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Gases vaginais: conheça as causas e como evitá-los

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Todo ser humano precisará lidar com gases em algum momento da vida. Acredita-se que todo ser humano vivo já liberou alguma porção extra de gases na atmosfera, ao menos algumas vezes.

Entretanto, as mulheres precisam se preocupar também com um outro tipo de gases que não são os intestinais e que decidem aparecer justo em um dos momentos mais inoportunos: a relação sexual.

Os gases vaginais, também conhecidos como flatos, nada mais são do que a liberação de ar acumulado no canal vaginal. Quando solto durante a relação sexual, o flato vaginal tende a emitir um som similar ao dos gases intestinais, o que torna a situação desconfortável para grande parte das mulheres e seus parceiros.

Isso porque muitos acabam acreditando que o gás é intestinal, desconhecendo a existência dos flatos vaginais e a possibilidade de liberação de ar através da vagina.

Mas, como todo esse ar incômodo acaba indo parar dentro do canal vaginal? Existem maneiras de evitar que ele seja liberado em um momento inoportuno?

Como se formam os gases vaginais

gases-vaginais-shutterstock

Para que haja gases vaginais sendo liberados durante uma relação sexual, é preciso que uma certa quantidade de ar se acumule dentro do canal vaginal. Normalmente, todo esse ar entra durante a penetração.

A musculatura do assoalho pélvico, também conhecida como MAP, é a principal responsável pelo fechamento e abertura da entrada vaginal. Acredita-se que um agravante para a ocorrência os flatos vaginais seja uma musculatura enfraquecida ou que sofra de flacidez, devido a procedimentos cirúrgicos ou parto.

De forma a compreender como o ar se acumula e é liberado pela mulher durante a relação sexual, é preciso entender um pouco mais sobre sua anatomia. A vagina é um órgão de forma tubular cujas paredes, quando relaxadas, encostam umas nas outras, proporcionando um “bloqueio” e mantendo o canal fechado.

Esse fechamento natural é um dos grandes responsáveis pela não ocorrência de flatos vaginais rotineiramente. Entretanto, durante uma relação sexual, o canal vaginal precisa se abrir para receber o pênis. A MAP é um elemento importante neste momento, já que continua a impedir que o ar entre ou saia da vagina.

Entretanto, durante a troca de posições ou devido à outras situações onde o pênis desencosta da parede vaginal, é possível que o ar ultrapasse as defesas da MAP e se acumule no canal. Caso essas situações se repitam, a quantidade de ar acumulado aumenta até que não haja mais espaço.

Quando o espaço vaginal que está vago se esgota, ao invés de mais ar entrar no canal, a quantidade que está acumulada é liberada de uma vez e não de forma silenciosa.

Diferentemente dos gases intestinais, os flatos vaginais não possuem quaisquer odores. Caso apresentem algum cheiro anormal, pode ser um sinal de infecção vaginal ou urinária que deve ser investigado por um médico capacitado.

Ainda assim, mesmo sem o odor, o barulho incomoda e leva muitas mulheres a buscarem soluções para diminuir as ocorrências dos gases vaginais.

Tratamentos e exercícios

Para não se preocupar mais com a liberação de ar através do canal vaginal durante os momentos íntimos entre você e seu parceiro, existem algumas medidas e exercícios que podem ser colocados em prática.

Entretanto, recomenda-se que, após a ocorrência de um flato vaginal durante uma relação sexual, se possível, haja uma conversa com o parceiro acerca da natureza do gás para diminuir ou evitar constrangimentos futuros, para o caso de novos flatos insistirem em aparecer durante a relação sexual.

Posições que podem ser evitadas

Existem algumas posições sexuais que podem favorecer a entrada de ar no canal vaginal e, consequentemente, a ocorrência dos flatos vaginais. Em geral, as que mantêm as pernas da mulher muito abertas, expondo o canal por mais tempo, são as grandes vilãs se você quer evitar os gases vaginais.

Apoiar-se nos quatro membros e flexionar exageradamente a região dos quadris também é outra posição que pode aumentar a ocorrência dos flatos vaginais por fazer com que a musculatura do assoalho pélvico fique mais relaxada.

Porém, evitar essas posições fica a critério da mulher e de seu parceiro, de acordo com suas necessidades e hábitos sexuais, não sendo obrigatório, uma vez que existem outras maneiras de diminuir a ocorrência dos gases vaginais.

Exercitando a musculatura pélvica

Fortalecer a sua MAP para que as ocorrências da falta de contato entre o canal vaginal e o pênis diminuam é um caminho procurado por muitas mulheres, uma vez que diminuir os flatos vaginais não é o único benefício que exercitar a musculatura pélvica pode trazer para a sua saúde.

Pompoarismo, exercícios de Kegel e fisioterapia uroginecológica são três métodos muito utilizados para fortalecer a região pélvica por mulheres de todas as idades e por diversos motivos.

Parto, infecções recorrentes, perda de libido e de sensibilidade na região genital são outros motivos que levam mulheres a buscar exercitar a região pélvica além da ocorrência dos gases vaginais.

No caso do pompoarismo e dos exercícios de Kegel não existe a obrigatoriedade de um acompanhamento médico. A mulher pode adquirir acessórios e fazer aulas com especialistas que não são necessariamente formados em medicina e tirar proveito das vantagens do fortalecimento pélvico, que vão desde a diminuição dos gases vaginais até um maior controle das contrações durante as relações sexuais.

Para a fisioterapia uroginecológica, entretanto, o acompanhamento de um profissional formado na área é essencial. Um mapeamento das necessidades e objetivos do paciente é realizado antes de se iniciar os tratamentos e, ainda que a região exercitada seja a mesma tanto no pompoarismo e nos exercícios de Kegel como na fisioterapia, a última oferece uma avaliação da força física pélvica, além de exercícios relacionados ao reto e à uretra.

Cada mulher interessada em fortalecer sua MAP deve começar qualquer exercício ou prática sempre com a consciência de que o melhor caminho é começar devagar.

Aumente a intensidade e o peso dos possíveis acessórios utilizados conforme a familiaridade com as práticas e objetos se amplia e, se possível, converse com o seu médico ginecologista acerca das suas possibilidades de evolução muscular para evitar excessos.

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