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Gastrite: aprenda reconhecer seus sinais

Gastrite
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É comum reclamar de mal-estar depois de uma verdadeira orgia gastronômica. Geralmente, quem leva a “culpa” é o fígado. Mas na maior parte dos casos, o estômago está por trás de sensações desagradáveis como as da gastrite – a inflamação da mucosa interna deste órgão.

Muita gente acaba chamando de gastrite toda e qualquer dor ou desconforto ligado à digestão, porém, nem sempre isso está certo.

A azia, por exemplo, às vezes é sintoma de outro problema, o refluxo do ácido estomacal, sendo este distúrbio causado pelo mal funcionamento no músculo que controla a passagem do esôfago para o estômago.

A dor típica da gastrite começa logo abaixo do esterno, esse osso vertical localizado no tórax, na chamada região epigástrica.

Você já reclamou ou ouviu alguém falar de dor na “boca do estômago”? Então, é lá, basicamente. Porque se houver complicação na gastrite a dor pode ser irradiada para outras áreas. É o caso de uma úlcera infiltrada na parede gástrica e afetando a parte de fora do estômago.

A dor característica da gastrite é circunscrita, ou seja, limitada, e pode surgir com queimação ou azia quando o suco gástrico volta devido defeito no músculo que comanda a comunicação entre esôfago e estômago, o esfíncter.

Quando uma pessoa faz uma refeição mais rica em gordura, em quantidade acima do habitual e ainda se deita após a alimentação, a azia pode piorar.

É porque o estômago incha um pouco, uma vez que o esfíncter e o piloro, o músculo rege a ida dos alimentos para o intestino, são fechados. Isso precisa acontecer para que o suco gástrico seja misturado aos alimentos. Um processo regulado por estímulos hormonais.

Assim, só depois de a digestão chegar a um ponto considerado ideal pelo organismo é que o piloro deixa o trânsito natural da comida seguir para os intestinos.

Como você pode notar, nossa digestão é orquestrada divinamente pelo corpo. No entanto, sair dos trilhos quando o assunto é comida é capaz de causar uma bagunça de grandes proporções e, claro, a gastrite.

E como nem toda dor é resultante dela, não basta ouvir o paciente. O médico costuma pedir o exame mais seguro para chegar ao diagnóstico preciso da inflamação: a endoscopia.

Alimentação X gastrite: entenda o processo

Alimentos ricos em gorduras são mais difíceis de digerir e tendem a atrasar a degradação. Por isso, eles costumam ser a maior causa dos sintomas da gastrite. Além da questão do tempo de processamento, suas moléculas adiposas exigem maior produção de ácidos. O que nem sempre acontece.

Se não há ácidos em quantidade suficiente, os alimentos vão mal digeridos para o duodeno. Lá, a bílis e o suco pancreático ajudam a emulsionar a comida, preparando a gordura para que seja absorvida.

Comer demais ou exagerar na gordura faz com que esse preparo falhe, e a gordura chegue ao intestino delgado sem tratamento ideal.

Com isso, a irrigação do cérebro é comprometida, pois o organismo precisa dedicar maior fluxo sanguíneo para tentar resolver o perrengue digestivo. Resultado: sono e falta de disposição.

Embora a dor da gastrite se manifeste na altura da boca do estômago, e não no abdômen todo ou em suas laterais, um problema gástrico acaba interferindo no outro.

Diante de tudo isso, fica até fácil de entender as razões pelas quais confundimos tanto a gastrite com outros males, concorda?

Importante: os sintomas descritos aqui têm caráter informativo, e são levantados a partir dos aspectos gerais – já conhecidos pela ciência – dos problemas. Apresentar um ou mais destes sinais não significa, necessariamente, que um indivíduo esteja com gastrite. E somente um médico pode dar diagnósticos e prescrever tratamentos.

Cuide-se, e até breve!

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