sombra ou sob sol pleno, sempre em solo fértil, drenável e rico em matéria orgânica. A irrigação periódica também faz diferença, embora esta planta seja tolerante à curtas estiagens.

O chapéu-de-napoleão gosta de climas quentes, mas pode ser cultivado em áreas frias, necessitando apenas de proteção adequada no inverno. Multiplica-se por sementes ou estaquia, sendo que suas sementes precisam de quebra de dormência em água quente.

Enquanto elemento decorativo, o chapéu-de-napoleão é um recurso interessante. Porém, é vital ter cuidado ao manusear a planta, como vimos hoje.

E mais: antes de usar um produto natural, procure quem realmente entende do assunto e só compre fitoterápicos e coisas do gênero em locais de boa procedência, em farmácias seguras.

Até o próximo post!