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Bronquite: cuidados, sintomas e tratamentos

Bronquite. Talvez a imagem que esteja mais associada a doença seja a do cidadão judiado por uma tosse insistente, de dias, que cada vez mais cobra de sua disposição física, de seus pulmões, da garganta e, de repente, para terror total de quem presencia e principalmente para quem expele, sai gotículas ou jorro medonho de cor enervantemente viva, impactante, intimidadora: vermelho… sangue.

E essa possibilidade, esse agravamento tão conhecido que a bronquite pode causar, é motivo de muito receio, cautela, quando somos acometidos por tosse aparentemente invencível, principalmente as mães com os seus filhuscos.

Não sem razão, afinal, sangue na tosse é sinal de que seus pulmões, órgãos vitais, estão em estado crítico e se algo não for feito logo o risco de óbito se agiganta.

Mas o que é exatamente bronquite?

O que causa essa doença? Quais são os sintomas clássicos que servem para despertar o alerta? O que é preciso fazer para se prevenir contra esse mal que prejudica tanto a qualidade de vida das pessoas? Qual é o caminho do processo de cura: é por via medicamentosa, conservadora, cirúrgica, agressiva?

Tire todas essas dúvidas sobre bronquite no texto abaixo.

Confira!

Explicando a bronquite

O termo bronquite vem de brônquios, importantes estruturas responsáveis por levar o ar que aspiramos para os pulmões. A doença se insere no nosso organismo por meio de vírus ou em decorrência de infecção bacteriana.

O vírus ou estado infeccioso avança quando os pequenos cílios que revestem o interior dos brônquios param de eliminar o muco presente nas vias respiratórias.

O congestionamento provocado pelo acúmulo de secreção gera o efeito de inflamar e contrair de forma permanente os brônquios. Isso resulta em dificuldade para respirar, congestiona o pulmão, o que ocasiona constantemente as tosses com catarro.

Existem dois tipos de bronquites, uma de caráter pontual, de relativa curta duração, e outra mais longa, que pode se estender por anos e derivar do primeiro tipo de bronquite.

Os tipos são:

  • Bronquite aguda;
  • Bronquite crônica.

Vamos explicar a diferença de cada uma em tópicos a parte.

Sobre a bronquite aguda

Essa variação da bronquite, também chamada de resfriado torácico, é a de natureza pontual, que pode durar de uma semana a 10 dias quando submetida a tratamento adequado.

Além de vírus e processos infecciosos, as crises também podem ser desencadeadas com o contato de poluentes naturais, como ácaros, tintas, poeira, inseticidas.

Mas o grande vilão, a substância que deve ser evitada a todo custo, é a nicotina, o tabaco. O hábito de fumar é um dos principais responsável pelo agravamento da enfermidade.

Os grupos mais vulneráveis a moléstia em questão são as crianças e idosos, por terem imunidade baixa a vírus e bactérias, e pessoas alérgicas a substâncias irritantes, como pólen, ácaro, fumaça e poeira doméstica.

Apesar da cura da bronquite aguda se dar entre uma semana e dez dias, uma tosse seca e constante pode se estender por vários meses.

Sobre a bronquite crônica

É considerada como um estágio mais avançado, deteriorado da bronquite aguda.

Mas a sua principal ocorrência não se dá por via de extensão da falta de cuidado do quadro mais brando, mas em razão da inalação da fumaça do cigarro, seja de forma ativa ou passiva. Tanto que por ser mais comum entre o público fumante recebeu a alcunha de “tosse dos fumantes”.

Outra forma do desenvolvimento da enfermidade é por meio de processo alérgico, popularmente conhecido como bronquite asmática.

Uma das complicações da bronquite crônica é a condição de favorecer o advento de outras infecções respiratórias, dentre elas, a de maior ameaça, a pneumonia.

A bronquite crônica, diferente da aguda, é de duração extensa depois de iniciado o tratamento: persiste por meses ou até mesmo anos.

Os grupos mais vulneráveis à enfermidade, além dos fumantes, são indivíduos portadores de asma e de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).

A chance de recuperação de pessoas com bronquite crônica avançada são muito baixas, por isso, é importante que o diagnóstico seja feito de forma precoce, no estágio inicial da moléstia.

Sintomas de bronquite

Diagnosticar bronquite logo nos primeiros dias de infecção é uma tarefa normalmente complicada, porque os sintomas iniciais são parecidos com as de uma gripe comum:

  • Tosse com presença de muco;
  • Ronco ou chiado no peito.

Mas conforme o progredir da enfermidade, sintomas mais distintos começam a surgir, apontando que o caso talvez seja mais grave do que uma forte gripe:

  • Fadiga;
  • Dificuldade para respirar;
  • Falta de ar;
  • Desconforto no peito;
  • Febre e calafrios.

Se a infecção tratar-se de uma bronquite crônica, os sintomas são ainda mais distintos e notáveis:

  • Inchaço nas pernas, tornozelos e pés;
  • Alta incidência de infecções respiratórias, como gripe e resfriados;
  • Lábios roxos.

O diagnóstico de bronquite

Na consulta ao médico, ele vai querer saber sobre o seu histórico de alergia na família, quando surgiram os principais sintomas e solicitará uma bateria de exames.

Esses exames consistem em:

Tratando da bronquite

Ao ser diagnosticada pelo profissional da saúde, o tratamento será determinado por sua natureza, se aguda ou crônica.

Sendo aguda, o procedimento mais usual é a prescrição de aspirinas ou paracetamol para cuidar da febre, se for o caso de pacientes adultos. Além disso, é também recomendado o consumo de bastante líquidos e repouso.

Medicamentos como antibióticos serão receitados se houver uma infecção bacteriana, mas como a bronquite aguda ocorre por meio de vírus, resistente aos medicamentos, não é comum recorrer a esses tipos de fármacos.

Nos casos de bronquite crônica, medicamentos podem ser necessários, especialmente se estiver acompanhada de uma DPOC, pois a principal necessidade será o de abrir as vias aéreas para eliminar o muco.

Esses remédios são inalados (broncodilatadores) ou ingeridos por comprimidos (esteroides).

Considerações finais

Bronquite é a inflamação e contração dos brônquios, importantes estruturas responsáveis por levar o ar até os pulmões. Pode ser contraída por meio de vírus ou infecções bacterianas.

Existem dois tipos de bronquites: aguda e crônica. A primeira tem maior incidência em crianças, idosos e pessoas alérgicas a poluentes naturais e químicos. A segunda é comum em fumantes, portadores de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e de asma.

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