Maternidade

Cama compartilhada: entenda como funciona esse método

Compartilhar a cama com os filhos para dormir é uma prática que divide opiniões. Há quem defenda e pratique e há quem não aconselhe. A grande questão é: a cama compartilhada é o mais adequado para você e sua família?

Neste artigo você vai saber mais sobre este método, as indicações de segurança e também poderá tirar suas dúvidas.

Como funciona a cama compartilhada?

O método da cama compartilhada é simples: o bebê, a mãe e o pai compartilham a mesma cama.

Pode ser que os pais escolham compartilhar a cama apenas durante as primeiras semanas, porém, existem pessoas que optam por tornar esse método uma rotina até que a criança esteja pronta para dormir na sua própria cama.

No entanto, existem recomendações de segurança, para garantir que essa prática seja segura para o bebê, principalmente o recém-nascido.

Por que fazer cama compartilhada?

O principal motivo para a escolha da cama compartilhada é a praticidade. Nas primeiras semanas da vida do bebê, ele demanda muita atenção dos pais.

É um ritual trabalhoso a cada mamada: pegar o bebê, amamentar ou dar de mamar, trocar a fralda, pôr para arrotar e, finalmente, colocar o bebê para dormir novamente.

Sem contar a preocupação com o bebê, que faz com que os pais levantem para checar seu bem-estar durante o sono.

Com a cama compartilhada, esse ritual se torna um pouco menos trabalhoso e para a mãe que está no puerpério, é uma grande vantagem.

Leia mais sobre o puerpério: 13 coisas que não te contaram sobre o puerpério.

Atender as necessidades do bebê prontamente é essencial:

A maior praticidade faz com que as necessidades do bebê sejam atendidas mais prontamente.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, ao evitar de deixar o bebê chorar muito antes de atendê-lo não o torna mimado, até porque um recém-nascido não possui maturidade psicológica e física para se tornar um manipulador.

Na verdade, o choro é a única maneira que o bebê conhece para se comunicar. Ignorar essa tentativa desesperada por comunicação que, geralmente, quer chamar a atenção para uma necessidade básica como alimentação, sono, dor, etc, pode fazer com que a criança sinta muita insegurança e, assim, chore cada vez mais.

Segundo a neurocientista Andréia C. K. Mortensen, quando o bebê é atendido rapidamente, o choro diminui a longo prazo, porque, basicamente, ele não sentirá necessidade de fazer muito barulho, porque está acostumado a ser acolhido e ter suas necessidades atendidas.

Então, temos mais uma vantagem para a cama compartilhada, porque com esse método a mãe consegue perceber mais rapidamente que o bebê está com fome, precisa que a fralda seja trocada ou sinta algum outro incômodo.

Conheça mais sobre a teoria da extero gestação e saiba como acalmar seu bebê.

Mas e o risco da mãe acabar dormindo sobre o bebê?

Essa é uma das principais dúvidas dos pais e um dos pontos mais polêmicos dessa prática.

Segundo especialistas, a mãe que amamenta seu filho possui o sono mais leve, acordando com qualquer sinal do bebê, mesmo estando cansada.

Mas como isso é possível? Por conta da produção hormonal que a mãe que amamenta produz, ela se torna instintivamente mais sensível.

Por isso, a cama compartilhada é muito mais difundida e também mais segura quando é praticada por mulheres que amamentam seus filhos.

Existem outras regras de segurança em relação ao compartilhamento de cama. Veja:

Como é a segurança da criança na cama compartilhada?

Segundo a Attachment Parenting International, existem várias medidas de segurança para o sono do bebê, com ou sem sono compartilhado.

Aqui estão, em síntese as dicas oferecidas pela API para o sono de todos os bebês:

  • o bebê deve dormir de barriga para cima: essa é a posição mais segura para evitar o pior, porque ela garante a mobilidade da cabeça, garantindo que ele possa respirar com mais facilidade;
  • o colchão deve ser firme: uma superfície uniforme evita o risco de sufocamento;
  • cuidado com os acessórios: nada de cobertores, bichos de pelúcia ou outros acessórios que possibilitem o sufocamento da criança;
  • temperatura agradável: para evitar que o bebê se superaqueça, procure manter a temperatura entre 16 e 18ºC;
  • circulação de ar: utilize algum aparelho para circular o ar, pois é necessário que o quarto esteja arejado;
  • preste atenção ao local onde seu bebê dorme durante o dia também: não é recomendável deixar o bebê dormindo sozinho na cama dos pais, no bebê conforto ou no carrinho;

Dicas de segurança para cama compartilhada:

  • amamentação é essencial: como já dissemos acima, a mãe que amamenta possui um sono mais leve e consegue ficar mais atenta ao estado do bebê durante a noite;
  • deixe o bebê próximo à mãe: é melhor porque o pai geralmente terá um sono mais pesado;
  • adapte sua cama: você pode utilizar telas de proteção para evitar que o bebê caia da cama e também deve evitar qualquer espaço vago entre a cama e a parede (use toalhas para preencher os vãos ou afaste a cama da parede);
  • apenas os pais deve dormir com o bebê: qualquer outra pessoa, até mesmo irmãos mais velhos não devem dormir com o bebê na mesma cama;
  • durma apenas na cama com o bebê: evite cair com sono na poltrona de amamentação, sofá ou qualquer outro lugar que não ofereça segurança;
  • animais de estimação: não podem dormir na mesma cama.

Existem contra-indicações para a cama compartilhada?

Sim, existem alguns casos em que o sono compartilhado não é indicado, pois a segurança e a saúde do bebê ficam prejudicadas. Confira:

No caso de pais usuários de drogas, como álcool e cigarro, por exemplo, porque pode alterar o sono e a percepção dos pais em relação ao bem estar da criança. E, na verdade, esse não é um comportamento indicado para nenhum cuidador que estiver responsável por uma criança, certo?

Quando os pais são muito obesos também não é indicado o compartilhamento de sono, porque as chances de ocorrerem acidentes são maiores.

Bebês prematuros, abaixo do peso ideal ou com febre alta também não devem compartilhar a cama com os pais.

A intimidade do casal fica comprometida?

Muitos pais possuem essa dúvida. Nada mais justo, afinal, se é na cama que ocorrem os momentos mais íntimos entre eles.

No entanto, o que ocorre com a maioria dos casais que têm filhos, é a necessidade de recorrer a maneiras mais criativas de manter suas relações.

É o momento de criar novas fantasias! Que tal aproveitar locais inusitados da casa, como a cozinha, o banheiro e a sala? Também é possível, depois que a criança esteja mais independente, viajar para aproveitar um momento a sós em um lugar paradisíaco, ou passar a noite em algum lugar confortável na mesma cidade mesmo.

Veja também: 10 dicas de sexo para casais com filhos.

Como tirar o filho da cama dos pais?

Essa é outra grande insegurança dos pais em relação à cama compartilhada: e se meu filho não se acostumar a dormir na sua cama?

Primeiro é preciso entender que alguns pais praticam o compartilhamento do sono apenas durante as primeiras semanas, voltando a utilizar o berço quando o bebê começa a dormir a noite toda, por volta dos 6 meses de vida.

Mas como tudo na vida, isso pode variar, pois algumas crianças demoram mais para conseguir dormir durante toda a noite, sobretudo quando os dentes começam a nascer ou quando se inicia a introdução de alimentos da dieta do bebê.

Outra coisa que pode ocorrer é que a adaptação do bebê ao berço demore algumas semanas. Ou pode ser que demore mais tempo.

Apenas uma coisa é certa: seu filho vai se sentir seguro para dormir em sua própria cama uma hora ou outra.

E isso ocorrerá bem antes que ele se torne um adulto, acredite!

Como saber se a cama compartilhada é para mim?

Se você ainda não tem certeza se a cama compartilhada é o ideal para você, procure analisar cada um dos prós e contras desse método.

Você amamenta ou pretende amamentar seu filho? Está preparada para ter que dividir sua cama com seu bebê por alguns anos, caso isso seja necessário?

Segundo o que o pediatra Dr. Daniel Becker explica no vídeo a seguir, é preciso levar em consideração o estilo da família, porque a cama compartilhada pode ser muito bom para alguns pais e simplesmente não funcionar para outros. Alguns bebês se mexem muito à noite, o que pode atrapalhar o sono dos pais.

Ele explica ainda que, se os pais se sentem confortáveis para dormir com a criança na cama, eles podem adotar o método, mas se eles têm medo da ameaça da chamada Morte Súbita que pode ocorrer com os bebês, existem outras opções de compartilhamento.

Vejam mais sobre outras opções de compartilhamento:

Quais são as alternativas à cama compartilhada?

Além da opção de deixar que o bebê durma em seu próprio quarto, há outras opções à cama compartilhada que funcionam como um meio termo, garantindo um espaço exclusivo para o sono do bebê, mesmo que ele esteja próximo dos pais:

Berço Acoplado:

Essa é a alternativa apresentada pelo Dr. Becker no vídeo que mostramos nesse artigo.

O berço acoplado é um berço produzido exclusivamente para ficar preso à cama dos pais, impedindo que haja qualquer vão que possa causar algum acidente.

Ele possui três lados protegidos por grades e um dos lados é preso à cama do casal e permite que não seja necessário levantar para pegar o bebê durante a amamentação noturna.

Quarto compartilhado:

Essa é uma das opções mais popularizadas entre os pais, e é muito simples: colocar o berço do bebê no quarto dos pais.

Mesmo que ainda seja necessário levantar para pegar o bebê à noite, essa pode ser uma ótima opção para os pais que não se sentem seguros em dividir a cama com o recém-nascido, mas também não querem deixá-lo tão longe.

Ainda possui dúvidas? Veja este vídeo no canal do Paizinho Vírgula sobre os mitos da cama compartilhada.

 

As orientações deste artigo são baseada em pesquisas e também na opinião de especialistas, mas é sempre importante lembrar que nenhum método é perfeito para todas as pessoas, por isso mesmo depois de se informar sobre o assunto a decisão de aderir ou não a esse método cabe aos pais.

Que tal alguns conselhos para o pós-parto? Leia este artigo com conselhos para mães de primeira viagem!

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