Nutrição Saúde

Descubra os malefícios da margarina para a saúde

Criada na França, por volta de 1870, a margarina foi inventada a partir da necessidade de se criar um substituto à manteiga, que tinha valor elevado e não era acessível a todos naquela época. Quando criada, ela continha gordura animal e leite, mas, com o passar do tempo, estes itens foram ficando mais escassos e foi preciso desenvolver novas fórmulas.

Hoje, a margarina é um item que está presente na maior parte das casas das famílias brasileiras. De preço acessível e bastante versátil na cozinha, este alimento é utilizado no preparo de receitas doces e salgadas e também consumido puro, geralmente junto ao pão.

Há diversas versões para o produto. Existem as margarinas saborizadas, as especiais para usar em receitas, as versões mais cremosas que possuem leite na sua mistura e outras em que são adicionadas vitaminas e outros componentes, como a alta concentração de Omega 3, cujo consumo é apontado como sendo benéfico ao coração. Mas, será que a margarina faz mesmo bem para o nosso corpo? Descubra lendo o nosso artigo de hoje.

Afinal, o que é a margarina?

A margarina nada mais é do que uma gordura de origem vegetal, normalmente feita à base de óleos como o de soja, milho, canola ou girassol. Durante muito tempo, o consumo da margarina foi defendido em lugar de outros produtos de origem animal, como a manteiga, por exemplo, que foi vista como vilã da dieta pela alta concentração de gordura em sua formulação.

Mas, você já se perguntou como é feita a margarina e se ela é realmente mais saudável que a manteiga? A questão é que quando os óleos que compõe a margarina passam pelo processo de hidrogenação, para que adquiram a consistência, cor e cheiro característicos do produto, são adicionados muitos produtos químicos como solventes, aditivos sintéticos e até mesmo alvejantes.

É por causa destes produtos que precisam ser adicionados que a margarina atinge a cor perolada ou amarelada e se conserva durante um período muito grande dentro da geladeira. Por outro lado, a adição destes produtos faz com a margarina se torne um vilão para a nossa saúde.

Por que ela faz mal à saúde?

Você, com certeza, já ouviu o termo “gordura trans”, certo? A gordura trans está presente em muitos alimentos, principalmente naqueles que passam por algum processo de fritura. A gordura trans é o resultado desse processo de hidrogenação pelo qual a margarina, assim como outros alimentos, é submetida durante sua fabricação.

Como a gordura trans não existe na natureza, o nosso organismo não consegue processá-la ou absorvê-la, como faria com outras substâncias. Sendo assim, o consumo deste tipo de gordura acaba causando desequilíbrios no corpo, como o aumento das taxas do colesterol no sangue e, segundo estudos recentes, o aumento no risco de infarto. Cientistas também condenam o consumo da margarina por diabéticos, alegando que o produto pode dificultar a absorção da insulina e assim prejudicar ainda mais a saúde das pessoas que tem a doença.

Algumas pessoas veem a margarina como um substituto a outros produtos semelhantes, mas de origem animal, como a manteiga, por exemplo. Esse é o caso das pessoas que optam por não consumir nenhum produto de origem animal, como carne, ovos ou leite.

Estas pessoas são chamadas de veganas e acabam optando pela margarina pelo fato de, a princípio, ela ser produzida apenas a partir de produtos vegetais. Porém, é preciso prestar atenção aos rótulos, já que muitas margarinas ainda podem usar leite ou gordura animal como espessante na sua formulação.

Isso apenas reforça que o produto pode não ser, afinal, o que é mostrado nos famosos comerciais de margarina. Por isso, muitas pessoas adeptas da alimentação vegana também estão abolindo a margarina de sua dieta e substituindo por outros produtos. No lanche, por exemplo, é possível usar como acompanhamento do pão itens como geleias, tofu ou patês de vegetais como o húmus, feito a partir de grão de bico.

Margarina X Manteiga

Para quem preferir substituir a margarina pela manteiga, pensando na saúde, saiba que ela deve ser consumida com moderação, já que sua composição é rica em gorduras saturadas e tem alto valor calórico. Segundo alguns médicos, a quantidade ideal de manteiga a ser consumida diariamente é de uma colher de sobremesa.

Assim, seria possível extrair algumas vitaminas e minerais presentes neste produto, sem ser prejudicado pelas substâncias não tão saudáveis presentes nele. Outra alternativa muito utilizada até mesmo nas cozinhas dos restaurantes para deixar a manteiga mais saudável é o processo de clarificação.

Neste processo, a manteiga é aquecida lentamente e, dessa forma, aos poucos ocorre a evaporação de boa parte da água e a separação da parte mais líquida e da parte mais sólida como a gordura e a lactose presentes.

Então, com o auxílio de uma peneira ou colher, esta parte sólida é descartada, permanecendo apenas o que é chamado de óleo purificado da manteiga. O resultado deste processo também é conhecido como manteiga ghee e tem se tornado quase um mantra quando o assunto é deixar o preparo dos alimentos mais saudável.

Apesar deste óleo purificado ter sua origem na manteiga, estes dois alimentos têm diferenças muito importantes. Ao contrário da manteiga tradicional, a manteiga ghee não tem sal e não precisa ser guardada na geladeira.

Além disso, a manteiga ghee se torna uma excelente opção para quem não pode ou não deseja consumir lactose, visto que o processo de clarificação, quando realizado da maneira correta, elimina essa proteína do leite.

Após esfriar, a manteiga ghee adquire uma consistência mais sólida e pode ser utilizada de diversas maneiras desde frituras, para dourar alimentos, no preparo de receitas substituindo outras gorduras e até mesmo para passar no pão.

Uma alternativa é a saborização da manteiga ghee, que pode ser feita através da adição de temperos e ervas a gosto, dando um toque a mais de sabor a este produto. Algumas culturas defendem o uso dessa manteiga clarificada como fortalecedor do organismo, sendo benéfico para órgão como o fígado, estômago, intestinos e até mesmo aos pulmões.

Também é utilizada em alguns processos cosméticos, agindo como emoliente e hidratante poderoso para as peles mais ressecadas.

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