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Repelentes para bebê: saiba como proteger seu pequeno dos mosquitos!

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Doenças como a dengue e a febre chikungunya, que se espalham por meio de picadas de mosquitos, são uma das maiores preocupações de mães e pais, que precisam manter esses insetos bem longe dos bebês. No entanto, ainda há muitas dúvidas sobre quais são os repelentes para bebê que podem ser usados pelos pequenos sem trazer riscos para a saúde.

Existem diversos tipos de repelentes e cada um possui suas indicações precisas. Neste artigo, explicaremos sobre os tipos de repelentes para bebês para que você saiba a melhor maneira de proteger seus filhos.

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Como proteger a casa dos mosquitos?

Segundo o documento divulgado pela Sociedade Brasileira de Pediatria, existem várias precauções, que devem ser tomadas no dia-a-dia, para evitar que os mosquitos consigam atacar a família. Confira as dicas principais:

  1. Mantenha portas e janelas fechadas durante o nascer e o pôr-do-sol: a maioria dos mosquitos ataca as casas no início da manhã e no final da tarde, por isso, evitar que eles consigam entrar é muito importante;
  2. Utilize roupas adequadas: roupas de cores claras, mais largas, com tecido mais grosso e que cubram todo o corpo são mais eficientes para se proteger dos mosquitos, pois tecidos finos e justos podem permitir a picada e as cores escuras atraem os mosquitos;
  3. Instalação de telas e mosquiteiros: esse é o mais eficiente tipo de isolamento para evitar qualquer inseto.
  4. Realizar a limpeza de quintais e terrenos: evitar os criadouros dos mosquitos, que usam água parada limpa ou não, para se reproduzirem, é uma tarefa imprescindível para evitar que essa doença continue se espalhando.

Quando começar a usar o repelente para bebê?

Os especialistas afirmam que o uso de repelentes que são passados na pele são recomendados apenas quando a criança vai para locais abertos que possuem maiores chances de ataque do mosquito, como praias, fazendas e chácaras.

Esse tipo de repelente, que é usado na pele, não deve ser usado por longos períodos pelo bebê, nem pela criança, pois eles podem causar reações alérgicas ou até causar intoxicação devido ao uso incorreto, por isso, sempre consulte um pediatra antes de utilizá-los.

Agora que você já sabe que o repelente de uso tópico, ou seja, o que é passado na pele não deve ser usado todos os dias, vamos ver as recomendações dos pediatras sobre quando o bebê pode começar a usar o repelente:

  • 0 a 6 meses: não há estudos que comprovam os danos que o repelente pode causar à saúde de bebês muito novos, mas caso seja necessário o seu uso, ele pode acontecer desde que um pediatra indique;
  • acima de 6 meses: é liberado o uso de repelentes que possuem uma substância chamada de IR3535, presente na Loção Antimosquito da Johnson&Johnson e deve ser passado a cada 4 horas;
  • de 6 meses até os 2 anos: os repelentes mais comuns, que possuem a substância DEET podem ser utilizados. No entanto, não é recomendado o uso contínuo da substância, pois ela pode ter efeitos tóxicos. Algumas marcas que possuem DEET são: Autan, OFF e OFF Kids, Super Repelex e Super Repelex Kids.
  • 2 anos ou mais: os repelentes com base de icaridina, substância derivada da pimenta, como o Exposis Infantil podem ser usados e possuem uma ação de até 10 horas.

Outros tipos de repelentes para bebês:

Existem outros tipos de repelentes que podem ser usados, segundo a SBP. Confira:

Repelentes elétricos ou de tomada:

Este tipo de repelente pode ajudar muito a afastar os mosquitos, principalmente se utilizados próximos às portas e janelas. Os repelentes elétricos que são líquidos podem causar acidentes, por isso, tome cuidado para que o bebê não tenha acesso a eles.

Também é importante não manter o local totalmente fechado quando o repelente elétrico está em uso, pois as substâncias liberadas por ele podem causar problemas respiratórios, como alergias.

Permetrina 0,5%:

A permetrina é um spray geralmente usado para afastar pulgas, mas sua ação também é eficaz contra mosquitos. Pode ser aplicadas em telas, janelas, cortinas e roupas. Nunca deve ser aplicado na pele, pois possui risco de contaminação.

Óleos naturais:

Os óleos naturais são os mais tradicionais repelentes usados, no entanto, como evaporam rapidamente, sua ação repelente é muito breve. O óleo natural mais efetivo é o de capim-limão com o seu princípio ativo isolado e em concentração de 30%.

Produtos com base de óleo de citronela:

Adesivos repelentes e pulseiras que possuem citronela são eficazes, porém, seu uso deve ser controlado, porque pode causar reações alérgicas na pele. Sempre consulte um pediatra.

Repelentes eletrônicos ou hipersônicos:

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatras, não há comprovações científicas de que este tipo de repelente é eficaz para afastar os mosquitos.

Cuidados necessários na aplicação de repelentes:

Mesmo que alguns repelentes sejam liberados para bebês e crianças, existem alguns cuidados básicos, recomendados pelos pediatras. Veja:

  • nunca passe o repelente direto na mão da criança para que ela mesma aplique o produto, pois o produto pode ser passado nos olhos e na boca, causando intoxicação;
  • sempre seguir as recomendações dos fabricantes para a reaplicação;
  • não passar próximo à boca, olhos ou sobre machucados na pele, pois pode ocorrer contaminação;
  • assim que for possível, retire o repelente da pele com água e sabão;
  • nunca permita que a criança durma com o repelente na pele;
  • repelentes que possuem protetor solar e hidratantes no mesmo produto devem ser evitados para bebês e crianças, porque a associação dessas substâncias pode ser maléfica para a saúde;
  • prefira a aplicação em creme, pois ela é mais segura do que o spray, no caso de crianças e bebês.

Lembre-se sempre de seguir as instruções dos profissionais para evitar problemas de saúde relacionados à intoxicação e alergias! Procure orientação médica antes de escolher qual repelente usar. O bem estar do bebê sempre está em primeiro lugar, certo?

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