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Ibogaína é usada no combate à dependência química, mas é polêmica

Ibogaína
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A ibogaína é o princípio ativo da raiz da iboga. Essa planta de origem africana é considerada por muitos a solução para anular os efeitos de substâncias como heroína, morfina e cocaína no cérebro.

Aqui no Brasil, a ibogaína vem sendo administrada como tratamento no combate à dependência química, embora não seja um medicamento regulamentado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Não existem restrições legais ao consumo da substância, mas ela não pode ser vendida em farmácias ou fabricada em laboratórios nacionais. Para consumi-la, é preciso importar de outros países.

Há relatos de pessoas que passaram por diversos tratamentos psiquiátricos e psicológicos, além de internações e remédios, mas encontraram na raiz de iboga algum resultado positivo na luta contra o vício.

Existem clínicas no Brasil que utilizam a ibogaína com fins terapêuticos há mais de 10 anos. A droga é processada na Inglaterra e chega aqui em forma de cápsulas. O preço é salgado. Uma unidade, que seria o suficiente para o tratamento, custa cerca de R$ 5 mil.

Países como Holanda e Nova Zelândia também usam a droga atualmente. Já nos Estados Unidos, ela serve somente para fins acadêmicos.

Um dos efeitos da ibogaína seria produzir grande quantidade de um hormônio, o GDNF. Este, por sua vez, estimularia a formação de conexões dos neurônios, levando a pessoa a perder a vontade de usar drogas, pois a ‘fissura’ típica do vício é controlada.

Outra consequência da planta está ligada à produção de dopamina e serotonina, os neurotransmissores responsáveis pela sensação de prazer.

No entanto, é importante esclarecer que, mesmo com os melhores remédios, se o viciado em drogas continuar frequentando os mesmos lugares e andar com as velhas companhias, a recaída é possível.

Mudanças de hábitos são fundamentais no tratamento, uma vez de não existe milagre, a planta não é capaz de fazer tudo sozinha.

O fato é que ninguém fica completamente imune, como muitos pensam, apesar dos resultados animadores. Para você ter uma ideia, o percentual de recaída entre os usuários da ibogaína é de aproximadamente 15%. Nos métodos convencionais, ele vai de 60% a 70%.

Entenda melhor para que serve a ibogaína

Dizem que ela provoca alucinações. O tema é controverso…

Alguns médicos afirmam que os pacientes sob o efeito da ibogaína não têm alucinações, mas ‘sonhos de olhos abertos’ durante mais tempo que o normal, no sono. Algo em torno de 12 horas com a planta, contra apenas cinco minutos de sonhos a cada duas horas quando estamos dormindo.

Por outro lado, psiquiatras reforçam que não existem pesquisas sobre a droga; a ibogaína seria totalmente contraindica por ser, sim, uma substância alucinógena potente, que pode levar a sérios danos mentais.

Quanto ao casos bem-sucedidos de uso da planta, os profissionais que condenam sua aplicação dizem que não passam de relatos sem comprovação da ciência.

E mais: as famílias ficam desesperadas com a grave dependência do crack, por exemplo, e acabam impressionadas com a ibogaína, mas cura milagrosa não existiria – e é uma ilusão acreditar que ela acaba com o vício.

Para esquentar ainda mais a discussão, defensores da planta – também da área médica – rebatem as críticas, afirmando que diversos estudos estão em curso em importantes universidades nos Estados Unidos e em Barcelona. E que a ibogaína é efetiva no combate à dependência do crack, heroína e cocaína.

Além disso, não existiriam registros de qualquer complicação no campo psiquiátrico há 40 anos, quando a substância começou a ser usada com esta finalidade.

Agora, é esperar para ver o que os cientistas descobrem. E que os resultados dos estudos possam ajudar muita gente que precisa recuperar a própria vida, o controle de seus atos e o convívio com os demais.

Até o próximo post!

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