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Piracetam: conheça usos e precauções deste estimulante cerebral

Piracetam
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Piracetam é uma substância que estimula o cérebro, atua no sistema nervoso central potencializando memória, atenção, e tratando diversos tipos de problemas na cognição.

Ao melhorar as atividades mentais, o produto ainda é recomendado para combater a perda de função cerebral após um AVC ou devido ao envelhecimento.

O tratamento da dislexia infantil, da vertigem e disfunção de equilíbrio provocados por mudanças vasomotoras ou psíquicas são outras possibilidades nas quais é possível recorrer ao piracetam.

Nas farmácias, o piracetam é vendido com o nome comercial de Nootron, Nootropil ou Cintilam, em cápsula, comprimido ou xarope. Seu preço varia de R$10,00 a R$25,00, em média, dependendo da forma de apresentação e marca.

Casos nos quais o piracetam pode ser utilizado:

  • Combate aos sintomas de síndrome psico-orgânica, isto é, referente ao aspecto mental, cujas funções passiveis de serem melhoradas são: falta de direção, perda de memória e dificuldades na atenção.
  • Tratamento de dislexia em crianças, um transtorno em que há comprometimento da capacidade de compreender palavras ou frases escritas. Ele é realizado em conjunto com fonoaudiologia e outras medidas que ajudam a reduzir a condição.
  • Tratamento de tontura e disfunção no equilíbrio associadas, exceto em condições como vertigens de fundo vasomotor, ou seja, com alteração no calibre de um vaso sanguíneo devido ação nervosa, química ou física.

Normalmente, o alívio dos sintomas é percebido em poucos dias se for feita administração do piracetam em grandes doses na veia no paciente. Já no tratamento das doenças em fase crônica, o resultado é atingido geralmente depois de 6 a 12 semanas.

Ao chegar a 3 meses de tratamento com a droga, o médico reavalia se há ou não necessidade da continuação do tratamento.

Efeitos colaterais e contraindicações do piracetam

O uso do piracetam pode provocar náusea, dor no abdômen, vômito, diarreia, insônia, nervosismo, tremores, irritabilidade, dor de cabeça, ansiedade e confusão.

Mulheres no primeiro trimestre de gravidez não devem tomar o piracetam, assim como indivíduos com hipersensibilidade a algum dos componentes da fórmula.

O nootropil não deve ser ingerido caso a pessoa apresente alergia ao piracetam, aos derivados de pirrolidona, entre outras substâncias. Também é contraindicado em casos de:

  • Coreia de Huntington, doença hereditária que surge na meia-idade, sendo caracterizada por movimentos convulsivos rápidos, vigorosos e involuntários – sutis ou convergentes, alterando acentuadamente os padrões de movimento
  • Déficit no aprendizado
  • Doença renal em estágio avançado
  • Hemorragia cerebral
  • Menores de 3 anos
  • Sintomas neuropsiquiátricos

E mais: o piracetam age sobre a agregação plaquetária, ou seja, o processo de junção das plaquetas sanguíneas. Por isso, é recomendada cautela em seu uso diante de situações como sangramento intenso, risco de úlcera gastrintestinal, entre outras.

O cuidado inclui também pacientes com alterações básicas no equilíbrio entre a formação e a dissolução de coágulos, pessoas com histórico de derrame cerebral hemorrágico ou que estejam em tratamento com remédios anticoagulantes ou antiagregantes de plaquetas, inclusive o ácido acetilsalicílico em pequenas doses.

Quanto às gestantes, o piracetam não deve ser utilizado por elas, a menos que seja extremamente necessário – quando seus benefícios forem maiores que os riscos e o estado clínico da mulher realmente precisar dele.

Na amamentação, o piracetam não deve ser usado, pois é excretado no leite materno. Em alguns casos, é feita a suspensão do aleitamento durante o tratamento com este remédio.

A decisão sobre um ou outro deve ser tomada levando em consideração os benefícios do tratamento para a mãe e da amamentação para a criança.

O modo de uso do piracetam dever ser sempre orientado por um médico. Ele fará os ajustes nas dosagens de acordo com o histórico de cada paciente, para evitar consequências graves como o agravamento de lesões resultantes de doenças renais ou no fígado, por exemplo.

Pode ser muito perigos para sua saúde tomar medicamento por conta própria. E se o seu médico prescrever piracetam, informe a ele se estiver fazendo uso de outro remédio.

Cuide-se! Até a próxima…

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