Maternidade

Bebê engasgado: o que fazer? Como ajudar? Saiba tudo aqui!

Ver o bebê engasgado é certamente um dos maiores medos da maioria das famílias que tem pequeninos em casa.

E infelizmente a gente sabe que isso é comum e pode acontecer toda hora! O bebê engasgado pode te deixar apavorada e sem atitude, e isso não é bom. Você precisa saber o que fazer para conseguir manter a calma e ajudar.

Por isso é importante estar bem informada, entender por que acontece e o que fazer para ajudar.

Por que o bebe engasga?

Bebês muito novinhos ainda estão se adaptando com a vida fora do útero. Toda sua interação com o mundo aqui fora é algo completamente novo e que precisa ser aprendido.

Até coisas simples como respirar precisam ser aprendidas. Lembra que dentro do útero o bebê vive e se desenvolve no líquido amniótico, ou seja, literalmente na água.

Embora sejam movimentos instintivos, o corpo do bebê precisa se adaptar a eles e essa não é uma tarefa fácil.



A tarefa dos pais ou cuidadores também não é nada simples, pois esse serzinho é muito demandante e todos ao seu redor precisam de muita tranquilidade e paciência.

Nas primeiras semanas de vida, é muito comum o bebê engasgado com o leite enquanto mama ou até mesmo com o ar. E você precisa observar para ter certeza da gravidade do engasgo.

Quando o bebê engasgado não é mais tão novinho, os motivos podem ser outros e as vezes até mais perigosos. Objetos deixados ao alcance de um bebê que está conhecendo o mundo são frequentemente levados à boca e daí para o engasgo é um pulo.

É muito importante que todos os objetos pequenos sejam retirados do alcance do bebê e que, em nenhuma hipótese, o bebê seja deixado sozinho sem supervisão.

Tenha especial cuidado com moedas! Elas brilham, fazem barulhinho, chamam a atenção e entopem a traqueia do bebê!

Na maioria das vezes o bebê desengasga sozinho, depois de uma tossidinha que ajeita as coisas nos canais corretos.

Mas, e se depois de dar essa tossidinha o bebê engasgado continuar engasgado?

Como ajudar o bebê engasgado?

Antes de mais nada, certifique-se que ele está conseguindo respirar. Se ele estiver respirando bem, deixe-o tossir tanto quanto seja necessário para desengasgar.

Jamais tente usar as mãos ou outro objeto para retirar o que esteja deixando o bebê engasgado – isso raramente funciona, mas pode trazer consequências desastrosas, pois pode empurrar o que está engasgando o bebê mais para o fundo da garganta e dificultar sua saída.

Se você reparar que mesmo depois de tossir o bebê ainda está engasgado ou se perceber que ele não está respirando direito, você deve agir rápido.

Ligue para o corpo de bombeiros discando 193 e, enquanto aguarda, inicie o seguinte procedimento:

  • Sente e coloque o bebê de barriga para baixo apoiado no seu antebraço, com a cabeça um pouco mais baixa que o corpo e apoiada na sua mão. O seu antebraço deve estar apoiado na sua coxa;
  • Use seus dedos médio e indicador para manter a boca do bebê engasgado aberta;
  • Com a outra mão em formato de concha, bata cinco vezes nas costas da criança, entre as omoplatas. Claro que você deve bater com firmeza, mas jamais com força;
  • De frente para você, coloque o bebê deitado de costas sobre o outro antebraço, que também deverá estar apoiado sobre a sua coxa. Usando dois dedos, faça cinco compressões na região central do peito, entre os mamilos. Tome muito cuidado para não exagerar na força;
  • Levante o bebê e observe se ele já voltou a respirar normalmente. Se o bebê continuar engasgado, esse procedimento deve ser repetido mais três vezes.

O que fazer para evitar que o bebê engasgue?

Sem dúvida, a melhor forma de evitar toda essa agonia é tomando alguns cuidados para o bebê não engasgar. Vamos te dar algumas dicas importantes:

  • Sempre alimente o bebê quando ele estiver sentado. Não ofereça alimentos quando o bebê estiver deitado;
  • Na hora de amamentar, a mãe deve estar preferencialmente sentada com o bebê apoiado em um dos braços ou ainda com o bebê sentado, apoiado no corpo da mãe;
  • Não deixe que o bebê segure a mamadeira sozinho, muito menos deixe a mamadeira com ele num cômodo sem supervisão;
  • Espere o bebê arrotar depois de mamar para só depois colocá-lo deitado. Se ele não arrotar, espere alguns minutos;
  • A melhor forma de colocar o bebê para dormir é de barriga para cima;
  • Evite deixar objetos pequenos ao alcance de crianças pequenas. Elas colocam tudo na boca e o risco de engasgar é muito grande. Tome um cuidado especial com moedas, como já mencionamos;
  • Jamais deixe o bebê sem supervisão de um adulto responsável. Bebês não têm discernimento nem maturidade para identificar o perigo e infelizmente acidentes nessa fase podem ser fatais.

Seu bebê engasga com muita frequência?

Seu bebê vive engasgado? Ele é um bebê que engasga com muito mais frequência do que outro bebê que você conheça? Isso pode ser um sinal de alerta.

Alguns problemas neurológicos atrapalham as funções mais instintivas dos bebês e entre elas está a deglutição.

Se você vê com frequência o seu bebê engasgado, não custa procurar um neuropediatra e relatar a sua preocupação.

Exames podem te tranquilizar ou te indicar um caminho a seguir de modo a proporcionar segurança e tratamento adequados para o seu bebê.

Na dúvida, sempre vale a pena procurar um profissional de confiança.

Conclusão

Ter um bebê engasgado por perto pode ser assustador ou até desesperador, mas o fato é que esse bebê precisa de ajuda rápida e se você não conseguir manter a calma não será capaz de tomar as providências necessárias.

A informação é sua maior arma para lidar com qualquer situação, por isso, busque informação, se aprofunde tanto quanto possível nos assuntos que cercam o seu dia a dia.

A maternidade não é nada fácil, especialmente nos dias de hoje onde tanto se cobra das mães, tanto se exige, mas tão pouco se oferece. Apenas respire fundo e lembre-se que você é a melhor mãe para o seu bebê.

E se acontecer um episódio de bebê engasgado, não se apavore! Siga nossas orientações – não esquecendo que pedir ajuda aos bombeiros é a primeira delas – e resolva o problema com tranquilidade.

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