Saúde

Virilização e Hirsutismo: traços masculinos na mulher podem afetar a autoestima

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Quando a mulher apresenta pelos em excesso nas áreas tipicamente masculinas, ela tem hirsutismo, também chamado de frazonismo. Já a virilização inclui, além do hirsutismo, calvície, engrossamento da voz, redução do tecido das mamas, aumento do clitóris e da massa muscular.

A virilização é consequência de uma exposição a níveis mais elevados dos hormônios androgênicos. Com isso, também acontece a perda de contornos femininos. Entrarei em detalhes nos parágrafos a seguir… Vamos lá!

A Sociedade Brasileira de Dermatologia explica que no hirsutismo surgem mais pelos na mulher no queixo, buço, glúteos, região interna das coxas, abdômen inferior, em torno dos mamilos e entre os seios. Algo que pode fazer parte de um quadro clínico mais complexo.

Seja uma queixa isolada ou sintoma de um problema de maiores proporções, o fato é que o frazonismo geralmente vem acompanhado por desconforto psicológico, capaz em alguns casos de afetar a qualidade de vida das pessoas acometidas por ele.

No entanto, é preciso entender o seguinte: a definição de hirsutismo deve levar em conta a raça e a etnia da mulher. O motivo é a variação da quantidade de pelos, que nada tem a ver com concentração de andrógenos.

Grande parte das asiáticas e americanas, por exemplo, tem pouco pelo; já as mulheres com ascendência mediterrânea possuem mais.

Possíveis causas do hirsutismo

As razões mais frequentes são as endócrinas. Ou seja, nem sempre o aparecimento irregular e excessivo de pelos é, por si só, uma patologia.

Em geral, as causas comuns são: certos medicamentos, hiperplasia adrenal congênita, síndrome de Cushing, síndrome dos ovários policísticos, tumores virilizantes (ovarianos ou adrenais).

Entretanto, não são raros os casos de hirsutismo que acabam ficando sem justificativa definida.

Para diagnosticar esta condição, a simples observação basta. Mas a investigação de seus motivos requer mais exames físicos, análise da história clínica, além de exames laboratoriais e de imagens, como ultrassonografia e tomografia computadorizada.

Feito levantamento hormonal, é hora de definir os próximos passos, inclusive os que dizem respeito ao possível reconhecimento de uma doença de base.

Tratamento tópico inibe a ação dos hormônios sobre os pelos, atrasando o crescimento deles; enquanto o oral é um pouco mais demorado para apresentar respostas – e não faz cair os já existentes.

Os resultados do tratamento medicamentoso do hirsutismo são demorados porque dependem do ciclo de crescimento do pelo. Normalmente, os efeitos só começam a aparecer entre três e seis meses.

Paralelamente aos remédios, pode ser feita a retirada dos pelos por meio da depilação (com cera, cremes, pinça, eletrolise, laser, etc.). A associação de métodos cosméticos ao tratamento hormonal costuma ter ótimos resultados.

O que é virilização?

A virilização ocorre quando há desequilíbrio dos hormônios sexuais testosterona e estrógeno.

Quando existe superprodução de testosterona ou uso de esteroides anabólicos, a mulher passa a apresentar os sinais de virilização.

As substâncias sintéticas atuam como o hormônio masculino, fazendo com que os traços femininos sofram alterações. As mais visíveis são o engrossamento da voz e a perda dos contornos corporais específicos da mulher.

Mas, qualquer distúrbio que interfira no equilíbrio dos níveis hormonais sexuais é capaz de resultar em virilização. Geralmente, são disfunções que provocam hiperplasia adrenal ou superprodução de hormônios no córtex adrenal. Em certos casos, existem tumores dentro das glândulas adrenais.

Em resumo, podemos dizer que a virilização é uma condição que faz os pelos da mulher crescerem com padrão masculino (hirsutismo) e vem acompanhada por outras características dos homens.

Para tratar o problema, é preciso identificar suas causas e, assim, escolher a melhor forma de combater o distúrbio.

É fundamental informar ao médico sobre todos os sintomas ou mudanças físicas, assim como sobre os remédios que estiver tomando, inclusive pílulas anticoncepcionais. O histórico clínico da família também é relevante, pois a síndrome do ovário policístico tende a surgir em várias gerações.

Uma boa conversa com o médico ajuda bastante a encontrar a causa da virilização e do hirsutismo.

Até o próximo post!

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