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Alimentos transgênicos: conheça os seus malefícios à saúde

Provavelmente, você já deve ter ouvido falar dos alimentos transgênicos na televisão ou jornais, mas nunca deve ter entendido o que realmente eles são. A polêmica em torno da transgenia – manipulação genética de plantas – muito tem despertado a curiosidade de alguns, mas ficado a mercê do entendimento de outras pessoas.

O assunto tem sido motivo de debate entre ativistas, médicos, agricultores e cientistas sobre os reais efeitos dos alimentos transgênicos para a sociedade, tanto em termos de economia, agricultura, cultura e, principalmente, saúde, que é o foco do nosso artigo de hoje. Afinal, eles são ou não benéficos à nossa saúde?

Essas são algumas das perguntas que têm surgido atualmente na frente das prateleiras dos supermercados e feiras, uma vez que as pessoas estão mais preocupadas com o tipo e origem dos alimentos que estão sendo colocados à mesa de casa todos os dias. O hábito significa um avanço positivo para a saúde da sociedade como um todo, que mostra que está buscando uma alimentação cada vez melhor a fim de melhorar a qualidade de vida.

Se você ainda não conhece o que são os alimentos transgênicos e o que eles podem fazer à saúde, continue lendo esse artigo até o final e saiba tudo sobre o assunto.

Alimentos transgênicos infográfico



O que são os alimentos transgênicos?

Os alimentos transgênicos são aqueles modificados geneticamente em laboratório, através da combinação com genes de outros alimentos (a chamada transgenia), a fim de aumentar a resistência à pragas nas plantações, como insetos, bactérias, fungos, melhorando a produção agrícola, e potencializar as características nutricionais dos alimentos para melhor atender ao consumidor.



Em resumo, algumas plantas e sementes são modificadas para aumentar a produção e fazer com que agricultores lucrem mais, ao mesmo tempo em que ajuda para que os alimentos cheguem mais conservados e nutritivos à mesa do consumidor, uma vez que este está combinado com nutrientes de outros alimentos para potencializar o seu valor.

Essa é o conceito oficial quando se fala em alimentos transgênicos e parece interessante em relação à economia e agricultura, uma vez que estes dois setores não perderão a sua safra e nem terão prejuízos financeiros por conta das terríveis pragas que costumam invadir as plantações e destruir os alimentos. Mas, será que ele também parece benéfico para a saúde? A polêmica em torno do assunto tem gerado bastantes divergências, as quais você poderá entender nos parágrafos seguintes desse artigo.

Chegada na agricultura brasileira

O cultivo de alimentos geneticamente modificados foi aprovado no Brasil em 2003. Atualmente, eles ocupam uma área de 40 milhões e hectares, de um total de 55 milhões. A soja lidera com folga, ocupando 67,2% da área com culturas geneticamente modificadas. Depois vem o milho, com 31,2%.

Eles fazem mal à saúde?

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Os alimentos transgênicos muito têm causado polêmica em meio às especulações sobre os seus reais efeitos à saúde humana, uma vez que a mistura de alimentos com propriedades e substâncias diferentes podem causar reações adversas no organismo, mesmo que a longo prazo.

Apesar da argumentação de que estes alimentos são mais nutritivos que os orgânicos e de muitos estudos contra a ideia ainda estarem em andamento, alguns cientistas já arriscam dizer que esses alimentos modificados podem trazer sérios danos à saúde, como:

Causar reações alérgicas

Com a combinação de genes diferentes em um mesmo alimento, é possível que outras substâncias sejam geradas e provoquem alergias em pessoas suscetíveis e que desenvolvam reações negativas à nova diversidade genética criada. Uma pesquisa do Instituto de Nutrição de York, localizado na Inglaterra em 1999, apontou um aumento de 50% de casos de pessoas com alergia à soja geneticamente modificada.

Aumentar a resistência a antibióticos

Cientistas costumam inserir nos alimentos transgênicos genes de bactérias com resistência a antibióticos para testar a eficácia da modificação genética. Por este motivo, ao consumir esses alimentos, muitas pessoas muito desenvolver essa resistência, podendo prejudicar a sua saúde gravemente diante da necessidade em usar esses medicamentos.

Aumentar toxinas no corpo

Há plantas e micróbios que desenvolvem substâncias tóxicas próprias para se proteger dos seus inimigos naturais, como os insetos, mas que não costumam fazer mal aos seres humanos. No entanto, se estas mesmas substâncias são inseridas em um alimento, o teor de toxinas no organismo do consumidor pode aumentar muito, colocando em risco à sua saúde.

Aumentar risco de câncer

Devido ao aumento de substâncias tóxicas no organismo, causado pelo consumo de alimentos transgênicos, pode-se correr o risco de mais chances de contrair cânceres. Uma pesquisa da revista Food and Chemical Toxicology, divulgada em 2010, mostrou o resultado de um teste feito em camundongos, no qual alguns foram alimentados com transgênicos e outros não. Foi constatado Os primeiros morreram primeiro do que os que não se alimentaram com alimentos modificados.

Quais são os alimentos transgênicos?

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Você vai conhecer agora uma lista de alimentos que já passam por transgenia e que podem estar na mesa da sua casa, prontos para serem consumidos e colocar a sua vida em risco. A lista foi elaborada pela BBC Brasil com os alimentos geneticamente modificados que já nas prateleiras dos supermercados e feiras do país. Veja:

Salmão

O consumo do salmão geneticamente modificado foi aprovado em 2013 pela agência de segurança alimentar nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA). Desde então, o alimento tem sido largamente consumido e, inclusive, tem se tornado um dos favoritos entre os brasileiros.

Além do seu possível risco à saúde, também é válido pensar que a transgenia do peixe possa prejudicar o meio ambiente, fazendo com que a população da espécie aumentasse muito rapidamente e eliminar outras espécies.

Feijão

Alimento tipicamente brasileiro, o feijão é o primeiro produto geneticamente modificado, sendo a sua transgenia desenvolvida também por uma instituição pública brasileira.

Soja

A soja transgênica já equivale a cerca de um terço de toda a área dedicada à agricultura. A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), que faz parte dos Ministérios da Ciência e Tecnologia e da Agricultura brasileiros, liberou cinco variantes da planta tolerantes a herbicidas e insetos.

Com isso, foram fabricados subprodutos transgênicos para consumo humano, como óleo de soja, leite de soja, bebidas de frutas e soja, tofu e pasta misso.

Milho

O milho está entre os alimentos transgênicos que já equivalem a 85% das lavouras da variedade no Brasil e, também, nos Estados Unidos. Por isso, é possível que até mesmo a pipoca que você compra para o cinema também esteja com milho geneticamente modificado.

Óleo de cozinha

O óleo de cozinha que usamos no preparo dos alimentos todos os dias também pode ter passado por uma modificação genética. Geralmente, eles são extraídos por três outros alimentos, que são o algodão, a soja e o milho, que têm os genes modificados para a fabricação do óleo.

Pães, bolos e biscoitos

Grande parte desses alimentos são produzidos a partir da soja, farinha de trigo, óleo e agentes emulsificantes, como lecitina, e do milho geneticamente modificado, como amido e glucose, podendo estar na sua mesa ou armário prontos para serem consumidos.

Como identificá-los?

Para identificar na hora das compras no supermercado e feiras quais alimentos são transgênicos, basta verificar na rótulo do produto se ele tem um “T” maiúsculo e amarelo.

Neste caso, será preciso muita atenção e paciência na hora de localizar o símbolo no rótulo do alimento, uma vez que a identificação costuma ser feita de forma bem discreta pelas indústrias, com o intuito de deixá-lo escondido do consumidor, principalmente daquele que tem preguiça de ler toda a embalagem dos produtos.

Fique ligada! Até a próxima!

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Raiane