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Transtornos alimentares: saiba o que são e como identificá-los

A cada ano, milhões de pessoas apresentam transtornos alimentares, especialmente na fase da adolescência. Afinal, o que são estes comportamentos disfuncionais que geram consequências muitas vezes para a vida inteira?

Uma das definições destes transtornos trata o assunto como uma perturbação no comportamento alimentar capaz de resultar em emagrecimento extremo, obesidade ou outros problemas físicos.

Os principais tipos são: anorexia nervosa e bulimia nervosa. As características comuns deles são a enorme preocupação com o peso, o medo exagerado de engordar, distorção da percepção do próprio corpo e, ainda, autoavaliação com base no peso e na forma física.

Há quem entenda os tais transtornos como síndromes associadas à cultura de certas sociedades. O que ficaria claro pelo fato de a bulimia e a anorexia serem mais frequentes em mulheres jovens de países ocidentais, com maior incidência nas camadas sociais mais abastadas.

O aumento no número de casos de transtornos alimentares na população feminina está diretamente ligado às exigências sociais e às mudanças nos padrões de beleza.

Hoje, o que ainda prevalece é a cultura do emagrecimento, embora de vez em quando apareçam algumas tentativas de conscientização a respeito da importância de valorizar cada pessoa do jeito que ela é.

De uma forma geral, a cultura do emagrecimento diz que a aceitação social e o êxito na vida estão atrelados ao corpo mais enxuto. Portanto, o sucesso do indivíduo, principalmente da mulher, dependeria de estar dentro deste padrão estético determinado socialmente.

Saiba como identificar anorexia e bulimia

Quem passa fome de modo intencional pode estar com um transtorno alimentar chamado anorexia nervosa. Normalmente, ele começa na adolescência.

Mesmo que a pessoa tenha uma perda de peso acentuada, continua com a percepção de excesso de peso. Ou seja, de que precisa emagrecer, de que está gorda. E pode até entrar em uma rotina perigosa de atividades físicas na intenção de eliminar uns quilos.

Então, ainda que extremamente magra, ela continua optando por longos períodos de jejum, apesar de sentir fome. A preocupação de não ganhar peso vira obsessão, assim como a alimentação. A hospitalização para evitar a inanição muitas vezes é necessária.

O indivíduo pode apresentar também certos comportamentos compulsivos com rituais ao comer e recusa de ingerir alimentos diante dos outros.

Homens com anorexia frequentemente ficam impotentes; já as mulheres têm interrupção no ciclo menstrual.

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O que é a bulimia?

Bulimia é uma palavra que vem do grego bous (boi) e limos (fome). Sua principal característica é consumir alimentos em excesso e, depois, provocar o vômito.

Comer exageradamente acaba virando um entorpecimento ou alívio fisiológico e psicológico da ansiedade ou dor.

O indivíduo que faz essa orgia alimentar pode, ainda, recorrer posteriormente aos jejuns prolongados ou laxantes para eliminar o que comeu.

Há também aqueles que têm o comportamento compensatório de praticar exercícios físicos em excesso para queimar as calorias ingeridas.

A bulimia é, para muitos, um problema que pode ser escondido durante um bom tempo, porque ficam com peso normal ou um pouco acima dele, mas com o hábito de expelir a comida.

Assim como a anorexia, este transtorno alimentar também começa na adolescência, na maioria das vezes. Mas costuma ser mais difícil de diagnosticar que a anorexia, seja por profissionais da saúde, amigos ou familiares.

Considerações finais…

Adolescentes e jovens mulheres estão entre os principais acometidos pelos transtornos alimentares no mundo inteiro.

Só nos Estados Unidos, por exemplo, 1% das adolescentes desenvolve anorexia, que pode levar à morte por desnutrição. A bulimia surge entre 2 e 3% das jovens. Os dados são do Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA.

Não há dúvida de que, atualmente, as preocupações excessivas com a aparência física e o peso corporal são um fenômeno generalizado que influencia o comportamento alimentar.

É preciso ficar atento os transtornos que as autocobranças extremas são capazes de provocar.

Até a próxima…