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Ácido salicílico: Indicações, benefícios e riscos para sua pele

Ácido salicílico

Grande parte da população brasileira possui pele mista ou oleosa e por isso é cada vez mais comum vermos produtos voltados para este tipo de pele nas lojas de cosméticos, e a maioria com ácido salicílico na composição de sua fórmula.

Isso porque este ativo é muito eficaz no controle da oleosidade da pele e, consequentemente, no tratamento de acnes, espinhas e cravos.

No entanto, engana-se quem pensa que estes são os únicos benefícios deste ácido para a pele. Ele esfolia e promove a renovação celular, suaviza rugas e manchas, afina a pele, entre outros.

Quer saber mais? Então leia este post e saiba tudo sobre ao ácido salicílico!

O que é o ácido salicílico?

O ácido salicílico é um beta-hidroxiacido produzido sinteticamente e que foi originalmente descoberto por suas propriedades antipiréticas e analgésicas.

No entanto, atualmente, esse ácido é amplamente utilizado no tratamento de doenças dermatológicas que causam espessamento e descamação da pele, como dermatite seborreica, psoríase, ictiose e acne. Também é utilizado na remoção de verrugas.

Está presente na composição de diversos produtos cosméticos voltados para o tratamento da pele acneica. Isso se dá devido suas propriedades esfoliantes, queratolíticas, antimicrobianas e reguladoras de oleosidade. Além disso, é componente de procedimentos estéticos faciais, como o peeling de ácido salicílico.

Indicações de uso e benefícios do ácido salicílico

A principal indicação do ácido salicílico é no tratamento de peles oleosas e acneicas, ou seja, com espinhas e inflamações.

É um poderoso adstringente, desobstruindo os poros e controlando a oleosidade da pele, dois dos principais fatores que contribuem para o aparecimento das espinhas e cravos. Ou seja, ele possui efeito comedolítico, inibindo a formação dessas lesões. Além disso, possui propriedades antimicrobianas e antifúngicas, que tratam infecções e evitam a contaminação.

Sua característica esfoliante também ajuda no tratamento da acne e de dermatites seborreicas removendo as células mortas, estimulando a renovação celular e reduzindo a oleosidade da pele.

O ácido salicílico também é indicado para o tratamento de problemas relacionados ao espessamento da pele, como psoríase e ictiose, graças à sua ação esfoliante e queratolítica, ou seja, sua capacidade de romper ligações queratínicas da pele. Graças a essas propriedades, esse ácido também é indicado para amenizar rugas e cicatrizes, pois provoca um afinamento da pele.

É um importante ativo na melhora do aspecto de envelhecimento da pele, sendo uma alternativa menos agressiva e irritativa do que os ácidos retinóico e glicólico, por exemplo. Ele provoca uma ótima esfoliação e melhora a textura e a aparência da pele fotoenvelhecida, amenizando rugas finas, pequenas manchas e danos cutâneos ocasionados pelo sol.

Formas de uso do ácido salicílico

Como dissemos anteriormente, o ácido salicílico está presente na formulação de uma gama de produtos cosméticos, como sabonetes, emulsões, loções tônicas, géis ou cremes.

Para pessoas que possuem uma pele saudável e querem apenas fazer uma manutenção de beleza, pode-se optar pelos produtos vendidos em farmácias ou lojas de cosméticos, pois estes possuem uma concentração de ácido salicílico menor (0,5% a 3%).

Já em casos mais severos de oleosidade e acnes, recomenda-se consultar um dermatologista para que este possa receitar fórmulas manipuladas com uma concentração maior de ácido salicílico, de acordo com a gravidade do problema.

Este ácido também é utilizado em peelings, que devem ser feitos por profissionais qualificados, por ser um procedimento estético que trabalha com concentrações altas deste ativo (35%).

Riscos e cuidados no uso do ácido salicílico

O ácido salicílico é bastante seguro, menos agressivo e irritativo que os outros ácidos utilizados para tratamento da pele. No entanto, como todos os ácidos, seu uso apresenta riscos e cuidados especiais.

Primeiramente, é necessário averiguar se a pessoa possui alergia a este ativo, visto que estima-se que cerca de 1% da população mundial possui hipersensibilidade à essa substância.

Para pessoas alérgicas, o uso de ácido salicílico pode acarretar aceleração dos batimentos cardíacos, perda de audição, vertigem, desconforto abdominal e reações no sistema nervoso central.

Mesmo em pessoas que não possuem alergia ao ativo, seu uso em concentrações e aplicações incorretas pode gerar escoriações na pele, manchas avermelhadas, ressecamento e formação de crostas. Pessoas com pele seca e sensível podem desenvolver reação inflamatória e problemas de hipersensibilidade.

Após a aplicação de ácido salicílico é comum a pele ficar mais sensível e susceptível aos danos solares. Portanto é essencial evitar a exposição ao sol e sempre utilizar protetor solar, pois o sol pode queimar a pele, ocasionar manchas ou piorar as já existentes. Além disso, esse ativo tende a ressecar a pele, portanto, após a aplicação, a pele sempre deve ser hidratada.

O importante é sempre consultar um dermatologista antes de usar o ácido salicílico, afinal, somente um profissional poderá indicar as concentrações e formas uso corretas para cada caso.

Você usa algum produto que possui ácido salicílico em sua composição? O que acha deste ativo? Compartilhe sua opinião nos comentários!

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