Nutrição Saúde

Baobab: mais um superalimento que você precisa conhecer

O embondeiro é uma árvore diferente que, para nós latino-americanos, lembra mais um fantasma pronto para o carnaval. Pode ser gigante e chegar aos 30 metros de altura, 16 de diâmetro e esconder 40 homens em seu interior oco. É a árvore do baobab, fruta riquíssima em nutrientes.

Pode viver até 3 mil anos e é árvore natural da África e Austrália, embora estudos científicos tenham mostrado uma diferença de 100 milhões de anos entre as gerações africana e australiana.

É a árvore da vida, porque de sua casca e, principalmente, de seu fruto, dependem tribos inteiras para sobreviver. O baobab, o seu fruto, de até 1,5 quilo, pode ser separado em polpa, casca e sementes, todas aproveitáveis, fornecendo proteína, fibras, hidratos de carbono e muita caloria.

De antioxidante a saborosa sobremesa

Tudo no baobab é aproveitável, mas, de forma especial, surpreendeu aos cientistas europeus por sua capacidade antioxidante, reforçando as defesas do sistema imunológico natural do organismo e, de forma especial, como proteção ao sistema cardiovascular humano.

Transformado em pó, o que só em 2008 foi aprovado pela União Europeia, o baobab pode ser  então transformado em chá, levando todos seus grandes benefícios ao corpo humano. Também pode ser polvilhado sobre cereais, iogurtes ou saladas.

Mas também pode ser transformado em saborosas sobremesas e servido como mousse de chocolate, bolos ou até panquecas. Se você fizer um sanduíche com pão, o baobab vai neutralizar os índices glicêmicos da massa, auxiliando no combate ao diabetes tipo 2.



Combate aos radicais livres

Nas pesquisas realizadas na Europa, o que mais surpreendeu os cientistas foi sua capacidade de absorver os radicais livres, auxiliando na preservação do corpo humano. Pode absorver até 1400 unidades de radicais oxigenados por cada 100 gramas.

Em comparação, pode-se citar que frutas altamente antioxidantes, como uva, framboesas ou cerejas, absorvem no máximo umas 700 unidades. Fonte de minerais como ferro, magnésio, potássio e cálcio, é também riquíssimo em vitamina C e do complexo B.

E o baobab, que há pouco tempo começou a despertar o interesse dos cientistas, não para de surpreender. Revelou-se também excelente auxiliar na digestão, por controlar o fluxo intestinal devido sua quantidade de fibras alimentares e probióticos – fibras que ajudam e recompõem a flora intestinal.

Principais características do baobab

  • Fruta riquíssima em minerais, como ferro, potássio, magnésio e cálcio;
  • Possui seis vezes mais vitamina C do que uma laranja;
  • Rico nas vitaminas dos complexos B1, B2, B3, B6 e F, entre outras;
  • Possui cerca de três vezes mais cálcio do que o leite;
  • Riquíssimo em fibras alimentares e probióticos, o que ajuda a flora intestinal;
  • Com a pectina, é importante no controle do colesterol;
  • Por ser rico em antioxidante, ajuda na regeneração e hidratação da pele;
  • Ao sintetizar o colagênio, estimula a circulação sanguínea;
  • E é importante auxiliar na digestão da lactose.

O deus para muitas tribos

A dose recomendada é uma colher de sopa – cerca de 5 gramas – de cada vez, até um máximo de três vezes por dia. Pode ser como chá ou polvilhada sobre alimentos, sejam saladas ou outro prato qualquer de seu dia-a-dia.

Também conhecido como Fruto de Moçambique – embora a árvore seja encontrada em diversos outros países africanos –, o baobab é um fruto de árvore de folhas caducas, que caem nas estações mais quentes. Sem folhas, seus galhos se parecem com raízes que nascem em cima da árvore.

Existem muitas histórias que cercam esta árvore fantástica. Em muitas tribos africanas, o embondeiro é encarado como espécie de deus, ao qual até mesmo sacrifícios de animais são praticados.

Interesse pela planta é recente

E existem também muitas lendas, como uma de um antigo e gigante embondeiro no Zimbábue. Diz que a planta gigante ficou com ciúmes de quatro donzelas da tribo e, por isso, as engoliu para dentro da árvore. E hoje, durante tempestades, em vez do zumbido na árvore gigante, o que se ouve é o grito das quatro moças.

Seu aproveitamento medicinal é razoavelmente recente. O interesse de cientistas nasceu após a independência das principais nações africanas, como o próprio Madagascar, onde o baobab serve de alimento e a árvore é símbolo do país.

O ano de 2006 é também simbólico, pois foi quando uma empresa britânica apresentou no Reino Unido o pedido para colocar no mercado o baobab, sob a forma de pó, como mais uma opção alimentar de qualidade.

Chegada ao mercado europeu

Foi uma revolução, para uma planta bem pouco conhecida. Mas, aquela fruta de polpa branca, com sua farinha esbranquiçada, logo ganhou o mercado assim que suas qualidades e nutrientes passaram a ser melhor conhecidos.

A fama da fruta também chega a outros ramos de negócios, como o turismo. Servi-la como alimento virou sensação entre quem pode pagar pela importante iguaria. Em Dakar, no Senegal, está em execução a construção do Baobab Hotéis, dois prédios que terão nessa nutriente frutinha seu cartão postal.

Esses mistérios – e incentivos – do baobab também são seguidos de preocupação. Desde o início deste século XXI, misteriosamente inúmeros espécimes da planta gigante começaram a morrer.

A estranha morte do baobab

Os cientistas acreditam ser pouco provável que as causas sejam doenças ou pragas, pois nada nesse sentido foi encontrado. A mais provável causa, segundo um grupo de cientistas, é que a gigante árvore seja uma das primeiras a sentir as consequências do aquecimento global.

A morte seria por desidratação. O curioso é que essa mortandade não acontece no Norte africano, onde estão as regiões mais quentes, mas, na África Austral, mais ao Sul, onde estão países como África do Sul, Madagascar e Moçambique, entre outros.

Vítima do aquecimento global?

Para o bem do planeta e da saúde de muita gente que já adotou a Adansonia digitata, nome latino da planta, com seu maravilhoso baobab, espera-se que a gigante africana sobreviva.

Ela depende muito da água. Cálculos indicam que ela armazena algo como 120 mil litros de água para suportar as secas africanas. Para membros de tribos africanas, são os deuses que produzem a morte das plantas.

Os cientistas ainda não identificaram a causa, mas fizeram uma descoberta: antes de morrer, elas estão mesmo desidratadas. O maravilhoso baobab, com toda sua força em nutrientes, seria a primeira vítima identificada do aquecimento global?

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Redação Tudo Ela

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