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Crioterapia Capilar evita queda dos fios em tratamento contra câncer

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Não tem jeito! O cabelo é uma das partes que nós mulheres mais gostamos no corpo, independente do tipo, tamanho e cor. Cada uma se apega às características específicas dos seus fios e cuida religiosamente todos os dias para que eles permaneçam sempre saudáveis e bonitos.

Por esses e outros motivos é que eles são considerados um símbolo da essência feminina, um sinônimo de auto-estima e sensualidade para quem é vaidosa, gosta de cuidar da aparência e se aventurar em tendências e possibilidades para mudar as madeixas.

No entanto, existem algumas circunstâncias da vida que nos levam a sofrer com a queda dos cabelos, algo que pode se tornar ainda mais triste quando a causa é a luta contra um câncer.

A doença é devastadora e, independente da parte do corpo onde ele se desenvolva, costuma atingir uma parcela significativa da população e trazer sequelas físicas e emocionais severas.

Inclusive, o câncer de mama, que nós já falamos aqui no blog, é o mais comum entre o público feminino e, principalmente no que diz respeito à aparência, é ainda mais impactante psicologicamente se comparado aos demais, já que o tratamento acarreta não só na queda dos fios como também na perda das mamas.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), este tipo de câncer foi responsável por 28% do total de casos de câncer diagnosticados entre as mulheres somente em 2016. A terapia de cura, bastante agressiva, é chamada de quimioterapia, que possui fortes efeitos colaterais, incluindo a perda drástica de cabelos.

A boa notícia para essas guerreiras que enfrentam dia a dia a luta contra o câncer e permanecem felizes e fortes no objetivo é que chegou ao mercado medicinal uma novidade que promete devolver a possibilidade de reduzir a queda dos fios de maneira eficiente e deixá-las mais bonitas enquanto enfrentam o tratamento contra a doença.

É a chamada Crioterapia Capilar, que você vai conhecer no nosso artigo de hoje. O procedimento inovador promete nutrir o couro cabeludo e estimular os folículos pilosos, fazendo os cabelos crescerem normalmente e frear o risco de queda dos fios mesmo durante a quimioterapia.

Quer saber mais sobre o procedimento e como você, que é paciente e luta contra o câncer, pode ter as suas madeixas de volta, sem precisar interromper o tratamento quimioterápico? Então, continue lendo esse post até o final e conheça tudo sobre o assunto!

O que é a crioterapia capilar e como funciona?

A crioterapia capilar nada mais é do que um procedimento novo no mercado medicinal que promete estimular os folículos capilares do couro cabeludo e preservar os cabelos das pacientes com câncer, mesmo durante o tratamento quimioterápico.

Ele é possível a partir de uma técnica de resfriamento brusco dos tecidos da região, que visa dilatar os vasos sanguíneos e melhorar a circulação local, o que, por sua vez, potencializa a nutrição dos folículos pilosos, evitando a perda dos fios da paciente que luta contra a doença.

A crioterapia pode ser realizada com neve carbônica (gás de carbono) ou com nitrogênio líquido, que são levados ao couro cabeludo através de uma touca gelada (em temperatura média de 4 °C), que resfria a região e promove a contração dos vasos sanguíneos. O resultado é uma espécie de capa protetora que preserva os folículos pilosos e reduz ou até anula os efeitos colaterais da quimioterapia no que diz respeito à queda do cabelo.

O principal objetivo do procedimento é, na verdade, preservar também a auto-estima das mulheres que lutam contra a doença no dia a dia, que podem se sentir mais bonitas e femininas ao não passar pela triste perda dos cabelos durante o tratamento. Assim, evita-se ainda situações como depressão e discriminação pelas quais passam as pacientes.

Funciona de verdade?

Apesar de ainda não haver dados específicos divulgados de quantas pacientes com câncer costumam aliar a técnica ao tratamento quimioterápico, várias delas já aderiram ao procedimento e os efeitos foram os mais positivos possíveis, com uma perda de cabelo imperceptível ou até mesmo nula.

Estudado pela classe média desde a década de 70, período em que o resfriamento do couro cabeludo para preservar os cabelos de pacientes com câncer foi sendo descoberto e visto como um meio de preventivo para tal efeito colateral da quimioterapia, várias técnicas de aplicação foram testadas, dentre elas os pacotes de gelo, ar resfriados, toucas de criogel, máquinas, entre outras.

Atualmente, além da touca gelada, a maioria das clínicas no Brasil já utiliza um equipamento inglês para fazer a Crioterapia Capilar. Inclusive, mais de dois mil pacientes que estavam passando pela quimioterapia em países da Europa receberam o tratamento com o aparelho de resfriamento e a taxa de sucesso variou de 49% a 100% dos casos.

Quem pode fazer?

De um modo geral, a Crioterapia Capilar pode ser aplicada em pacientes diagnosticados com qualquer tipo de câncer e que estejam passando pelo tratamento quimioterápico, tendo a mesma eficiência em todos os casos. No entanto, a técnica não é indicada para mulheres que sofram com câncer hematológico, como a leucemia e o linfoma. Além disso, pacientes que possuem alergia no couro cabeludo também não podem aderir ao tratamento.

Efeitos colaterais

De uma forma geral, a Crioterapia Capilar não possui muitos efeitos colaterais graves e costuma ser bem tolerada por boa parte dos pacientes com câncer. Porém, alguns deles relatam a ocorrência de alguns sintomas incômodos após o procedimento, como sensação de frio, dores de cabeça ou tontura.

Mas, de acordo com especialistas, não há com o que se preocupar. Esses efeitos colaterais, que atingem poucos pacientes, desaparecem rapidamente, o que significa que o procedimento vale muito a pena se compararmos os efeitos leves aos resultados que podem ser alcançados em relação à redução da perda de cabelo e, ainda, a sensação de bem-estar e aumento da auto-estima que ele traz à cada uma das mulheres com câncer.

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