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Fibromialgia: saiba tudo sobre a doença que causa dores crônicas e intensas

Fibromialgia
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Nada incomoda mais do que a dor, não é mesmo? Agora imagine sofrer de dores por todo o corpo, durante longos períodos de tempo? Um verdadeiro pesadelo!

Mas essa é a condição de cerca de 3% da população brasileira, portadora de uma doença crônica chamada fibromialgia.

Doença que causa dor generalizada por no mínimo três meses e que vem acompanhada por fadiga, ansiedade, depressão e dificuldade para dormir, a fibromialgia é uma condição com incidência maior sobre as mulheres – cerca de 80% dos casos diagnosticados – e costuma se manifestar após os 35 anos.

Quer saber mais? Então leia este post e saiba tudo sobre essa doença!

O que é fibromialgia?

A fibromialgia é um transtorno de dor crônica, em que a pessoa sente dores por todo o corpo durante longos períodos, sensibilidade nas articulações, músculos, tendões e outros tecidos moles.

É uma doença que ainda não tem cura e também não teve suas causas totalmente elucidadas. Mas sabe-se que ela está diretamente ligada à fadiga, aos distúrbios do sono, ansiedade e depressão.

Pesquisadores também acreditam que a fibromialgia pode estar ligada a um descontrole na forma como o cérebro processa os sinais de dor.

Causas e fatores de risco

Como dissemos acima, as causas da fibromialgia ainda são desconhecidas, porém, sabe-se que o cérebro dos portadores desta síndrome interpreta a dor de forma muito mais intensa do que o normal e que ela geralmente surge após situações como infecções graves, acidentes ou traumas psicológicos.

Conheça a seguir alguns fatores envolvidos no aparecimento da fibromialgia:

  • Predisposição genética: é comum o surgimento da doença em indivíduos da mesma família, o que induz à ideia de que algumas mutações genéticas podem ser capazes de causar a síndrome;
  • Infecções por vírus e doenças autoimunes: alguns pacientes apresentam a fibromialgia após essas condições médicas;
  • Questões emocionais e psicológicas: ansiedade, estresse, depressão e distúrbios do sono também estão associados ao surgimento da síndrome.

Além disso, é importante atentar-se à alguns fatores de risco, como o histórico familiar, sexo (a síndrome é mais comum em mulheres) e faixa etária (mais comum na faixa do 35 aos 50 anos).

Sintomas da fibromialgia

Conheça a seguir os principais sintomas da doença:

  • Dor generalizada, com duração de no mínimo três meses. A dor atinge diversas partes do corpo ao mesmo tempo, mas costuma ser mais evidente nos músculos e articulações;
  • Distúrbio do sono, como apneia e insônia. O sono pode ser interrompido várias vezes pela dor;
  • Fadiga e sensação constante de cansaço, mesmo depois de várias horas de descanso;
  • Dificuldades cognitivas, como perda de memória, dificuldade de concentração e foco em atividades que demandem esforço mental;
  • Formigamento e dormência nas mãos e nos pés;
  • Alterações intestinais;
  • Enxaqueca e tonturas;
  • Ansiedade e sintomas de depressão;
  • Músculos duros e redução na capacidade de se exercitar.

Apesar da dor ser generalizada, existem alguns locais do corpo que quando pressionados causam uma dor muito intensa. Eles são conhecidos como pontos dolorosos da fibromialgia e são a nuca, costas, lombar, joelhos e cotovelos.

Alguns pacientes afirmam que a dor decorrente da fibromialgia é tão forte que só de serem abraçados ou acariciados, a dor pode ser insuportável. E ela costuma ser mais intensa pela manhã.

Quando os sintomas da síndrome se agravam acontecem as crises de fibromialgia, onde as dores são ainda mais intensas. Alguns gatilhos para estas crises são o toque, atividades físicas em excesso, estresse, alterações de clima e noites mal dormidas.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da fibromialgia deve ser feito por um reumatologista e é realizado clinicamente, ou seja, por exames físicos e descrição dos sintomas, que incluem a presença de dor severa em 3 a 6 áreas diferentes do corpo durante 3 meses ou dor menos forte em 7 ou mais áreas diferentes do corpo também por pelo menos 3 meses.

Apesar de não ter cura, é possível ter uma boa convivência com a doença se os tratamentos adequados forem aplicados corretamente.

Em geral, o tratamento de fibromialgia é mais bem-sucedido quando combina o uso de medicamentos com cuidados não medicamentosos, com o objetivo de evitar a incapacidade física e melhorar a saúde e qualidade de vida. Veja alguns tratamentos e cuidados adotados:

  • Medicamentos para a dor e depressão;
  • Sessões de terapia a fim de manter o emocional equilibrado;
  • Fisioterapia, massagem terapêutica, sessões de alongamento e exercícios de relaxamento;
  • Práticas de atividades físicas orientadas por um médico ou educador físico. As mais indicadas costumam ser as atividades de baixo impacto, como natação, hidroginástica e caminhadas;
  • Acupuntura para alívio da dor;
  • Dieta rica em magnésio (relaxa o músculo e melhora a circulação); potássio (evita a fraqueza muscular e as câimbras); e ômega-3 (ação analgésica e anti-inflamatória).

Por fim, vale salientar que apesar de não ter cura e nem forma de prevenção, a fibromialgia não mata e nem causa deformidades. Se o tratamento for feito corretamente, a doença pode estacionar ou até amenizar seus sintomas e diminuir manifestações clínicas.

Portanto, se você sente os sintomas descritos com intensidade e possui casos de fibromialgia na família, não deixe de consultar um especialista.

Você já conhecia a fibromialgia? Conhece alguém que sofre com essa síndrome? Conte suas experiências nos comentários.

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