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Ano Novo Judaico: saiba tudo sobre essa data!

O ano novo judaico, mais conhecido como Rosh Hashaná, é uma das mais importantes festividades dos judeus. Adverso as celebrações de final de ano, onde é costumeira a queima de fogos de artifício ao redor do mundo durante a passagem de ano, essa festa acontece no início do primeiro mês do calendário judaico, dando início a dez dias de profunda meditação e introspecção sobre o passado, que só acaba quando chega acontece Yom Kipur.

Uma noite em que as comunidades judaicas se encontrarão nas sinagogas para forte reflexão sobre tudo aquilo que cerca suas vidas, para no ano seguinte planejar as melhorias necessárias. É um momento de avaliação dos erros e de redenção a eles perante Deus.

Um balanço sobre os percalços e conquistas no último ano. Como se comportou com o próximo, como poderia ter se comportado. Se os laços com a família permanecem fortes e o que fazer para melhorar essa união. Para os judeus o ano novo é o momento de recordar a criação do homem. Segundo a tradição, é neste dia que a humanidade nasceu.

Ao passo que o calendário judaico baseia-se no sol e na lua, o gregoriano baseia-se apenas no sol. Os meses do anuário judaico são ordenados nos ciclos da lua. Por sua vez os anos são baseados pelo ciclo solar.

As festividades

Os principais símbolos desta importante festa judaica são as roupas brancas, que indicam a pureza da alma e a intenção de não cometer o pecado. Para o povo judeu, suas vestes sempre foram motivos de manter sua identidade.

No jantar de véspera do ano novo judaico, o costume é de uma mesa farta com comidas típicas da cultura judia, como demonstração de um novo ano doce. De acordo com a Cabala, os símbolos ligados à refeição possuem o poder de alterar o destino.



Já de acordo com os mais racionalistas, estes símbolos que são os responsáveis em fazer com que o ponto de vista mude em se tratando dos acontecimentos passados e esperados no futuro. É a concepção de que um fato pode ter seu significado alterado do que ele é para quem o interpreta.

Dentre as comidas especiais destacam-se:

  • Chalá redonda (conhecido como pão redondo)
  • Romã
  • Cordeiro
  • Peixe
  • Cabeça de cordeiro ou do peixe
  • Tâmara
  • Maça mergulhada no mel

As tâmaras são servidas a fim de atrair boa fortuna para quem as come. Outro costume é a maçã mergulhada no mel. A fruta simboliza o Jardim do Éden, que segundo as escrituras, tem o aroma de um pomar repletos de maçãs. Uma das principais razões da utilização da maça é por sua doçura, e mergulhá-la no mel simboliza o desejo de um ano extremamente doce, que esperam ser concedido.

O toque do shofar

Outra tradição é o tocar do som do shofar, considerado um dos instrumentos de sopro mais antigos da humanidade ao qual se tem registro. Diferentemente de outros instrumentos, este não produz uma sonoridade delicada, como um clarim ou até mesmo uma trombeta.

Além disso não se trata apenas de um instrumento musical, mas para os judeus, o shofar é também um instrumento de tradições sagradas. Na tradição da cultura judaica, o shofar era utilizado apenas em ocasiões solenes. Portanto durante o ano novo judaico tem o dever de relembrar ao seu povo suas obrigatoriedades perante suas missões religiosas.

Entendendo a história do Rosh Hashaná

O Rosh Hashaná incorpora quatro eventos durante sua realização de dez dias das festividades do novo ano, que se completam: o início do novo judaico, o chamado de dia do julgamento, o dia de exercer a lembrança e por último finaliza com o dia do toque do shofar.

Todos esses eventos estão interligados à origem do homem, e que segundo o Tamud, fora consumado no dia primeiro do mês, denominado de Tishrei. O acontecimento simboliza o dia que uma geração se finaliza, reciclando ano após ano este feito do Criador, onde a partir daí são oferecidas as possibilidades de reciclagem, renovação, espiritualização e purificação, partindo para uma renovação.

Após os judeus conseguirem fugir das terras do Egito, Moshe Rabenuo recebeu do próprio Criador o regimento referente ao início de cada um dos meses, que transcorre de maneira simultânea com o nascimento de toda nova lua. Ao final do intervalo de 19 anos, é preciso então acrescentar mais um mês com o propósito de contrabalancear o calendário lunar. Um mês mais curto, então, é adicionado.

Rosh Hashaná significa “cabeça do ano” e faz uma alusão a toda importância que o cérebro exerce na formação de existência do homem. Só que de maneira oposta aos costumes ocidentais, não tange a respeito do primeiro dia do ano judaico. Neste caso, portanto, trata-se mais de uma representatividade existente na cultura judia, do que alguma coisa propriamente precisa.

É oferecido a cada pessoa um dia de julgamento, que durante esse tempo lhe são dadas as oportunidades de retificar todos os seus erros durante o último ano, através do arrependimento (teshuvah), das orações (tfiloh) e por meio da caridade (tzedakah).

Como o judaísmo é baseado no livre arbítrio, cabe a cada indivíduo o poder de escolha, partindo de sua própria consciência, aprofundar em si e refletir sobre o que necessita ser mudado. Neste momento de autorreflexão, o judeu se inscreve e sela no Livro da Vida, que é uma saudação costumeira a se fazer neste momento.

Acreditando que seus respectivos nomes serão registrados no Livro da Vida, outra parte da celebração se inicia: o Yom Kipur, ou como é conhecido, o Dia do Perdão. Trata-se do momento em que o livro é, enfim, selado. Ele é conhecido como o dia de maior importância dentro das festividades do ano novo judaico.

É o momento em que todos estão reunidos para introspecção e meditação, quando os judeus estão todos reunidos dando início a uma confissão por seus pecados durante o ano que está chegando ao fim. A crença diz que é selada no Livro da Vida a sentença de cada judeu conforme fora decretado pelo Criador no Rosh Hashaná.

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