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Artrite: o que é? Quais são os principais tipos?

A artrite é um problema bastante comum, mas nem sempre é compreendida pelas pessoas. Na verdade, não existe uma única artrite. O nome é uma maneira informal para tratar de dores ou doenças nas juntas. Há mais de cem tipos diferentes de artrites e condições correlatas.

ARTRITE

Pessoas de todas as idades, sexos e etnias podem sofrer do problema. É mais comum, no entanto, que mulheres e pessoas idosas sofram do problema. Os principais sintomas de uma artrite inclui inchaços, dores, rigidez nas juntas e uma capacidade diminuída de movimentação.

A condição pode permanecer estável durante anos, ou agravar-se durante o tempo. Casos severos incluem dores crônicas e a incapacitação para atividades diárias. É comum que a condição impossibilite a pessoa de subir escadas ou faça caminhadas longas.

Além disso, a artrite pode causar mudanças permanentes nas juntas. Estas mudanças podem ser visíveis, como juntas “calejadas”, ou podem estar escondidas, de modo que só possam ser observadas através da radiografia.

Entenda os diferentes tipos de artrite, quais são os seus efeitos na saúde humana, e como lidar com o problema:

Tipos de artrite

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Entre as centenas condições que podem encaixar-se como artrite, algumas são mais comuns, merecendo atenção especial. Conheça estas condições, e saiba como lidar com elas:

Artrite degenerativa

Um dos tipos mais comuns do problema, a condição também é chamada de artrose. Ocorre quando a cartilagem – o tecido flexível que envolve as extremidades dos ossos – desgasta-se. O resultado é a raspagem dos ossos entre si, causando dores, inchaços e rigidez.

Com o tempo, as juntas podem perder força, e a dor pode tornar-se crônica. Os fatores de risco para este problema incluem excesso de peso, histórico familiar, idade, lesões anteriores e prática de atividades excessivamente desgastantes para a cartilagem.

Os tratamentos para estas condições envolvem desde mudanças de hábitos, como a perda de peso e a prática adequada de exercícios físicos, até a necessidade de medicação e cirurgia, em casos mais graves.

Nos casos de evolução para uma condição crônica, há dores crônicas, mobilidade limitada e qualidade de vida diminuída. Pode ser necessário recorrer à substituição da aparelhagem intermediária da junta.

Artrite inflamatória

Um sistema imunológico saudável é bastante protetor. Ele costuma gerar inflamações internas para livrar-se de infecções e prevenir doenças. Quando o sistema imunológico passa a desregular-se, ele pode atacar as juntas com inflamações fora do controle, por engano. Isso pode causar erosões nas juntas e danificar os órgãos internos, os olhos e outras partes do corpo.

A artrite reumatoide e a psoriática são exemplos de artrites inflamatórias. Os pesquisadores acreditam que uma combinação de genética e fatores ambientais são responsáveis por ativar estas condições de saúde. Alguns utilizam o tabagismo como um exemplo de fator de risco ambiental para ativar o problema, em algumas pessoas.

Com artrites do tipo auto-imune e inflamatórias, o diagnóstico precoce e o tratamento agressivo são absolutamente necessários. Diminuir a atividade da doença auxilia a minimizar ou prevenir permanentemente os danos à junta. A remissão total é um objetivo que pode ser alcançado através de medicamentos.

Artrite infecciosa

Uma bactéria, um vírus ou um fungo podem entrar na junta e gerar inflamações. Exemplos de organismos que podem afetar as juntas são a salmonela (comumente pega através da contaminação de alimentos), clamídia e gonorreia (DSTs) e hepatite C.

Em muitos casos, o tratamento temporário com antibióticos pode limpar a infecção nas juntas. Nos cenários ruins, o problema pode evoluir para uma condição crônica.

Artrite metabólica

O ácido úrico é formado durante os processos metabólicos do corpo, necessários para a nutrição. Algumas pessoas possuem altos níveis de ácido úrico, pois naturalmente produzem mais do que o necessário, ou possuem dificuldade de descartá-lo.

Em algumas pessoas, este acúmulo forma “cristais” pontiagudos nas juntas, resultando em dores extremas e pontadas súbitas. Em alguns casos, a condição pode evoluir para a gota.

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Sobre o autor

Pedro Henrique Ferreira Mendes

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