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Colorimetria Capilar: saiba a importância para cabelos coloridos

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Qualquer procedimento ou tratamento que envolva o cabelo exige uma série de cuidados específicos, principalmente quando se for muito invasivo, como é o caso da coloração. Atualmente, muitas mulheres apostam em tinturas e técnicas de tingimento dos fios como uma forma de mudar o visual e ficar por dentro das tendências capilares do momento, o que significa uma maior autoestima e satisfação com a aparência na frente do espelho.

No entanto, para não errar na coloração das nossas madeixas, os cabeleireiros e hairstylists estão sempre em busca de aperfeiçoar os seus conhecimentos a respeito do assunto para conseguir atingir o objetivo de destacar o que há de melhor em cada uma de nós, sem prejudicar a saúde dos fios ou deixar a cor do cabelo inadequada para a tonalidade de pele.

Uma das técnicas utilizadas para este fim é a colorimetria capilar, que você vai conhecer melhor no artigo de hoje e entender a sua importância para quem é adepta aos cabelos coloridos. Vamos lá?

O que é a colorimetria capilar?

A colorimetria capilar é uma ciência que estuda os tipos de cores e o seu comportamento entre si e, o mais importante, na natureza do cabelo. A ideia é a de que o profissional de beleza, ao aplicar a técnica antes de fazer uma coloração capilar, consiga identificar as cores naturais dos fios para combinar adequadamente tons e contrastes e, também, para fazer processos de neutralização.

Em uma linguagem mais fácil de entender, para nós que somos leigas e não atuamos no ramo, na prática, a colorimetria capilar pode ajudar o cabeleireiro a atingir a cor desejada nas nossas madeixas, corrigir fios manchados e até esfumar a raiz, o que pode ser ideal tanto para o sucesso do trabalho dele quanto para a saúde e beleza do nosso cabelo.

O estudo é feito a partir da matiz, intensidade e saturação de cada uma delas. Para isso, é preciso conhecer, em um primeiro momento, as cores primárias, secundárias, terciárias, quentes, frias e neutras, além dos tons e nuances de cada uma.

Como você já deve ter ouvido falar em algum momento da vida, existem cores que anulam as outras ou até que se anulam entre si. Isso faz parte do chamado círculo cromático, que diz que toda cor possui outra oposta a ela, o que faz com que ambas se anulem quando juntas.

No cabelo, essa estratégia pode bastante útil, levando que, se o cabeleireiro tê-la em mente na hora de colorir os fios, poderá modificar o tom destes somente com a combinação de cores. Esta combinação, por sua vez, pode ser feita com a cor natural das madeixas e um tonalizante ou até mesmo com duas cores diferentes de tinturas misturadas e aplicadas sobre o cabelo descolorido.

Quais são os benefícios?

Até aqui, você deve estar pensando: “Mas, afinal, para que a colorimetria capilar pode servir para mim, já que não sou cabeleireira?”. É simples! Conhecendo este método, você, como cliente, pode escolher melhor o profissional de beleza que vai colorir os seus fios, já que é imprescindível que ele entenda do assunto para alcançar melhores resultados na coloração do seu cabelo.

Veja, a seguir, quais são os benefícios da colorimetria capilar para a saúde e beleza dos seus fios:

Cabelos bonitos e saudáveis

Ao calcular as cores das tinturas e tonalizantes corretamente, com a aplicação adequada da colorimetria capilar, são evitados possíveis procedimentos químicos posteriores à coloração para corrigir a tonalidade. Com isso, as nossas madeixas agradecem, já que terão a saúde da fibra capilar mantida por mais tempo e, é claro, a beleza dos fios sempre em dia.

Menores chances de erro

Quanto mais você ou o cabeleireiro souber sobre a colorimetria capilar, menos serão as chances de erros na hora de colorir o cabelo. Afinal, sem entender do assunto, muitas mulheres acabam aplicando a tintura achando que vão conseguir um tom exato ao da fotografia na caixinha. E, como você vai descobrir no decorrer desse artigo, não é bem assim que funciona!

Ao conhecer mais sobre a colorimetria, todo mundo sai ganhando com isso, tanto você, que sairá do salão de beleza satisfeita com o resultado da coloração, quanto o profissional, que terá sucesso no seu trabalho e, portanto, atrairá ainda mais clientes ao empreendimento.

Economia de produtos

Os produtos podem ter sido comprados por você ou pelo profissional de beleza que vai colorir os seus cabelos. Qualquer que seja a situação, o mais importante é que, com a colorimetria capilar, pode haver uma maior economia das tinturas e descolorantes, já que, ao calcular as tonalidades, o cabeleireiro poderá aproveitar melhor as sobras de diversos tubos para fazer uma única cor e, desta forma, não precisará gastar recursos com a compra de novos produtos.

Entendendo a classificação das cores

Como falamos anteriormente, o grande primeiro passo para entender como funciona a colorimetria capilar é conhecendo a classificação das cores, tons e reflexos.

Só assim, será possível administrar bem a combinação das tonalidades no nosso cabelo, evitar qualquer erro do profissional de beleza ou até mesmo na hora de colorir os fios sozinha em casa. Vamos lá?

Cores primárias

As cores primárias ou fundamentais também são necessárias para a criação das demais tonalidades. São elas o vermelho, o azul e o amarelo. Quando misturadas, resultam no tom marrom.

Cores secundárias

As cores secundárias ou complementares são resultados da mistura de duas cores primárias em quantidades iguais. São elas o verde, o alaranjado e o roxo, que são obtidas da seguinte forma:

  • Amarelo + Azul: Verde
  • Azul + Vermelho: Roxo
  • Amarelo + Vermelho: Laranja

Cores terciárias

As cores terciárias nada mais são que todas aquelas resultantes da mistura de cores primárias ou secundárias, em qualquer quantidade, o que significa uma variedade infinita de combinações.

Cores quentes

As cores quentes são aquelas obtidas por meio dos tons vermelho, alaranjado e amarelo, além dos reflexos resultantes delas, sendo classificadas de acordo com o nível de vibração. Por absorverem mais luminosidade, elas passam a sensação de expandir formas e, assim, gerar mais proximidade.

Cores frias

As cores frias são aquelas obtidas a partir de tons de verde, roxo, azul, cinza e violeta. Ao contrário das cores quentes, elas tendem a refletir uma menor luminosidade, o que traz a sensação de que as formas foram reduzidas. Sendo assim, as cores frias costumam ser usadas para gerar mais amplitude e profundidade.

Cores neutras

As cores neutras nada mais são que o resultado das misturas de cores quentes e frias. Por serem menos vibrantes, são utilizadas normalmente para criar fundos para recebimento de outras cores.

Altura de tom

A altura de tom diz respeito aos tons que é possível alcançar com a colorimetria capilar. Para classificá-los, existe uma tabela universal que pode ser usada para definir as cores naturais e artificiais presentes nos cabelos.

No total, são 9 tons que compõem a tabela, que variam desde os mais escuros até os mais claros. No entanto, a maioria das marcas de tinturas costumam trabalhar com até 12 alturas de tons, como você pode ver abaixo:

  • Altura de tom 1: cor preto azulado
  • Altura de tom 2: preto
  • Altura de tom 3: cor castanho escuro
  • Altura de tom 4: cor castanho médio
  • Altura de tom 5: cor castanho claro
  • Altura de tom 6: cor loiro escuro
  • Altura de tom 7: cor loiro médio
  • Altura de tom 8: cor loiro claro
  • Altura de tom 9: cor loiro muito claro
  • Altura de tom 10: cor loiro claríssimo
  • Altura de tom 11: cor loiro ultraclaro
  • Altura de tom 12: cor loiro ultraclaríssimo

Cores reflexo (nuances)

Ao comprar uma tintura, você também vai perceber que, além da altura de tom, o produto também apresentará uma cor reflexo. Na embalagem, ela será representada pelo número que vem logo após o ponto, ou seja, depois da indicação da altura de tom, como nós mostramos anteriormente.

Por exemplo, se a cor é 6.1, significa que o número 6 refere-se ao tom de loiro escuro, como na tabela acima, e o 1 depois do ponto significa a cor reflexo, conforme a classificação que você vai ver abaixo:

  • Numeração 1 após o ponto: cor reflexo cinza
  • Numeração 2 após o ponto: cor reflexo irisado
  • Numeração 3 após o ponto: cor reflexo dourado
  • Numeração 4 após o ponto: cor reflexo acobreado
  • Numeração 5 após o ponto: cor reflexo acaju
  • Numeração 6 após o ponto: cor reflexo vermelho
  • Numeração 7 após o ponto: cor reflexo esverdeado

Além disso, algumas marcas de tinturas para cabelo também trabalham com duas cores de reflexo em um mesmo produto. Neste caso, a numeração da tintura apresentará dois dígitos após o ponto, o que correspondente aos dois tons de reflexo. Por exemplo, no caso da cor louro acobreado acaju, o louro é a altura de tom e as cores reflexo serão acobreado e acaju.

O reflexo que aparece primeiro após a indicação do tom (acobreado) sempre será o mais aparente no cabelo, enquanto que o segundo (acaju) apresentará apenas algumas nuances. Entendeu?

Volumagem

Em cabelos pretos ou escuros que queiram alcançar uma cor mais clara, será preciso investir em uma descoloração para clarear a base dos fios, que é feita através de água oxigenada e descolorante. Para isso, é importante conhecer também a volumagem desses produtos e os resultados durante a aplicação da tintura. Veja:

  • Água oxigenada 10 volumes: garante pouca fixação da cor da tinta, fazendo com que ela haja como um tonalizante ou banho de brilho.
  • Água oxigenada 20 volumes: geralmente mantém o tom de base, mas pode chegar a clarear 1 tom.
  • Água oxigenada 30 volumes: garante o clareamento de 2 a 3 tons, sendo ideal para cabelos com fibras fáceis de clarear.
  • Água oxigenada 40 volumes: garante o clareamento de 4 a 5 tons, sendo ideal para cabelos com fibras difíceis de clarear.

Como funciona a colorimetria capilar?

A aplicação da colorimetria capilar pode ser dividida em quatro etapas, que envolvem desde o uso de recursos para a compreensão das cores e suas relações até o cálculo de proporções para chegar ao tom desejado. Portanto, se você vai colorir o cabelo em casa e sozinha, precisa ficar atenta a cada uma delas, como vamos ensiná-la a seguir:

1ª etapa: Estrela de Oswald

A Estrela de Oswald é uma ferramenta utilizada por cabeleireiros para acertar na coloração do cabelo de suas clientes. Nela, as cores primárias, secundárias e terciárias estão dispostas de modo que você possa observar e entender quais se anulam e se neutralizam.

E ela funciona da seguinte forma: quando duas cores aparecem em posições opostas na estrela, significa que uma delas pode neutralizar a outra. Por exemplo, o azul pode neutralizar o laranja ou vice-versa. Colocando isso em prática, se um cabelo estiver com um fundo muito alaranjado, você ou o profissional de beleza que estiver fazendo a coloração dos seus fios poderá anulá-lo aplicando um tom de azul por cima, criando uma base neutra nos fios.

Ainda, outra forma de usar a Estrela de Oswald na coloração do seu cabelo, é na hora de matizar cabelos loiros. Quando os fios ficam com a tonalidade amarela após a coloração, o chamado efeito “gema de ovo”, que muitas de nós não gostam muito, é possível neutralizá-los com a aplicação de uma tintura ou tonalizante roxo, já que estas são cores opostas dentro da estrela.

O resultado é um cabelo loiro com tom mais acinzentado e apagado, ou seja, um loiro neutralizado.

2ª etapa: Fundo de clareamento

O fundo de clareamento é representado por uma paleta de cores, as quais representam possíveis tons a serem alcançados durante o clareamento. Para isso, é preciso que levar em conta os pigmentos naturais das fibras do cabelo, que não são iguais e variam de pessoa para pessoa, sendo influenciados pela genética, alimentação e cuidados gerais com os fios.

Existem basicamente dois tipos de pigmentos e a cor de base final será determinada pela quantidade de cada um presente nas fibras capilares:

Eumelanina

Pigmento presente em cabelos com tonalidades que vão do preto ao vermelho-escuro, sendo mais difícil de ser encoberto por outras tinturas. No entanto, como a estrutura desse pigmento é granulosa e bastante concentrada, pode ser mais fácil a sua retirada dos fios, o que pode ser feito com um clareamento mais rápido e simples.

Feomelanina

Pigmento presente em cabelos com tonalidades que vão do vermelho intenso ao amarelo, ou seja, que dão origem aos fios de cores claras e médias. Por isso, são encobertos facilmente por outras tinturas, geralmente sem precisar aplicar uma segunda camada ou realizar a descoloração.

Porém, diferente do primeiro pigmento, a feomelanina é mais difícil de ser retirada dos fios. Sendo assim, o clareamento de cabelos mais claros é mais demorado e pode causar mais danos quando comparado aos cabelos escuros.

3ª etapa: Avaliação e diagnóstico

Depois de descobrir como funcionam a disposição das cores da Estrela de Oswald e a pigmentação dos cabelos no fundo de clareamento, chegou a hora de fazer uma avaliação e diagnóstico sobre as características presentes e aquelas desejadas nos fios durante o processo de coloração.

O diagnóstico é importante porque leva em conta a estrutura e saúde das madeixas, permitindo ao profissional ou você mesma escolher uma técnica que seja compatível com o tipo de cabelo. Se os seus fios estão muito sensíveis e danificados, certamente não poderão passar por um processo de descoloração, por exemplo. Na dúvida, opte pelo acompanhamento de um profissional colorista para a aplicação correta da colorimetria capilar para conseguir a tonalidade mais próxima do desejado.

4ª etapa: Calculando os tons base

Alcançar um bom tom de base é um passo importante para que a tintura aplicada em seguida fique o tom mais próximo possível do indicado na embalagem do produto. Para isso, muitos profissionais coloristas costumam juntar diferentes cores para alcançar uma única tonalidade. Por exemplo, se você quer chegar a um tom loiro escuro, ou seja, de numeração 6.0, segundo a classificação das cores de tom, pode misturar castanho claro, loiro escuro e loiro claro, respectivamente, alturas de tom 5 + 6 + 8.

A soma da numeração dessas três cores é igual a 19, que será dividido pela quantidade de cores misturadas, ou seja, 19/3 = 6,3333333. Lembrando que esse 3 no final não representa a cor de nuance (reflexo), mas sim ao resultado de dízima periódica, apenas. Não se confunda!

No entanto, a maneira mais utilizada de alcançar o tom base é somando duas cores para se obter uma. Por exemplo, 8+4 = 12/2 = 6, o que quer dizer que a numeração resultante corresponde ao loiro escuro, conhecido como 6.0 na tabela de classificação de cores.

Já para definir o tom de cores reflexo, a dica é usar os intensificadores ou “cores fantasias” (cinza, dourado, irisado, mate, cobre, dentre outras), de acordo com o tom desejado. E não se esqueça que, para obter uma cor exata ou próxima da realidade, a mistura das cores deve ser feita em quantidades iguais.

Como usar a colorimetria capilar no dia a dia?

Correção de tom

No dia a dia, a colorimetria capilar pode ser usada em detalhes que nem sempre chamam a nossa atenção. Por exemplo, você pode usar o shampoo roxo para corrigir os cabelos loiros, quando eles passam ter aquele tom amarelo “gema de ovo”, já que, como falamos anteriormente, o roxo é capaz de neutralizar o amarelo.

Mudança de cor

Outro exemplo? Se você tingiu o cabelo de ruivo, mas, depois de algum tempo, quis voltar para o castanho, a colorimetria capilar pode ajudar. Isso porque de nada vai adiantar você aplicar a tintura castanha por cima do vermelho, pois, de jeito nenhum, os fios ficarão no tom descrito na caixinha.

A explicação para isso é que, como os castanhos costumam ter um fundo avermelhado, com o ruivo, não serão neutralizados. A solução, de acordo com a colorimetria capilar, é apostar na neutralização com tons de cinza.

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Até a próxima!

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