Doenças

Asma: cuidados, sintomas e tratamentos

Curiosamente, pessoas que sofrem com asma são retratadas quase sempre com viés cômico, embora a doença não tenha nada de engraçado e possa levar a óbito, caricaturadas com aspecto frágil, sempre tendo suas crises nas piores horas possíveis, se esforçando em comunicar algo vital, mas sofrendo com as restrições, as limitações impostas pela crise asmática.

Alguns pensam que ocorre quando o portador é submetido a grande carga de estresse ou por simplesmente esquecer-se de se medicar.

Não que essas ideias sobre as possíveis causas estejam de todo erradas, mas não refletem exatamente o que leva uma pessoa a sofrer com uma crise de asma e nem se tratam de todas as possibilidades, circunstâncias possíveis.

Essas impressões e desconhecimento são devido a falta de informação sobre o que é exatamente essa doença, o que a provoca em nosso corpo que desencadeia a reação que culmina na desesperadora sensação de falta de ar, quais são os fatores de riscos, os agentes que provocam as crises e o tipo de tratamento a ser seguido.

Será que a asma é tão repentina, pontual, como retratado na ficção? É sempre motivada por causa de estresse? Existe apenas um tipo de asma?

Tire todas essas dúvidas a seguir nos tópicos abaixo.

Confira!



Sobre a asma

É bom entender exatamente como se dá o processo asmático, o que provoca a reação no corpo que resulta na dificuldade de respirar.

Não é uma substância – como pólen, poeira ou pelos – que bloqueia as vias pulmonares ou um problema cardíaco, mas é o sistema de defesa do corpo que provoca a crise de asma.

Para entender bem o caso, pense na ilustração a seguir.

Uma pessoa saudável, que não tem asma, está em um local fechado e, de repente, percebe invadir o recinto uma fumaça negra. Qual a reação imediata esperada? De tentar sair de lá, ou na pior das hipóteses conseguir abrir uma abertura para que a fumaça possa retirar-se do local.

E por que se tem essas necessidades? Porque a fumaça provoca falta de ar, irrita nossas vias respiratórias, é hostil, desagradável, tóxica, imprópria para ser absorvida.

Nosso corpo, então, como defesa, ao diagnosticar a nocividade do ar inalado forçosamente, passa a contrair a musculatura que existe em volta do brônquio, estrutura importante que conduz o ar para os pulmões, impedindo a entrada do oxigênio contaminado.

No caso de uma pessoa com asma, esses brônquios sofrem de inflamação crônica, são muito sensíveis e quando são submetidos a poluentes naturais ou químicos, mesmo que em escala bem menor do que a fumaça de um incêndio, passam a se contrair, bloqueando a passagem de ar.

Causas

Não se sabe exatamente o que provoca a asma, porque os agentes, os gatilhos que geram uma crise, variam de pessoa para pessoa. Alguns têm grandes dificuldades a lidar com pó, outros com tinta, pelos de animais, cigarros, produtos de limpeza.

Portanto, é de fundamental importância entender quais gatilhos que promovem a crise.

Esses agentes estimuladores podem ser:

Substâncias alérgicas: que se resumem a poeira, mofo, pólen, ácaros, fumaça de cigarro, pelo de animais, insetos, tinta, produtos de limpeza, desinfetante.

Asma por esforço físico: algumas pessoas sentem os sintomas agudos da asma durante atividades físicas, algo entre 5 a 20 minutos após começar as atividades, tempo médio em que o estreitamento das vias aéreas alcança o pico.

Alimentação: comidas que despertam reação alérgica também favorecem uma crise de asma. Os alimentos mais comuns são:

  • Peixe;
  • Soja;
  • Trigo;
  • Camarão;
  • Frutas secas;
  • Ovos;
  • Amendoins;
  • Leite de vaca;
  • Conservantes e aditivos de alimentos industrializados.

Asma por fator ambiental: típico em locais de trabalho onde se é exposto a agentes químicos e agrotóxicos. A crise costuma ocorrer somente nos dias de labuta.

Mudança de temperatura: mudanças bruscas de temperatura, como o calor para o frio, costumam ser terríveis para quem tem as vias respiratórias sensíveis.

Tipos de asma

A bronquite asmática é classificada conforme a intensidade dos sintomas e da frequência. São quatro classificações:

Grau um: ocorre principalmente no inverno. Os sintomas são leves, duas vezes por semana e uma noite por mês.

Grau dois: a crise continua leve, mas insistente, podendo ocorrer mais de duas vezes na semana, no entanto, no máximo uma vez por dia.

Grau três: mantém os sintomas e a frequência do anterior, o que difere é que ocorre mais de uma noite por semana.

Grau quatro: é o grau da asma grave. Os sintomas são mais agudos, contínuos, transcorrem ao longo do dia, praticamente todos os dias e de modo frequente à noite.

Sintomas comuns de asma

Os sintomas característicos de asma são:

  • Tosse acompanhada ou não de expectoração;
  • Dor no peito;
  • Falta de ar;
  • Chiado no peito.
  • Diagnóstico de asma

Identificados os sintomas clássicos de asma, o médico solicita uma bateria de exames como:

  • Raios-X do tórax;
  • Exames de sangue;
  • Espirometria.

O tratamento se dá por via de broncodilatador, que pode ser adquirido em forma de cápsulas, comprimidos, xaropes, injeções e bombinhas.

Fatores de risco

Os fatores de risco da asma são:

Histórico na família: sabe-se que a doença tem características genéticas. Pessoas que tenham histórico na família de casos de asma têm predisposição genética a sofrer do mal.

Ter outras alergias: se a pessoa tem algum tipo de alergia, é correto dizer que há maior predisposição a contrair outras, como a asma, que nada mais é do que uma reação exagerada de um mecanismo de defesa ao ter contato com um agente irritador.

Obesidade: estado que desencadeia série de processos inflamatórios. A asma não deixa de ser um processo inflamatório nos brônquios.

Peso baixo: crianças prematuras podem ser mais suscetíveis a crise de asma, porque os pulmões só se formam no fim da gestação.

Hábitos na gravidez: fumar na gravidez tem como grandes consequências infartos na placenta, prejudicando a alimentação do bebê durante a vida intrauterina.

Refluxo: quem tem Doença de Refluxo Gástrico (DRGE) pode vir a desenvolver asma, porque o conteúdo do estômago vazado em direção ao esôfago, se for aspirado e ir parar nos pulmões, tem grandes chances de causar inflamações e estabelecer estados de bronquite e pneumonia.

Considerações finais

A asma ocorre em razão da sensibilidade aguda dos brônquios pulmonares que se contraem exageradamente para se defender de agentes alérgicos, mesmo que em baixa quantidade. As causas que geram asma podem ser substâncias naturais ou químicas, alimentos, mudança de clima, local de trabalho e esforço físico.

O tratamento se dá por meio de medicamentos e cuidados para evitar as causas que provocam as crises asmáticas.

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Sobre o autor

Giovanna Cóppola

Trabalha com web, design, criação, conteúdo, SEO e fotografia. Em 2011 criou a Pandartt e hoje assume a direção da agência, além de colocar a mão na massa em todos os projetos. Paralelamente, tem outros três projetos: Viva com Felicidade, BlogGeek e Mapa dos Bichos. Ama música, cinema, jogos, arte, tecnologia, tatuagens e pandas.

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