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Amigdalite: infecção na garganta prejudica as defesas do corpo

Amigdalite

Manchas brancas ou amarelas de pus surgem nas amígdalas, assim como a febre e o mau hálito. Dói ao engolir e os gânglios linfáticos aumentam… Estes são alguns dos sinais e sintomas típicos de amigdalite, um problema que pode afetar pessoas de todas as idades.

A doença também costuma vir acompanhada por garganta vermelha e inchada por mais de dois dias, calafrios, tosse seca irritativa, mal-estar e perda de apetite.

A infecção atinge aqueles dois pequenos ‘sinos’ que ficam na parte posterior da boca, muito importantes para nosso sistema imunológico. São as amígdalas as responsáveis pela produção de anticorpos e linfócitos, os glóbulos brancos, que atacam os germes na boca.

Ou seja, a amigdalite atinge nossa primeira linha de defesa contra microrganismos dos alimentos ou do ar. Por aí, já dá para perceber o quanto elas precisam estar saudáveis, pois disso depende também a saúde dos seres humanos como um todo.

Quais os tipos de amigdalite?

  • Aguda – quando a infecção permanece por até 3 meses
  • Bacteriana – geralmente causada por streptococos ou pneumococos
  • Crônica – quando a infecção é recorrente ou demora mais de 3 meses para sarar
  • Viral – normalmente provocada pelos vírus Citomegalovírus, Epstein-barr, Adenovírus e vírus da parotidite

A amigdalite bacteriana é responsável por cerca de 15% de todas as infecções. Streptococos é a bactéria mais comum nestes casos de amidalite.

Porém, não é fácil identificar quando o problema é provocado por bactérias ou por vírus. Geralmente, para esclarecer a questão, é preciso colher material da garganta e enviar para análise em laboratório.

E como a maior parte das infecções é causada por vírus, o tratamento acaba sendo basicamente o uso de remédios para aliviar os sintomas como febre e dor. O Paracetamol é um deles.



Quando a amigdalite é viral, os antibióticos não fazem efeito. Muitas vezes, eles são prescritos, mas ajudam apenas algumas pessoas. Os antibióticos derivados da penicilina são os mais recomendados no caso de inflamação bacteriana.

A doença dura cerca de três dias, mas é comum o médico prescrever os antibióticos 5 ou 7 dias para combater a amidalite bacteriana.

Beber bastante água, dar preferência aos produtos pastosos ou líquidos e ingerir alimentos ricos em vitamina C são medidas que auxiliam no controle da enfermidade.

Se o paciente tem muitas infecções nas amígdalas por ano, é considerada a realização de uma cirurgia para retirá-las.

Lembrando que a doença é contagiosa, especialmente a viral. Para evitar a transmissão, a dica é usar um lenço na boca sempre que for tossir, lavar bem as mãos, não compartilhar itens de uso pessoal (toalhas, pratos, talheres e copos) durante a crise.

O contágio ocorre por meio das gotículas de saliva da pessoa contaminada, principalmente quando a imunidade de quem está por perto não está muito boa.

Além da amigdalite crônica, outra complicação possível do quadro é o surgimento de infecções secundárias capazes de atingir o nariz e os ouvidos, causando sinusite e otite.

Nas amigdalites, as estruturas incham e atrapalham a passagem dos alimentos para o estômago e, também, das secreções, que deveriam fluir pelos seios da face. Com a infecção, estes acabam represados.

Outro desconforto é a secreção que desce das amígdalas infectadas. Elas podem escorrer via laringe/traqueia e parar nos pulmões, favorecendo o aparecimento da pneumonia.

As causas da amigdalite estão ligadas à presença de bactérias ou vírus na região da garganta, mais notadamente naqueles indivíduos cujo sistema de defesa está comprometido.

Portanto, cuide-se, alimente-se bem e consulte sempre seu médico. Quando surgirem sintomas como os descritos hoje aqui, busque ajuda o quanto antes para evitar complicações.

Saúde!

E até breve…

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Fatima

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