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Distimia: quando o mau humor é sinal de doença

Distimia
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Perda de interesse pelas atividades diárias, falta de esperança, autoestima ruim, baixa produtividade no trabalho, sentimento generalizado de inadequação. Se você conhece alguém que apresenta estes sintomas, ele pode ter distimia.

Com origem grega, a palavra distimia significa mau humor. Durante muitos séculos serviu para definir o cara irritadiço, complicado, mal-humorado mesmo, até agressivo. Atualmente, o termo é usado para caracterizar um subtipo da depressão.

Outros sinais de distimia

  • Fadiga/perda de energia praticamente todos os dias
  • Grande alteração de peso (aumento ou perda de mais de 5% do peso em apenas um mês)
  • Inquietação
  • Insônia ou sono em excesso quase diariamente
  • Pensamentos frequentes de morte ou suicídio; plano ou tentativa de suicídio
  • Perda de prazer nas atividades das quais gostava
  • Aumento ou perda de apetite
  • Dificuldade de concentração na maior parte dos dias
  • Sensação de desesperança, falta de utilidade ou excesso de culpa constantemente
  • Tristeza ou humor deprimido o dia inteiro ou quase todos os dias

Distimia é um tipo crônico de depressão, porém, mais brando que o modo tradicional dela, sua versão mais conhecida.

Os sintomas de depressão na distimia às vezes duram até dois anos; acontecem em menor número e com menor intensidade. Eles vêm e vão ao longo do período, com possibilidade de mudança de intensidade no percurso.

O que não significa que aqueles afetados por essa condição não sejam prejudicados em diversas áreas.

As taxas de faltas no trabalho, por exemplo, são altas entre os portadores de distimia quando comparadas às de ausência por cardiopatias – uma das causas mais frequentes no mundo todo.

Quando o problema ocorre antes dos 21 anos de idade, é chamado de distimia de início precoce. Depois desta faixa etária, passa a ser denominado distimia de início tardio.

As pessoas com distimia não conseguem se divertir e são consideradas críticas demais. Existem de cinco a 11 milhões sofrendo desse mal só no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA).

Por que a distimia aparece?

A causa precisa da distimia não é conhecida. O distúrbio está ligado a questões que fazem parte do quadro de depressão tradicional, tais como fatores genéticos, bioquímicos e ambientais.

Existem ainda os que aumentam os riscos de ter a doença. São eles: possuir um parente de primeiro grau com distimia ou depressão; passar por situações de grande estresse (problemas financeiros, perda de um ente querido etc.); ser muito dependente de atenção e aprovação das pessoas mais chegadas.

Talvez você conheça alguém que parece nunca estar satisfeito com nada, sabe aquela pessoa ‘de mal com a vida’? Pois é, às vezes, ela tem um problema de saúde mental que a impede de perceber algo bom e ficar feliz, mesmo tendo vida social, trabalho, boas condições de vida e amigos.

Na distimia, o que chama mais atenção é a irritabilidade. Entretanto, no primeiro contato médico, nem sempre é fácil diferenciar distimia de depressão, pois a primeira também deixa o sujeito mais triste, sem vontade de agir, desanimado.

O curioso é que, dependendo do nível cultural, a pessoa pode ficar pedante, achando que nada está bom o suficiente para ela, que não tem nada interessante no planeta que seja digno de sua atenção.

É claro que só um médico pode diagnosticar uma condição como a distimia, mas nem tudo o vemos é sinal de mau humor ou falta de educação pura e simplesmente. A pessoa pode ter uma doença que interfere na qualidade da própria vida e de suas relações.

Afinal, conviver com gente que só enxerga o lado feio e perigoso de tudo é difícil. Mas é preciso ter, no mínimo, paciência – e se puder ajudar, melhor ainda!

Até breve…

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