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Azedinha vermelha: saiba mais sobre essa erva

Azedinha vermelha

Não é novidade alguma para nós que tudo aquilo que é natural é mais saudável que um produto industrializado, principalmente quando se trata de alimento. Acontece que geralmente pensamos apenas em frutas e vegetais, ignorando a existência de outras plantas extremamente benéficas para nossa saúde, como a azedinha vermelha, a beldroega, o trevo, ou seja, as denominadas PANCs.

Quem consome esse tipo de planta costuma ser olhado com estranheza a um primeiro momento, isto porque uma PANCs é uma planta alimentícia não convencional, ou seja, não faz parte da nossa cultura, atualmente, consumir como alimento no dia a dia, mas isso não quer dizer que não é natural ou não faz bem à saúde.

Muito pelo contrário, a maior parte das plantas deste grupo alimentício oferecem benefícios à pele e ao organismo que muitas hortaliças não conseguem suprir com eficácia. Já está na hora de você abrir sua mente e apreciar novos sabores, por isso, conheça a azedinha vermelha e saboreie!

Curiosidades gerais

Assim como todo alimento, a azedinha vermelha apresenta sua própria história, benefícios e propriedades, portanto, é importante conhecer seu uso mais comum e características gerais, evitando que você seja, de alguma forma, enganada ou faça uso indevido desta erva.

Origem

Foi descoberta na região central da Europa há muitos anos e desde então é muito utilizada por lá como forma de tratar alguns problemas de saúde ou na gastronomia, dando um toque especial para variados pratos saudáveis. Ainda há a possibilidade de se usar a planta para fins ornamentais, já que sua cor chama a atenção onde quer que esteja.

Aparência

Apresenta folhas em abundância, sendo elas, bastante compridas, lisas e largas (podendo chegar até um metro de altura), só que não é isto que mais chama atenção, é sua cor: avermelhada no caule e nervatura, o contraste entre o verde e vermelho é apreciado por qualquer pessoa.

Diversos nomes

É comum que algumas plantas tenham mais de um nome, isto é, em sentido popular. Para a azedinha vermelha isto não muda, então para saber exatamente o que procura, fique atenta aos seguintes nomes:

  1. Erva azeda;
  2. Trevinho;
  3. Acedrilla;
  4. Azeda do campo.

Cultivo e impacto ambiental

Como dificilmente você encontrará no mercado ou feiras de ruas comuns, a azedinha vermelha vem de um cultivo mais orgânico, sem uso de pesticidas ou agrotóxicos, o que gera um impacto ambiental muito menor que verduras cultivadas pelas grandes indústrias alimentícias. O problema é que, infelizmente, seu cultivo é mais complicado que o normal, pois é uma planta que exige bastante atenção e cuidado.

Assim como a samambaia, por exemplo, ela necessita de bastante sombra, não prosperando no sol e climas quentes, precisa de solo úmido, logo, é necessário dar água para suas raízes constantemente. A poda é essencial de tempos em tempos, já que isso fará com que a planta cresça com saúde cada vez mais.

Uso terapêutico

Suas raízes têm uma enorme concentração de resveratrol, vitaminas B e C, cálcio e minerais importantes para nosso organismo, portanto, procure orientação médica se você sentir a necessidade de um tratamento mais natural para problemas diuréticos, respiratórios (como a bronquite), câncer e pressão arterial.

Apresentando propriedades de resveratrol mais concentradas que qualquer outra fruta, hortaliça ou vegetal, ela ainda combate com eficácia perfeita doenças ligadas ao envelhecimento e diabetes tipo II, que não é genética e atinge uma grande parcela da população mundial.

Também pode auxiliar no tratamento da acne, prisão de ventre, melanoma, infecções e retenção de líquidos.

Propriedades da erva

Você já compreendeu que o uso terapêutico apresenta benefícios eficazes ao combate de algumas doenças do metabolismo, por conta disso, esta matéria apresenta agora uma pequena lista das propriedades principais da planta, que explicam um uso medicinal tão potente, sendo assim, são as ações mais importantes da azedinha vermelha:

  1. Anti-inflamatórias;
  2. Cicatrizantes;
  3. Febrífugas;
  4. Laxante;
  5. Hepáticas;
  6. Desintoxicantes;
  7. Antissépticas;
  8. Adstringentes;
  9. Antibacterianas;
  10. Anticancerígenas.

Contraindicações importantes

A azedinha vermelha geralmente não oferece riscos se usada com moderação, porém, ela apresenta uma grande quantidade de ácido oxálico, que pode causar pedra nos rins. Com esta informação em mente, médicos e especialistas não sugerem o uso da erva para pacientes com gota, falência renal, pedra nos rins, gestantes ou lactantes.

Mesmo na alimentação, converse com um nutricionista e certifique-se que sua saúde está em dia, pois somente assim você será capaz de sentir os benefícios de forma satisfatória e sem maiores problemas.

A azedinha vermelha na cozinha

Agora que você já sabe de todo o uso medicinal da erva, está mais do que na hora de você conhecer seu uso na culinária, porque é dessa forma que você presenteará seu paladar com um novo sabor surpreendente.

Para tanto, é mais comum o uso da azedinha vermelha em salada de folhas, em sucos detox, sucos de laranja, sopas, acrescentada como elemento surpresa ao requeijão, suco de laranja e iogurtes. Também cai bem no preparo de molhos, chás e tempero de peixes como o salmão devido ao seu sabor azedo e refrescante, quase como uma mistura entre hortelã e limão.

O mito do vício

Como a planta apresenta uso medicinal forte em outros países, é importante salientar que apesar de ser usada para acalmar as dores das mulheres no pós-parto ou de pacientes com câncer, a azedinha vermelha não causa dependência em seus usuários.

Dessa maneira, é apenas um mito tudo que diz respeito ao seu vício, pois mesmo com ação momentânea nestes casos, ambos são sob prescrição médica e dentro da lei. De forma alguma seu uso é proibido na alimentação ou tratamentos estéticos, para tanto, não acredite em tudo que dizem por aí com relação a erva.

Não se acanhe ao procurar novas receitas para o uso da azedinha vermelha, esta matéria foi só uma forma de você conhecer melhor seus benefícios, incentivando sua pesquisa para descobrir novos sabores e possibilidades a partir de uma pequena planta poderosa até demais.

Tenha sempre consciência de que seu uso terapêutico deve ser feito apenas sob orientação médica, mas que quanto ao campo da culinária, não há restrições a se fazer: delicie-se! Faça pratos para família e amigos, sempre tendo em mente que seu uso semanal pode evitar doenças diversas.

Compartilhe suas experiências e dicas com esta erva tão potente. Cuide-se bem e faça por você.

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Redação Tudo Ela

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