Saúde

Você sabe a diferença entre medicina chinesa e medicina tradicional?

Medicina chinesa e medicina tradicional

A procura por práticas da medicina chinesa tem crescido exponencialmente no Ocidente.

Terapias como acupuntura, shiatsu, moxabustão e outros são cada vez mais comuns nas clínicas e até em alguns hospitais pelo mundo, sendo aplicadas de forma complementar à medicina tradicional no tratamento e prevenção de doenças.

Mas afinal, você sabe as diferenças entre a medicina chinesa e a medicina tradicional? Descubra a seguir!

A medicina tradicional

A medicina tradicional – também conhecida como convencional ou alopática – é estritamente baseada no método científico e no conhecimento dos processos bioquímicos mensuráveis e reproduzíveis capazes de causar doenças, assim como seu tratamento.

Os tratamentos da medicina convencional consideram todos os fenômenos médicos como sequências de causa e efeito e se utilizam de medicamentos, radiações e cirurgias para aliviar sintomas e curar doenças.

A medicina tradicional é a mais utilizada e comum no Ocidente. De forma geral, ela se utiliza do conhecimento científico para diagnosticar doenças, aliviar seus sintomas e até buscar a cura para as enfermidades.

No entanto, ela não tem caráter preventivo e nem busca a raiz do problema, ou seja, a verdadeira causa da doença, ao contrário da medicina chinesa, como veremos a seguir.

A medicina chinesa

A medicina chinesa é um conjunto de práticas da medicina tradicional oriental oriunda China Antiga. Ela está enraizada na filosofia antiga do Taoísmo e remonta há mais de 5.000 anos.

Ela tem como princípio básico a ideia de que, além do corpo físico, nós possuímos uma energia vital chamada de qi ou chi, que circula pelo corpo por meio de canais denominados meridianos.

Quando a circulação da energia qi é interrompida pelo bloqueio ou obstrução dos meridianos (causado por estresse, má alimentação, sedentarismo, entre outros fatores), há um desequilíbrio no organismo, que resulta em uma doença.

Portanto, podemos dizer que na medicina chinesa, o paciente é visto com um todo, ou seja, ela não trata apenas os sintomas da doença, e sim utiliza métodos e ferramentas que orientam o restabelecimento do equilíbrio total do corpo.

Assim, é possível tratar as verdadeiras causas de um distúrbio e não apenas seus sintomas, assim como agir de forma preventiva.

E não pense que por ser antiga, a medicina chinesa é obsoleta. Essas práticas milenares foram evoluindo ao longo da história e são utilizadas hoje, na China em diversos lugares do mundo, como medicina alternativa, com caráter complementar – e não substitutivo – à medicina alopática.

São exemplos de práticas da medicina chinesa o shiatsu, a fitoterapia chinesa, a moxabustão, e a acupuntura – técnica bastante famosa e cultuada no ocidente.

Principais diferenças entre as medicinas e seu papel na saúde

Podemos dizer que o principal ponto de diferença entre a medicina tradicional e a medicina chinesa é a forma como o terapeuta ou médico enxerga o paciente.

Enquanto a medicina tradicional se ocupa em tratar os sintomas das doenças com o uso de medicamentos alopáticos, a medicina chinesa enxerga o indivíduo com um todo, visando o equilíbrio total do indivíduo a fim de promover a saúde, ou seja, é uma atuação mais preventiva e completa.

Mas apesar de terem visões diferentes, as duas medicinas possuem sua importância e papel na saúde.

Pouco a pouco algumas práticas da medicina chinesa vem ganhando espaço no ocidente. Isso acontece graças ao crescimento da procura por métodos terapêuticos que causem menos efeitos colaterais que a medicina alopática.

Além disso, diversos estudos comprovaram a eficácia da medicina chinesa, em especial da acupuntura, hoje reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

No Brasil, a acupuntura é uma das técnicas mais conhecidas da população e é um dos principais tratamentos oferecidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde), onde 80 mil sessões são realizadas a cada mês em 800 hospitais e unidades de saúde do país.

Mas vale ressaltar que a medicina tradicional e a chinesa devem ser utilizadas de forma conjunta em busca da promoção da saúde. As práticas terapêuticas da medicina chinesa não devem substituir os tratamentos convencionais e sim complementá-los para melhor satisfazer o paciente.

E você? É adepto da medicina tradicional? Experimentaria alguma técnica da medicina chinesa? Comente!

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