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Obesidade mórbida infantil: 5 dicas para prevenir esse grave problema de saúde

A obesidade mórbida infantil pode trazer consequências nefastas para a saúde da criança, além de poder se estender para a vida adulta: crianças obesas possuem 80% de chances de ser um adulto obeso.

A obesidade mórbida infantil pode acarretar vários problemas sérios de saúde, como a diabetes tipo 2, hipertensão arterial, problemas de colesterol e triglicérides alterada.

Neste artigo, você verá dicas poderosas para prevenir esse grave problemas de saúde e garantir uma vida saudável e plena para seu filho.

1. Começando pelo começo e pelo exemplo:

A prevenção da obesidade mórbida infantil começa numa gestação saudável. É fundamental que a gestante possua hábitos alimentares saudáveis, um bom acompanhamento pré-natal e também pratique exercícios físicos moderados a partir do segundo trimestre de gestação.

Confira: Tudo sobre a gravidez: 4 ótimos exercícios de relaxamento.

Segundo a Sociedade de Pediatria de São Paulo, a criança que é amamentada direto no seio da mãe possui menores chances de desenvolver obesidade infantil.

Veja também este infográfico: Guia prático para amamentação.

Segundo a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), 50% dos adultos brasileiros está acima do peso e 15% das crianças também.

Para diminuir os riscos de obesidade mórbida entre as crianças, é preciso que os adultos mudem seus hábitos para que sejam exemplo para os pequenos.

2. Introdução alimentar de qualidade:

Procure dar ao bebê dando alimentos frescos. Verduras, frutas e legumes devem ser a base da alimentação, não apenas da criança, mas de toda a família.

Diminuir o consumo de alimentos processados ajuda muito na prevenção da obesidade, porque eles costumam apresentar altos teores de gorduras, açúcares e sódio.

Leites industrializados devem ser consumidos com cautela. E engrossantes ou farináceos devem ficar longe da mamadeira do bebê. Caso queira usar farinhas, dê preferência para as integrais.

Veja artigo completo: Introdução alimentar: aprenda aqui quando começar e como fazer.

3. Educação alimentar:

Muitas pessoas já viram a pirâmide alimentar, que representa na base os alimentos que podem ser consumidos com maior frequência e no topo os que devem ser consumidos com moderação.

Mas na prática, são poucas as pessoas que a usam para nortear a alimentação diária. Ter conhecimento dos grupos alimentares e a importância de cada um deles é dever dos pais, que devem introduzir esse conhecimento no dia-a-dia da criança.

As consequências de uma dieta desequilibrada podem causar problemas relacionados a outros transtornos alimentares além da obesidade infantil.

Leia ainda: Transtornos alimentares: saiba o que são e como identificá-los.

 

4. Aprender a cozinhar desde cedo:

Aprender a cozinhar em casa, aproveitando esses momentos para fortalecer o laço familiar é uma boa tática.

A criança pode começar com pequenas tarefas para auxiliar os pais e ir ganhando mais responsabilidade com o tempo.

Saber lidar com o processo de feitura dos alimentos pode prevenir uma alimentação com base em comida industrializada e fast-food no futuro.

Ensinar a cozinhar é promover um exercício de paciência, disciplina e responsabilidade para as crianças e jovens.

Veja mais dicas para mãe de menino e mãe de menina.

5. Brincar muito para gastar a energia acumulada:

A prática de atividades físicas é vital para que a criança consiga gastar a energia que obtém dos alimentos. Mas também é um momento de desenvolvimento físico e cognitivo.

Brincar muito ao ar livre contribui para a saúde das crianças, pois é importante para elas tomar sol todos os dias, correr e interagir com outras crianças.

A hora de brincar pode ser um tempo de entre a família. Deve ser agradável e servir para melhorar a convivência entre irmãos também.

Veja também: Conheça os benefícios da natação infantil para a saúde.

American Heart Association dá orientações para a alimentação de crianças com mais de 2 anos. Além das dicas que demos acima, ainda indica:

  • usar óleos vegetais e margarinas com pouca gordura saturada e gordura trans no lugar de manteigas ou outras gorduras de origem animal;
  • usar leite desnatado ou semidesnatado e seus derivados diariamente;
  • comer mais peixe, especialmente grelhado e cozido.

 

A obesidade mórbida infantil é considerado um problema grave de saúde pública, que exige um esforço coletivo para que todas as pessoas possam se conscientizar e mudar seus hábitos alimentares.

Que tal começar a conhecer mais? Confira: Macronutrientes: o que são? Entenda a importância na alimentação.

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