Maternidade

Picos de crescimento: 8 dicas imperdíveis para lidar com cada fase

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Finalmente a rotina de sono do bebê é estabelecida, as mamadas estão acontecendo com uma regularidade e o bebê está mais calmo. Mas, de uma hora para outra, tudo muda drasticamente: ele chora muito, não dorme direito, não mama direito… Antes de entrar em desespero, é melhor se informar para entender o que está acontecendo, não é?

Neste post você verá entenderá mais sobre a teoria dos picos de crescimento e saltos de desenvolvimento. Verá também 8 dicas de como lidar com cada fase.

Antes de mais nada: o que são picos de crescimento e saltos de desenvolvimento?

Até os dois anos de idade, o bebê passa por profundas transformações físicas e cognitivas. Esses avanços não acontecem de maneira uniforme e constante. Na verdade, elas se desenvolvem por momentos de acúmulo e fases de estopim. Como assim?

Seu bebê precisa de nutrientes e um tempo necessário para se desenvolver. Por isso, ele mama bastante e vai explorando as possibilidades, acumulando energia e potencial de desenvolvimento. Até que, quando ele chega em um novo estágio de desenvolvimento e há um estopim de atividades e aprendizados.

Quando aprende a rolar, por exemplo, o período é muito conturbado, ele não consegue dormir direito, tem dificuldade de mamar ou mama mais do que o normal. É a maneira como ele tem conseguido lidar com essas mudanças. O bebê pode ficar obcecado por alguma nova habilidade e ter dificuldade de dormir, ter indisposição para mamar e outros comportamentos.

Esse processo acontece a cada novo estirão de crescimento ou a cada nova habilidade desenvolvida por ele. Em cada estágio, leva tempo para que ele tenha os nutrientes necessários para o desenvolvimento dos músculos e do cérebro para ser capaz de fazer algo novo ou crescer alguns centímetros.

Picos de crescimento são, basicamente, os momentos em que o bebê cresce, tanto em altura, quanto em ganho de peso, massa muscular ou crescimento da cabeça, por exemplo.

Os saltos de desenvolvimento são o aprendizado de novas habilidades motoras, sensoriais e sociais também, como aprender a segurar objetos, rolar, sentar-se sozinho, sorrir, falar.

Para entender as fases de desenvolvimento do seu bebê, é muito importante ter em mente algumas dicas essenciais:

Picos de crescimento infográfico

1. Nossos pequenos bebês já são cientistas:

Tudo o que para nós é algo muito comum e simples, para eles é a mais recente descoberta de suas vidas. Desde como os objetos caem no chão até o som que produzem ao serem batidos uns contra os outros, tudo é novidade.

Os bebês são pesquisadores natos e o mundo é seu laboratório, então, sempre que se irritar com ele, lembre-se: ele está apenas tentando descobrir como o mundo funciona.

2. Eles estão passando por um desenvolvimento mega power:

Entre o nascimento e os dois anos de idade é o período da vida dessas pequenas pessoas em que há o mais intenso desenvolvimento físico deles. Quando nascem, suas habilidades sensoriais e motoras são muito limitadas e até os dois anos eles já aprenderam a andar, interferir no mundo ao redor, se comunicar com mais facilidade, entre várias outras coisas.

É claro que uma criança de dois anos não está preparada para tudo na vida, mas segundo estudos científicos, o desenvolvimento do cérebro desses bebês é muito mais avançado que o corpo. Por isso, eles possuem a cabeça desproporcionalmente maior nessa fase da vida.

Uma criança que está passando por tudo isso ainda tão cedo vai perder o controle mesmo. É a vida.

Veja mais sobre como acalmar o bebê aqui.

3. Empatia é a chave:

A Dra. Eleanor Luzes disse em seu vídeo sobre como ensinar as crianças a lidarem com as emoções uma frase que deveria ser um mantra para todos os pais: a criança passa os primeiros três anos da vida dela ensinando os pais a lidarem com as próprias emoções. Isso porque, apenas após os três anos de idade, é que a criança terá condições de aprender com os pais a lidar com as próprias emoções dela.

Na prática, o que isso significa? Que nos primeiros dois anos de vida do bebê, que é justamente esse período e que há muito desenvolvimento físico no corpinho dele, é o momento certo para os pais aprenderem a controlar suas próprias emoções e se esforçar ao máximo para não descontar o estresse no bebê.

É necessário compreender que eles ainda não possuem maturidade suficiente para controlar suas emoções e ainda não possuem o desenvolvimento cognitivo necessário para se controlarem e agirem como você acredita que é mais adequado. Por isso, é o momento certo de mostrar, pelo exemplo, como é agir com maturidade e empatia em relação aos pequenos.

Quer ver mais dicas sobre a criação dos filhos? Veja esta lista de vídeos em que várias pessoas falam sobre como tratamos as crianças.

4. Dê o carinho que ele precisa:

Muitos bebês ficam mais carentes nessa fase. Eles podem chorar mais facilmente, pedir colo, exigir contato com você. Procure dar o máximo de atenção e carinho para ele neste momento. É uma fase apenas, lembre-se disso. Quanto mais atenção e carinho você dá a ele, mais tranquilo ele vai ficar.

Também é importante pensar em você. Separe um tempo para descansar enquanto ele dorme, seja mais flexível quanto a organização da casa. Pode ser que as coisas não fiquem perfeitamente arrumadas por um tempo. Isso é normal. O essencial é o seu bem estar e o do seu bebê.

Veja mais dicas para mãe de menino e mãe de menina.

5. Converse com seus familiares:

Será uma fase complicada, por isso, peça ajuda. Explique para seu companheiro e familiares o que acontece nessa fase e diga que precisa de apoio. Pode ser estressante para a família apenas sobreviver a uma época ruim sem entender os motivos da tensão.

Procure também grupos de apoio entre mães nas redes sociais. Existem muitos grupos que são um ótimo ambiente para desabafar, trocar experiências e até tirar dúvidas. Essa rede de apoio é uma base a mais para você aguentar a pressão da rotina com o pequeno.

Para saber mais sobre o sono do bebê, veja este guia completo.

6. Cuidado com o mito da falta de leite:

Durante os picos de crescimento e saltos de desenvolvimento é muto comum que o bebê aumente muito a demanda pelo leite materno. Ele passa muito mais tempo no peito e chora muito se e retirado dele. Por isso, muitas mães ficam inseguras por conta do comportamento do bebê. Comentários e palpites que dizem que seu leite é fraco também podem contribuir para a insegurança da mãe.

Nestes momentos é muito comum que se inicie o bebê nas fórmulas artificiais, inicialmente apenas para complementar, e depois acaba substituindo o leite materno. Segundo a Organização Mundial da Saúde, é essencial para a saúde do bebê o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida e mantê-lo com outros alimentos como complemento dos 6 meses até os 2 anos.

Nesses momentos de insegurança, lembre-se que eles são passageiros, que a produção de leite vai continuar. Tome bastante líquido e mantenha uma alimentação saudável. Com isso, não faltará leite para seu bebê, fique tranquila.

Quer saber mais sobre o aleitamento materno? Veja nosso guia prático para amamentação e também as orientações de uma especialista em aleitamento materno sobre o sono do bebê.

7. Ansiedade de separação não é birra:

Por volta dos 6 a 8 meses o bebê toma consciência de que não faz parte do corpo da mãe, de que eles são indivíduos separados. Antes, ele não tinha consciência de si, então ele não entendia que a mãe ia para longe dele.

Entre os 6 e os 8 meses o bebê também desenvolve uma habilidade chamada de percepção da permanência do objeto. O que isso quer dizer? Isso significa, basicamente que o bebê passa a compreender que, quando algo não está visível, ele está em outro lugar e pode ser recuperado, se procurado, por exemplo.

A combinação dessas duas novas capacidades do bebê de perceber a mãe e sua ausência são uma combinação explosiva: assim que a mãe sai do campo de visão do pequeno, ele se desespera, primeiro porque percebe que está só, segundo porque tem medo de não encontrá-la novamente. Nada mal para um ser tão novinho e imaturo, não é?

Para lidar com isso, brinque muito de “Cadê? Achou!” com objetos e com você também, se escondendo dele e aparecendo novamente. Você também pode conversar com ele mesmo quando não está em seu campo de visão, pois isso sugere que você está por perto.

Evite sumir de fininho para evitar o choro. Enfrente o problema de frente: se despeça sempre e diga onde vai e que vai voltar. Olha que lindo exercício de confiança?

E lembre-se: seu bebê nem sabe o que é fazer birra ainda. Ele só está com medo de perder você. Olha que lindo! <3

Para escrever este artigo, usamos o livro A Criança em Crescimento, escrito por Denise Boyd e Helen Bee.

 

Pois é, ninguém disse que a maternidade era fácil. É preciso ter paciência e, acima de tudo, aproveitar, porque passa muito rápido! Quer ler mais sobre maternidade? Veja mais artigos incríveis aqui.

Pode ser que seu bebê não apresente os comportamentos exatamente como eles são descritos neste artigo. Isso acontece porque seu bebê já possui individualidade e ela se manifestará na maneira como ele lida com seus momentos de crise logo no início da vida.

Por isso, sinta-se à vontade para compartilhar suas experiências com seu bebê nos comentários.

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