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Ômega 7: descubra os seus benefícios à saúde e onde encontrá-lo

Os ácidos graxos essenciais, também chamados de gorduras boas, são nutrientes que possuem o papel fundamental de manter o nosso corpo funcionando de forma adequada e saudável. No entanto, por não serem produzidos naturalmente pelo organismo, eles precisam ser obtidos por meio da alimentação.

A maioria deles, como é o caso dos ômegas 3, 6 e 9, que você já conheceu aqui no blog, podem ser encontrados facilmente em alguns alimentos presentes no cardápio, como peixes, nozes, abacates, óleos ou sementes de linhaça, folhas verdes, óleos de peixes ou de milho e soja, entre outros.

E a sua importância para a saúde? É bem simples! Os ômegas 3 e 6 têm a capacidade de se transformar em substâncias biologicamente mais ativas, com funções especiais no equilíbrio homeostático, e em componente estrutural das membranas celulares e do tecido cerebral e nervoso, sendo ideal para compor dietas de grávidas e lactantes por ajudar no desenvolvimento do cérebro do bebê.

Já o ômega 9 pode ser um grande aliado na luta contra enfermidades degenerativas e cardiovasculares, além de problemas relacionados ao sistema nervoso central, essencial para a manutenção da sanidade geral.

No entanto, no grupo dos ácidos graxos não essenciais, ou seja, que são produzidos naturalmente pelo corpo, outro tipo de ômega tem ganhado a atenção de muitos especialistas e se tornando destaque em diversos estudos científicos: o ômega 7, que você vai conhecer melhor no nosso artigo de hoje.

Ele faz parte da categoria das gorduras insaturadas, mas, diferente dos demais tipos de ômegas, ele é um tipo de ácido graxo monoinsaturado (e não polinsaturado), o que significa que o nosso organismo tem a capacidade de gerá-lo naturalmente. Existem inúmeros tipos de ômegas 7, mas o mais conhecido deles e mais benéfico à saúde é o ácido palmitoleico.

De acordo com pesquisas, incluir esse tipo de ácido graxo na alimentação pode trazer muito efeitos positivos em relação às suas propriedades nutricionais e medicinais, podendo prevenir e tratar diversos tipos de doenças, entre elas, a diabetes, além de evitar o envelhecimento precoce, o que o torna um grande aliado das vaidosas de plantão nos cuidados com a pele.

Quer saber mais sobre os benefícios do ômega 7 para a saúde? Então, fique de olho nos próximos parágrafos desse artigo e descubra tudo sobre o assunto! Vamos lá?

O que é o ômega 7?

O ômega 7 ou ácido palmitoleico é um tipo de ácido monoinsaturado não essencial, ou seja, que o organismo pode produzir e que ainda é pouco conhecido se comparado aos demais ácidos graxos, como é o caso do ômega 3. Ele tem sido alvo de muitas pesquisas científicas que descobriram o seu potencial de atuar como moléculas de sinalização que ajudam a facilitar a comunicação entre a gordura e o tecido muscular do corpo.

Sendo assim, o ômega 7 é considerado um nutriente importante no metabolismo dos lipídeos, ajudando na quebra de gorduras prejudiciais ao organismo, como é o caso das que envolvem o fígado e o coração, e na redução dos níveis de açúcar e das taxas do colesterol ruim (LDL) no sangue, aumentando as do bom colesterol (HDL).

Portanto, é válido afirmar que a ação desse ácido graxo no corpo é essencial para ajudar a emagrecer, prevenir e controlar a diabetes, reduzir a pressão sanguínea e, com isso, evitar diversos tipos de doenças cardiovasculares, entre elas, a hipertensão.

Além disso, estudos comprovam que o ácido palmitoleico também é encontrado na secreção sebácea natural da pele, principalmente em bebês, crianças e adolescentes, sendo o responsável por ajudar a manter a pele sempre firme, elástica e jovem. Por outro lado, à medida que envelhecemos, as quantidades de ômega 7 da pele tendem a diminuir cada vez mais.

Sendo assim, pode-se dizer também que esse ácido graxo é ideal para combater o envelhecimento precoce, o que o torna um ótimo aliado das vaidosas de plantão nos cuidados diários com a pele. A seguir, você vai conhecer detalhadamente quais são os principais benefícios do ômega 7 para a sua saúde e beleza

Benefícios

O ômega 7, apesar de não se tratar de um ácido graxo novo, alguns estudos científicos acerca de seus efeitos no organismo ainda são recentes e pouco comprovados. No entanto, mesmo os benefícios ainda sendo poucos, os especialistas estão animados com os resultados. A seguir, você vai conhecer quais são os principais deles:

  • Reduz os níveis de açúcar no sangue e aumenta a sensibilidade à insulina, prevenindo ou controlando o desenvolvimento da diabetes tipo 2;
  • Diminui as taxas do colesterol ruim (LDL) e aumenta as do bom colesterol (HDL), melhorando a elasticidade das artérias e a pressão sanguínea, o que evita uma série de doenças no sistema cardiovascular;
  • Combate inflamações e dores crônicas no corpo;
  • Auxilia no tratamento da chamada síndrome metabólica;
  • Controla o apetite, aumentando os hormônios que promovem a sensação de saciedade, e ajuda na perda de peso;
  • Melhora quadros de depressão e ansiedade, além de potencializar as nossas funções cognitivas, aumentando a capacidade de memorização, concentração e aprendizagem;
  • Renova os tecidos da pele e previne o envelhecimento precoce, evitando por mais tempo ou amenizando aparecimento de rugas, linhas de expressão, manchas de espinhas, eczemas, entre outros;
  • Hidrata os cabelos.

Efeitos colaterais e contraindicações

Como você leu no decorrer desse artigo, os estudos científicos acerca dos benefícios do ômega 7 ou ácido palmitoleico ainda são recentes e, portanto, ainda carentes de maiores comprovações sobre as suas funções medicinais e nutricionais no organismo.

Sendo assim, também é válido ressaltar que os seus efeitos colaterais e contraindicações ainda não são conhecidos, o que significa que o consumo de alimentos ou suplementos ricos nesse nutriente deve ser feito de forma moderada e sempre com acompanhamento médico. Apenas utilize-o sob orientação médica, já que ainda não é possível saber quais são os malefícios que o ômega 7 pode trazer ao corpo.

Onde encontrar ômega 7?

O ômega 7 é composto por dois tipos de ácidos: ácido palmitoleico, que é o mais conhecido e apontado em diversos estudos científicos por ser o responsável pelos seus benefícios; e o ácido palmítico, que nada mais é que uma gordura “trans boa” e que ainda não há esclarecimentos acerca dos seus efeitos no organismo.

Portanto, quando se fala em ômega 7, esses dois ácidos podem ser encontrados ao mesmo tempo em alimentos, como é o caso do óleo de coco, do óleo ou das nozes de macadâmia, dos peixes gordos e das bagas de pinheiro-marítimo; ou na forma de suplementação, que pode ser adquirida em farmácias e casas dietéticas, no formato de cápsulas, pó, óleo ou comprimidos.

Além disso, também já existe no mercado nutricional o Ômega 7 derivado de uma planta chamada sea buckthorn berries, originária da África e da Ásia, que contém tanto o ácido palmítico como o ácido palmitoleico. Para quem não sabe, a buckthorn berries é riquíssimo em antioxidantes, com cerca de 12 vezes mais vitamina C que a laranja.

Outra fonte de ômega 7 é o óleo de macadâmia, que possui altas quantidades de vitamina A e vitamina E, nutrientes com  poderosa ação antioxidante e ideais para combater os radicais livres e protegeras células de danos futuros.

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