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Vírus HPV: sua ligação com o câncer, as formas de transmissão e prevenção

HPV
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O Human Papiloma Virus, ou HPV, é um vírus que habita normalmente nossa pele e mucosas (vagina, vulva, colo de útero e pênis). Ao afetar os genitais, passa a ser considerado infecção transmitida pelo sexo. A relação desprotegida é a principal forma de pegar esta DST.

O contágio é por contato pele com pele. Por esta razão, o HPV está entre as doenças transmitidas pelo sexo – até porque 98% das transmissões dele ocorrem através de relações sexuais.

Com um detalhe: ao contrário de outras doenças do gênero, não é preciso trocar fluidos para passar HPV de uma pessoa a outra. O toque do pênis na vagina, por exemplo, já é capaz de propagar a infecção.

No primeiro contato sexual, 1 em cada 10 meninas entra em contato com o vírus. Com o passar dos anos, cerca de 80/90% da população já teve contato com ele em algum momento, ainda que não tenha desenvolvido uma lesão.

Mas o HPV também passa de mãe para filho durante o parto se a mulher estiver infectada. A boa notícia é que poucas crianças desenvolvem a papilomatose respiratória juvenil.

Quando o papilomavírus está no aparelho reprodutor humano, suas reações variam. Geralmente, a pessoa é infectada, mas nunca desenvolve qualquer patologia, pois elimina o vírus espontaneamente. Mais de 90% das pessoas conseguem expulsar o vírus do organismo naturalmente, sem sinais clínicos.

O que não significa abrir mão dos cuidados, sobre os quais falarei no último parágrafo…

Em situações mais sérias, principalmente nas mulheres, o HPV provoca discreta alteração, perceptível somente no exame ginecológico de rotina, o Papanicolaou. Se as lesões forem graves, as células atingidas pelo vírus ficam estranhas, mostrando logo que não se trata de uma infecção simples.

Felizmente, poucos casos assim terminam evoluindo de forma mais agressiva, apresentando a perda de controle natural das células sobre a multiplicação. Desta forma, elas entram nos tecidos vizinhos e dão origem ao câncer do colo do útero.

Entenda o que é o HPV e como prevenir a infecção

Existe controle para o vírus. Cura, ainda não. E se ele não for tratado, acaba virando a maior causa de câncer de colo do útero: 99% das mulheres que apresentam este tipo de carcinoma foram infectadas pelo Human Papiloma Virus.

O vírus do papiloma humano pode causar verrugas ou lesões. Estas podem dar origem ao câncer, e não apenas no colo uterino, mas também no ânus ou garganta.

Cada tipo de HPV é capaz de produzir as verrugas em diferentes partes do corpo. Existem mais de 200 tipos. Aproximadamente 150 deles foram identificados e sequenciados geneticamente até hoje. E 14 deles podem causar lesões precursoras de câncer.

Muitas mulheres ficam apavoradas quando recebem o diagnóstico de papilomavírus, pensando que é praticamente impossível escapar desse tipo de câncer. Porém, isso não é verdade, uma vez que somente um pequeno grupo corre o risco de desenvolver o tumor maligno no útero.

Ainda assim, não dispense a camisinha para se proteger do HPV. O preservativo é muito importante para evitar o contágio e não deve ser ignorado também durante o sexo oral ou anal. A camisinha feminina é uma boa opção, pois diminui o contato entre a pele dos parceiros.

Existe formas de transmissão muito raras, isto é, pelo contato com verrugas de pele ou compartilhamento de toalhas e roupas íntimas.

E mesmo quando a pessoa não percebe que tem os sintomas de HPV, o vírus pode ser passado para outras. Os sintomas geralmente surgem entre 2 e 8 meses da infecção. No entanto, ele é capaz de ficar encubado, permanecer no organismo sem se manifestar, por até 20 anos.

É muito difícil saber quando ou como uma pessoa foi infectada pelo vírus.

Cuide-se!

Até breve…

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