Doenças Saúde

Coqueluche: causa, sintomas, prevenção e tratamento

Coqueluche
Siga nosso dia-a-dia no insta! Clique aqui para acessar nosso perfil.

A coqueluche é uma doença infectocontagiosa aguda do trato respiratório transmitida pela bactéria Bordetella pertussis.

É conhecida também por pertussis ou tosse comprida, sendo seu contágio através de contato direto com o infectado ou gotículas que ele elimina quando tosse, espirra ou fala.

Casos de coqueluche na vida adulta são mais raros. Ela afeta principalmente as crianças com menos de dois anos, mas é capaz de surgir em qualquer fase da vida – e a qualquer época do ano.

Felizmente, adultos e crianças já imunizados dificilmente contraem a doença outra vez, a não ser que tenham contato íntimo com um portador da enfermidade ou nos surtos dela.

Porém, se a pessoa estiver com tosse seca e continua por mais de 15 dias, pode ser sinal de coqueluche, mesmo que tenha apresentado esta condição na infância ou recebido a vacina.

O maior risco é para os pequeninos não vacinados e os idosos, uma vez que a coqueluche pode evoluir para quadros graves, incluindo complicações nos pulmões, sistema neurológico, além de hemorragias e desidratação.

Portanto, apesar de a vacina contra coqueluche não oferecer proteção para o resto da vida, a imunização das crianças é indispensável. Ela é feita por meio da vacina tríplice clássica (DPT), isto é, evita difteria, coqueluche (pertussis) e tétano.

A tríplice está no Calendário Oficial de Vacinação do Ministério da Saúde e deve ser aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade. As doses de reforço precisam ser ministradas aos 15 meses e, ainda, aos 5 anos.

A imunização dura aproximadamente 10 anos, e esta vacina não deve ser tomada após os 6 anos de idade.

Como identificar a coqueluche

A coqueluche fica incubada de 7 a 17 dias. Os sintomas dela permanecem por cerca de 6 semanas, sendo divididos em três estágios consecutivos. O primeiro é o catarral, que dura 1 ou 2 semanas.

Ele apresenta sinais confundidos com os da gripe e resfriados comuns: tosse noturna, coriza, falta de apetite, febre baixa, espirros, lacrimejamento e mal-estar.

O segundo estágio da coqueluche é o paroxístico (fase de uma doença em que os sintomas se tornam mais fortes), que permanece cerca de 2 semanas.

A tosse paroxística começa rapidamente, apresentando episódios breves, mas seguidos, dificultando a respiração e provocando uma inspiração profunda com som que lembra um guincho.

A falta de ar e o esforço para tossir deixam o rosto da pessoa com coqueluche azulado, ou cianótico, e pode causar vômito.

O estágio de convalescença, o terceiro e último, em geral, se dá a partir da quarta semana. É quando os sintomas da coqueluche vão diminuindo até desaparecerem totalmente.

Importante: os sintomas descritos aqui têm caráter informativo, e são levantados a partir dos aspectos gerais – já conhecidos pela ciência – dos problemas. Apresentar um ou mais destes sinais não significa, necessariamente, que um indivíduo esteja com coqueluche. E somente um médico pode dar diagnósticos e prescrever tratamentos.

O diagnóstico da coqueluche é basicamente clínico. Na maior parte dos casos, os exames de laboratório ajudam a demonstrar a presença da bactéria Bordetella pertussis a partir de amostras retiradas da nasofaringe.

Quanto ao tratamento do paciente com coqueluche, ele precisa ficar em isolamento respiratório durante a fase de transmissão da doença. Na maioria das vezes, o tratamento é ambulatorial e realizado em casa, mas sem deixar o acompanhamento médico.

A hospitalização é indicada nos quadros mais complicados, com necessidade de oxigênio extra e alimentação parenteral, por exemplo.

Ao ser diagnosticada a doença, cuidados simples são essenciais no acompanhamento do paciente com coqueluche. As recomendações incluem deixar o enfermo afastado de outras pessoas, e em local arejado, durante o período de transmissão.

É importante ainda oferecer líquidos com frequência, evitando sua desidratação; e refeições leves, em pequenas porções distribuídas ao longo do dia.

Consulte sempre seu médico e tire todas as dúvidas! Saúde!

Até breve…

/* ]]> */