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Saúde Sexo

Anorgasmia feminina: saiba tudo sobre a dificuldade em ter orgasmos

A anorgasmia ou distúrbio do orgasmo é uma das disfunções sexuais mais comuns, consistindo na ausência ou dificuldade de atingir o orgasmo. Não atingir o clímax ou retardá-lo em excesso pode prejudicar os relacionamentos, fazendo com que muitos casais os entendam como incompletos e/ou insatisfatórios.

Por que algumas pessoas simplesmente não conseguem chegar ao orgasmo? Na maioria dos casos, a anorgasmia feminina é um problema de origem psicológica. Pensando nisso, apresentamos, ao longo deste artigo, as principais causas, soluções e possibilidades de tratamento. Boa leitura!

O que é anorgasmia feminina?

A anorgasmia pode ser definida como a ausência (ou transtorno) do orgasmo durante uma fase de excitação erótica normal, ainda que a pessoa em questão tenha recebido o estímulo adequado, exista um desejo sexual importante e condições adequadas.

Essa condição pode afetar, também, os homens, porém, é mais frequente no sexo feminino, com uma incidência entre 16 e 30%. Nos homens aparece com uma frequência de cerca de 10%.

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Diferentes fatores como a prática ou experiência sexual da paciente, sua idade, duração ou adequação da estimulação erótica recebida e o nível de excitação, devem ser levados em consideração para diagnosticar a anorgasmia feminina. Afinal, cada pessoa necessita de determinados impulsos para atingir o clímax.

Assim como em outras disfunções sexuais, a anorgasmia feminina desencadeia problemas nas relações interpessoais e gera profundos desconfortos psíquicos.

Como saber se você é anorgásmica?

Se você não é capaz de ter orgasmos ou acha muito difícil atingir a plena satisfação em cerca de 75% do tempo em que realiza atos sexuais, é provável que você tenha anorgasmia feminina.

Muitas vezes, a ausência do orgasmo pode ser acompanhada de um baixo desejo sexual, embora nem sempre seja esse o caso.

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A anorgasmia feminina pode ser de vários tipos: primária ou secundária, situacional ou generalizada.

Anorgasmia feminina do tipo primário

Essa categoria engloba as mulheres que nunca conseguiram atingir o orgasmo, seja durante a prática sexual ou como resultado da masturbação. Nesses casos, a dificuldade em atingir o orgasmo é uma condição que sempre esteve presente na vida da pessoa.

Anorgasmia feminina do tipo secundário

A classificação da anorgasmia feminina do tipo secundário refere-se a uma dificuldade que nem sempre esteve presente na vida da mulher, mas que surgiu em um determinado momento. Sendo assim, após um tempo em que os orgasmos são experimentados normalmente, a mulher começa a enfrentar dificuldades para atingir o clímax.

Em termos gerais, quando você aprende a alcançar o orgasmo, não perderá essa capacidade, a menos que haja problemas, como má comunicação sexual, conflitos no relacionamento, experiências traumáticas, transtornos de humor, distúrbios físicos etc.

Anorgasmia feminina do tipo situacional

A anorgasmia feminina do tipo situacional se dá quando a impossibilidade de ter orgasmos se limita a certas situações ou condições específicas. Por exemplo, a mulher consegue atingir o clímax apenas com certas pessoas ou somente recebendo determinadas formas de estímulos.

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Uma manifestação muito comum da anorgasmia feminina situacional é quando a mulher não consegue chegar ao orgasmo durante a relação sexual, mas pode se satisfazer com outros tipos de atividade sexual (estimulação clitoriana direta, carícias, masturbação etc.).

Anorgasmia feminina do tipo generalizado

A anorgasmia feminina é classificada como generalizada quando a mulher não consegue sentir prazer, independentemente da situação, condições específicas ou parceiros.

Quais são as causas da anorgasmia feminina?

A anorgasmia feminina pode se dar, em parte, devido a deficiências na educação sexual. Infelizmente, as meninas ainda são ensinadas, implícita ou explicitamente, que as mulheres são responsáveis por satisfazer os homens e não devem tomar a iniciativa na cama.

Elas aprendem que devem ceder a responsabilidade de seu próprio prazer ao parceiro. Em relacionamentos heterossexuais, por exemplo, é ensinado que o homem deve saber ou “adivinhar”, na melhor das hipóteses, o que dá prazer a ela. E, na pior das hipóteses, ele se preocupará apenas consigo mesmo.

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Outro sério problema experimentado por muitas mulheres é a questão de conhecer o próprio corpo. De fato, poucas são as que realmente sabem como é sua área genital. Como está parcialmente oculta, as garotas só podem conhecer essa região do corpo com um espelho.

Entretanto, como uma menina pode fazer isso, se ela aprendeu que os seus órgãos reprodutores são vergonhosos e sujos, devendo ser ocultado, a todo o custo, mantendo sempre as pernas fechadas?

A masturbação feminina ainda continua sendo um tabu em nossa sociedade. Durante muito tempo propagou-se que era algo que as mulheres simplesmente não deviam fazer e aquelas que se masturbavam eram tidas como pervertidas ou coisa pior.

Toda essa repressão influenciou amplamente a mentalidade de gerações de mulheres. Atualmente, isso vem mudando pouco a pouco, todavia, há um longo caminho a percorrer e muita educação sexual a transmitir às jovens gerações.

Como tratar a anorgasmia feminina?

O tratamento geralmente começa com um programa de autoexploração, para que a paciente conheça o seu corpo e descubra quais regiões são mais prazerosas. Os médicos também podem recomendar o treinamento muscular vaginal, no qual os músculos da área genital são contraídos para fortalecê-la e melhorar os orgasmos.

Depois, há um programa de autoestimulação, no qual a paciente deve tentar atingir o orgasmo mediante a estimulação do clítoris. Nessa etapa, ao princípio, vibradores e brinquedos eróticos são de grande ajuda. Dessa forma, a mulher com anorgasmia feminina aprende a reconhecer as sensações e desenvolve sua própria capacidade orgástica.

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Exercícios de relaxamento e foco sensorial com o casal também são realizados. Isso consiste em estimular os corpos a descobrirem o que cada um mais gosta, concentrando-se, no caso da anorgasmia feminina, na estimulação do clítoris.

Na fase seguinte, a relação sexual com estimulação clitoridiana é realizada e os brinquedos e fantasias sexuais também podem ser usados como uma forma de enriquecer a prática sexual da dupla.

Na realidade, apenas algumas mulheres são capazes de atingir o orgasmo durante a penetração sem a estimulação do clítoris, portanto, se você não chega ao clímax apenas com a penetração, não precisa se preocupar, pois trata-se de uma situação absolutamente natural e, muito provavelmente, você não tem anorgasmia feminina.

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