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Câncer de tireoide tem grandes chances de cura; saiba mais

O câncer de tireoide é muito comum em mulheres e, também, o mais frequente na área da cabeça e pescoço.

Ele afeta uma das glândulas mais importantes em nosso corpo, responsável pelo controle da produção de hormônios. Estes, por sua vez, atuam no funcionamento de órgãos como rins, intestinos, coração – e no caso das mulheres, regula o ciclo menstrual.

Tudo isso em uma glândula pequena, com somente 25 gramas de peso e localizada entre a laringe e a faringe.

Tipos

Existem basicamente quatro tipos de tumores na tireoide:

1. Papilífero – o menos agressivo; corresponde a cerca de 80-85% dos casos de câncer na glândula.
2. Folicular – também apresenta baixa agressividade; responde por aproximadamente 15% dos carcinomas.
3. Medular – é um tipo um pouco mais agressivo, sendo responsável por 3-5% dos casos da doença.
4. Anaplásico – é uma forma mais rara de câncer na tireoide, e bem agressiva, acometendo geralmente idosos com mais de 70 anos. Representa em média 1% dos tumores malignos de tireoide e tende a ser fatal.

Como prevenir?

Infelizmente, não há como prevenir o câncer de tireoide. O mais importante é manter os exames e consultas em dia para que o diagnóstico, se for o caso, seja feito de maneira precoce. O índice de cura é alto: aproximadamente 97% dos pacientes ficam livres do problema.



No entanto, há fatores de risco. E o mais conhecido é a exposição à radiação. Pessoas que trabalham com ela ou que são submetidas frequentemente a exames com muitas substâncias radiativas precisam ficar mais atentas, redobrar os cuidados.

Quais os sintomas que podem indicar tumor maligno na tireoide?

O sinal principal é o surgimento de nódulo indolor na área da tireoide. Tanto é que faz parte do exame clínico de rotina apalpar a região em busca de possíveis alterações.

Mas é com uma ultrassonografia que é confirmada a presença do nódulo. A boa notícia é que os aparelhos hoje estão cada vez melhores, detectando o problema cada vez mais cedo, além de informar a quantidade de tumores e o aspecto deles – se é sólido, por exemplo.

Porém, mesmo que seja encontrado um nódulo, isso não significa que ele é necessariamente um câncer de tireoide. Em alguns casos, é preciso passar por uma biópsia para confirmar se o “caroço” é benigno ou maligno.

Basta uma agulha fina e aspiração do conteúdo dele para ter o resultado. É a chamada punção aspirativa. O material colhido por meio dela é enviado ao laboratório para ser avaliado por um patologista.

A indicação de uma punção ou biópsia depende das características clínicas e da ultrassonografia. Nem sempre ela é feita.

Tratamento

Confirmado o câncer, o tratamento normalmente envolve três fases: retirada da glândula (tireoidectomia); a remoção de células de tireoide que sobraram depois do procedimento; e terapia hormonal supressiva.

Como a radioterapia externa não funciona no câncer de tireoide, o paciente precisa ingerir iodo radioativo para destruir as células remanescentes. É o que os médicos chamam de ablação. Ela é necessária porque o local é muito delicado, dificultando a retirada completa da glândula.

Um detalhe: a tireoide precisa de iodo para funcionar. Esta técnica faz com que a pessoa passe cerca de 20/30 dias sem receber a substância que, quando chega, é radioativa. Assim, as células restantes passam a se alimentar deste iodo que irá destruí-las.

É claro que cada caso é um caso. E apenas os médicos podem determinar os caminhos para o tratamento do câncer de tireoide ou qualquer outra doença.

Mantenha seu acompanhamento médico em dia; tire todas as suas dúvidas e viva melhor! Espero que o post de hoje possa ajudar de alguma forma.

Saúde!

Até breve…

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Sobre o autor

Fatima

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