Nutrição

Farinha de maracujá: rica em fibras, ajuda controlar fome e colesterol

Farinha de maracujá

Para você ter uma ideia, com duas colheres de sopa de farinha de maracujá, é possível conseguir cerca de 74% das fibras que devemos ingerir diariamente. Por isso, o produto é muito procurado para manter o consumo de fibras de forma prática. Saiba mais nos próximos parágrafos!

E olha que o alimento não chega a ser uma novidade ou ‘moda’ das farinhas funcionais. Há relatos de estudos sobre a farinha de maracujá desde 1989, fazendo dela uma das pioneiras no grupo.

Ela é obtida a partir da parte branca da casca de maracujá, a porção mais rica em nutrientes – e com mais fibras que o suco da fruta.

Um desses nutrientes é a pectina, uma fibra de atua na redução da absorção de certos nutrientes e proporciona saciedade porque vira uma espécie de gel no estômago, trazendo vários benefícios à saúde.

A característica principal da farinha vem justamente da casca do maracujá, que chega a ter 10 vezes mais fibras do que a bebida feita com a polpa.

Em relação ao emagrecimento, de modo geral, todas as fibras promovem a redução de peso, pois agem sobre a sensação de ter comido o suficiente em uma refeição.

Porém, a farinha de maracujá fornece uma fibra do tipo insolúvel, cuja maior função é absorver líquido, formar um tipo de gel e, assim, reter o bolo alimentar no estômago e intestino por mais tempo. A absorção dos nutrientes fica mais lenta e, somando todos estes fatores, o resultado é a saciedade e a inibição de consumo de mais calorias.

Falando em absorção lenta graças à pectina, um dos nutrientes influenciados é a glicose, que é liberada no sangue em doses pequenas. Resultado: menor produção de insulina, o hormônio que leva o açúcar do sangue para o interior das células.

A questão é que a insulina acaba favorecendo o depósito de células de gordura no chamado tecido adiposo, estimulando o aumento da massa gorda em nosso corpo.

A farinha de maracujá contém ainda cálcio, ferro, fósforo e vitamina B3 (niacina). Ela é rica em potássio – em quantidade duas vezes maior do que a encontrada no suco da fruta.

Com um detalhe interessante: acredita-se o preparo da farinha preserva boa parte de seus nutrientes, garantindo suas propriedades benéficas à saúde, especialmente na redução dos picos glicêmicos.

Para completar as vantagens da farinha de maracujá, ela é naturalmente livre de glúten. Ou seja, é uma boa opção para os celíacos, que têm alergia à proteína.

Não há uma tabela nutricional oficial da farinha de maracujá, uma vez que sua composição pode variar de acordo com o fabricante do produto. Existem, no entanto, estimativas feitas a partir de estudos e que criam um mapeamento do nível de alguns nutrientes achados na farinha.

Quanto aos carboidratos, gorduras e proteínas, por exemplo, a farinha não contém grandes quantidades grandes destes macronutrientes principais.

Geralmente, a recomendação diária de fibras é de 25 gramas, sendo que em 2 colheres de sopa de farinha de maracujá (30 gramas), o máximo indicado, já teríamos 18,6 gramas de fibras, isto é, 74% do valor necessário.

Lembrando que o conteúdo deste post tem função de informar. Apenas um médico e/ou nutricionista pode decidir o que é melhor para cada pessoa e indicar dietas de acordo com a situação específica. Antes de fazer alterações significativas na sua alimentação, consulte um profissional capacitado.

É preciso entender também que não pode haver exagero na ingestão de fibras. Consumir farinha de maracujá em excesso não multiplica seus benefícios, muito pelo contrário.

Com moderação, você pode aproveitar os nutrientes da farinha de maracujá para ter mais saúde. Sem falar que ela é prática de consumir, perfeita para quem não tem muito tempo para ficar na cozinha!

Até o próximo post…

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