Nutrição Suplementos

Isoflavona: conheça o fito-estrogênio da soja

A isoflavona é um tipo de substância encontrada em diversos alimentos, mas sua origem mais comum para consumo é a soja. Ela afeta uma grande variedade de funções no corpo humano. A isoflavona imita, em diversos aspectos, o hormônio feminino estrogênio, com algumas diferenças.

Ela está relacionada tanto com a a redução, quanto com o aumentos dos riscos de câncer de mada, e – na dosagem correta – é importante para a proteção cardíaca. Ela reduz a concentração de lipoproteínas no sangue, e auxilia na saúde dos ossos.

A isoflavona de soja pertence a uma classe de substâncias vindas de plantas, conhecidas como fitoestrogênios. Este nome foi dado em função da similaridade de sua estrutura química e funcionamento no corpo, em relação ao estrogênio feminino.

A isoflavona é facilmente encontrada na soja ou em produtos derivados dela. Pesquisas indicam uma série de propriedades medicinais na substância, especialmente para mulheres. Ainda há muitos estudos sendo feitos a respeito da substância, o que pode revelar ainda mais efeitos benéficos para a saúde.

Veja o que já se sabe sobre a ação da isoflavona no corpo, e como ela afeta a saúde feminina:

Câncer de mama

a-gravidez-e-o-cncer-de-mama_A

Um grande estudo realizado com mais de nove mil mulheres, com pesquisadores de universidade chinesas e dos EUA, tentou determinar se alimentos ricos em isoflavona apresentam efeitos sobre o risco de desenvolvimento de câncer de mama.

Mais especificamente, o teste foi realizado a respeito da recorrência da condição em mulheres que já haviam sofrido do problema. O estudo foi realizado durante o período de sete anos. Ao final do estudo, percebeu-se que o consumo regular da isoflavona reduziu significativamente a recorrência do câncer, e também diminuiu moderadamente o risco de mortalidade pelo problema.

Osteoporose

5-sintomas-da-osteoporose-1-1-640-427

Pesquisadores na área da endocrinologia, na Universidade de Sichuan, na China, analisaram os dados de diversos estudos a respeito da influência da isoflavona na osteoporose em mulheres. Descobriu-se que mulheres que consumiam a substância regularmente tinham um incremento de 54% na densidade óssea mineral.

Além disso, foi possível associar a ingestão da substância a uma redução significativa do processo de desgaste e quebra dos ossos, com a idade. Este estudo foi publicado em março de 2012, baseado em outras pesquisas previamente realizadas.

Sintomas da menopausa

3

Em função da sua similaridade química ao estrogênio feminino, a isoflavona fornece uma alternativa de reposição hormonal para mulheres após a menopausa. É uma opção especialmente benéfica para mulheres que não podem tolerar a reposição hormonal convencional, por qualquer que seja o motivo.

Em um estudo a respeito de sua efetividade em tratar os sintomas da menopausa, os resultados foram bastante variados. Observou-se boas reduções (cerca de 40%) em sintomas vasomotores (como os calores súbitos), além da diminuição da insônia e depressão.

No entanto, seus resultados não foram significativos a respeito de dores musculares e ressecamento vaginal.

Funções cognitivas

Duas pesquisas realizadas pela University of Southern California realizaram análises a respeito dos dados sobre o impacto da suplementação de isoflavona na função cognitiva. Os resultados variaram significativamente, de acordo com o tipo de pesquisa. Por isso, a conclusão realizada foi de que os efeitos da substância nas funções cognitivas podem ser significativamente benéficos, a depende da idade e de diversos outros fatores relativos à mulher.

Atualmente, sabe-se da realização de diversos estudos que estão em andamento que buscam chegar a uma conclusão mais determinada sobre o assunto. Acredita-se que, através destes estudos, será possível obter algum consenso na área médica a respeito do assunto. O principal deles está sendo realizado desde 2007, e as publicações preliminares, considerando apenas trechos dos objetivos analisados já são promissores.

Tudo indica que, se os resultados mantiverem-se constantes, será possível atribuir o consumo de isoflavona a estas funções cognitivas.

Veja também:

Comentar

/* ]]> */