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Por que não pode dar mel para o bebê? Confira o que dizem os especialistas

Todo mundo conhece alguma receita caseira que vai mel. E quando há um bebê doente é muito comum que essas receitas caseiras sejam usadas no dia-a-dia. No entanto, é preciso tomar muito cuidado com a ingestão deste alimento porque a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda que o mel de abelha não seja ingerido por bebês com menos de 1 ano de idade.

A principal causa dessa recomendação é a presença de uma bactéria chamada Clostridium botulinum no mel comercializado no Brasil, que causa intoxicação grave.

Neste artigo, saiba mais sobre o por que não pode dar mel de abelha para o bebê e tire as suas dúvidas.

O que dizem os especialistas:

Segundo o biomédico Roberto Figueiredo, conhecido como Dr. Bactéria, o mel deve ser evitado até pelo menos o primeiro ano de vida do bebê.

O motivo da restrição é que, quando nasce, o organismo do bebê ainda não possui bactérias. Pode parecer estranho, mas o fato de não ter bactérias no organismo é prejudicial. Para funcionar adequadamente, nosso corpo precisa que alguns tipos de bactérias estejam bem desenvolvidos. A principal função dessas bactérias é de auxiliar na digestão dos alimentos e, por isso, elas vivem em nosso estômago e intestino, na maioria dos casos.

No caso da bactéria que causa o botulismo, ela só consegue se desenvolver em organismos que não tem uma colônia desenvolvida de bactérias no estômago. Porque quando ela entra em contato com outros tipos de bactérias, ela não consegue sobreviver.

Mas o que isso tem a ver com o mel? Uma pesquisa de 2007 encontrou a bactéria Clostridium botulinum em cerca de 7% do mel comercializado no Brasil. Outras pesquisas apontam para a presença da bactéria em até 10% de todo o mel consumido no país.

Essa bactéria é responsável pelo botulismo infantil, uma grave intoxicação que atinge bebês de até 1 ano de idade. Embora não há muitos casos de botulismo no Brasil, esse tipo de doença foi responsável por um surto nos Estados Unidos  na década de 1970.

Confira o que diz o Dr. Bactéria:

O bebê pode ingerir própolis?

A própolis é produzida pelas abelhas a partir de substâncias retiradas das plantas que são misturada com a saliva da abelha e usadas para proteger a colmeia. Já o mel é produzido por meio da coleta do néctar das flores, que após ser modificado dentro do organismo da abelha, é armazenado para servir de alimento durante o inverno.

Não existem pesquisas que apontem a presença da bactéria causadora do botulismo na própolis. A restrição que a Anvisa indica é apenas para o consumo de mel. No entanto, é possível que a própolis também esteja contaminada, já que possui praticamente os mesmos métodos de armazenamento.

O consumo ou não da própolis fica a critério de cada um, mas é preciso prestar atenção ao rótulo do produto, para se certificar de que a própolis é pura e não misturado ao mel.

Pode dar Mel Rosa para o bebê?

O Mel Rosa é um medicamento natural para tratar sapinho em bebês e crianças. Sua composição é de 10% de extrato de rosas vermelhas diluídos em mel. Por conter mel em sua composição, não é indicado dar este medicamento ao bebê com menos de 12 meses de vida.

Se seu bebê está com a língua branca e você suspeita que seja sapinho, procure um pediatra, pois ele poderá indicar outras formas de tratamento mais seguras.

Confira também:

Existem outros tipos de alimentos que podem estar contaminados pela bactéria do botulismo?

Sim, existem outros alimentos que devem ser evitados. Os bebês com menos de 12 meses não devem consumir alimentos em conserva e compotas embalados em latas, vidro ou a vácuo. O ideal é evitar consumir alimentos de origem duvidosa e não oferece-los ao bebê.

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