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Câncer de pele: causas, sintomas, tratamento e prevenção

Câncer de pele

Só de ouvir o nome já assusta, não é mesmo? Hoje em dia, o fantasma do câncer de pele assombra a vida de muitas pessoas e, infelizmente, este número só cresce. Atualmente, este tipo de câncer atinge o total corresponde 33% dos diagnósticos de câncer no país.

No entanto, conhecer um pouco mais sobre a doença pode ser fundamental para prevenir e saber lidar com os riscos, bem como para perceber eventual sintoma.

O que é o câncer de pele?

O câncer de pele é um tumor gerado do crescimento anormal e sem controle das células que compõem o tecido da pele.

Não se sabe ao certo qual a razão exata para esta anormalidade. No entanto, já se sabe que alguns fatores, como exposição excessiva e desprotegida ao sol, podem desencadear o fenômeno.

Como a pele humana é um órgão complexo, é formada por diversos tipos de células. A anormalidade de qualquer uma delas pode gerar o tumor. Em decorrência disto, existem diferentes tipos de câncer de pele, a depender da célula originária.

Tipos de câncer de pele

As formas mais comuns de câncer de pele podem ser divididas em dois grupos: melanoma a não melanoma. Este último, por sua vez, divide-se em “carcinoma basocelular” e “carcinoma espinocelular”.

Não melanoma carcinoma basocelular

Dentre os dois tipos de câncer de pele “não melanoma”, o carcinoma basocelular (CBC) é o mais frequente e, felizmente, o menos agressivo. Estima-se que em torno de 70% a 80% dos cânceres de pele não melanoma diagnosticados sejam CBC.

Este câncer é desenvolvido a partir das chamadas células basais da pele. Sua multiplicação desordenada forma o tumor.

Como característica, este tumor costuma ter um desenvolvimento muito lento, e muito raramente atinge outros tecidos do corpo. Logo, não é comum ocorrer a conhecida metástase a partir deste tipo de câncer.

O CBC aparece mais frequentemente nas regiões do corpo que sofrem maiores exposição ao sol, como pescoço e rosto, sendo que em torno de 70% dos casos ocorrem no nariz.

Com seu desenvolvimento mais lento, as chances de cura são maiores. Assim, quando o diagnóstico é feito cedo, é comum haver sucesso com a retirada do tumor.

Não melanoma carcinoma espinocelular

Sendo menos frequente que o CBC, o carcinoma espinocelular (CEC) aparece em 20% dos casos de câncer não melanoma.

O CEC é formado a partir das anormalidades das células epiteliais e das células do tegumento (presentes em todas as camadas da pele e nas mucosas).

Seu desenvolvimento é um pouco mais rápido e agressivo, e a demora no diagnóstico pode acarretar em metástase, ou seja, em expansão do tumor para outros tecidos do corpo. Logo, uma visita rápida ao especialista pode ser crucial quando os sintomas forem notados.

Assim como o CBC, o CEC é frequente nas partes do corpo que mais sofrem exposição solar, como couro cabeludo e orelhas, por exemplo. Pode ocorrer em peles de todas as etnias, e é mais comum aparecer nas pessoas a partir dos 60 anos de idade.

Melanoma

O melanoma cutâneo é o mais temido, pois é o mais perigoso dentre os cânceres de pele.

É formado a partir das células da pele que produzem pigmento, denominadas melanócitos. Pode ocorrer em diversas partes do corpo, como as partes da pele que mais se expõem ao sol, olhos, mucosas, órgãos genitais e trato gastrointestinal.

Ele age rapidamente e pode invadir qualquer outro órgão do corpo, inclusive os mais sensíveis, como cérebro e coração, e se espalha com bastante facilidade. Dessa forma, é visto com alta chance de ser letal.

Por outro lado, este tipo de câncer é o menos comum dentre os tumores que atingem a pele.

Quais os principais sintomas?

Como regra geral, os sintomas do câncer de pele são alterações visíveis na própria pele, como uma mancha, sinal de dano ou alterações em pintas.

No entanto, embora parecidos, cada um dos tipos de tumor tem sintomas próprios.

O CBC costuma aparecer como um nódulo na pele, que costuma ter uma aparência perolada, puxando para tons rosados ou bege. Tem facilidade em sangrar e aparenta uma ferida que não cicatriza.

O CEC, por sua vez, pode aparecer como uma mancha, mas também como nódulo. Normalmente possui uma alteração da pigmentação natural da pele, que costuma ficar mais avermelhada. Pode apresentar um pequeno enrugamento no local, descamação e, possivelmente, pode haver uma secreção líquida.

O melanoma costuma se apresentar por uma mudança em alguma mancha ou pinta já existente na pele, ou pode acarretar no desenvolvimento de novas manchas e pintas, normalmente bem pigmentadas e com aparência fora do comum. Ainda, mesmo que não aparentem mudanças visíveis, as manchas ou pintas podem passar a apresentar coceira frequente e sangramento quando há um tumor em desenvolvimento.

Estas são apenas algumas características, não servindo como regras rígidas e únicas de aparecimento de sintomas. Assim, qualquer sensação ou alteração suspeita na pele deve ser motivo de investigação adequada com um médico especialista.

Tem cura?

A boa notícia é que o câncer de pele tem alta chance de cura, a depender do tipo e, principalmente, do diagnóstico precoce.

Portanto, qualquer alteração que seja notada na pele e que não seja comum, deve ser motivo para procurar um médico a fim de eliminar qualquer suspeita, ou para começar um rápido tratamento caso seja identificado um tipo de câncer.

Saiba mais: Câncer de pele tem cura? Veja as possibilidades

Quais os tratamentos?

O tratamento mais comum e, também, o mais efetivo para o câncer de pele é a cirurgia para a remoção do tumor.

Caso, por alguma razão específica, a cirurgia não seja indicada, o médico pode indicar outras formas para erradicação do tumor. Em outros casos, mais de uma forma de tratamento podem ser indicadas em conjunto para potencializar as chances de êxito.

Como prevenir?

A exposição solar é um dos fatores que mais causam câncer de pele. Assim, evitar ficar no sol sem proteção é um ponto bastante positivo para a proteção deste tipo de tumor.

O protetor solar é um excelente aliado. Deve-se criar o hábito de utilizar protetor solar diariamente, com fator de proteção mínimo de 30. Ainda, é importante reaplicar o produto ao longo do dia.

Leia também: Conheça os 5 melhores protetores solares para pele oleosa

Ainda, mesmo com protetor, busque evitar o sol durante o período das 10h às 16h, quando a radiação é mais forte.

Para melhorar e proteger mais, utilizar chapéus e camisetas que cubram mais o corpo também ajudam a esconder a pele dos raios solares.

Além da proteção solar, é importante conhecer a sua pele, e ser íntimo de manchas, pintas e marcas. Assim, qualquer alteração poderá ser notada.

Visitar o médico com frequência também é importante. O acompanhamento de pintas e manchinhas por dermatologistas pode ser crucial para prevenção e eventual diagnóstico precoce.

Ufa! Quanto informação, né?

Com tudo isso, é hora de começar a intensificar a proteção da pele, para evitar o aparecimento de tumores. Ainda, caso qualquer alteração seja notada, não hesite em procurar um médico pra certificar-se sobre a origem da alteração e seus riscos.

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