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Câncer vaginal: conheça os sintomas, tratamentos e principais causas

Câncer-vaginal

Anualmente milhares de mulheres no mundo todo são surpreendidas com o diagnóstico de câncer vaginal e outras centenas de milhares buscam informações sobre esta doença que ainda causa tanto temor e preocupações. Buscar informação qualificada é o primeiro passo para desmistificar esta doença, encontrar tratamento e saber como se prevenir.

Reunimos neste texto as informações mais atuais sobre o que é o câncer vaginal, quais são suas principais causas, os sintomas mais frequentes e as formas de tratamento. Se você está passando por esta situação saiba que esta doença, quando tratada adequadamente, possui grande chance de cura e existem várias instituições públicas e privadas que poderão te ajudar a alcançar esta vitória.

Tipos de câncer vaginal

Também conhecidos como cancro vaginal ou câncer vaginal são as denominações utilizadas para os vários tipos de câncer que podem ocorrer nos tecidos internos ou externos da vagina.

O que normalmente é chamado apenas de câncer vaginal não se refere apenas a um único tipo de câncer, mas de vários tipos que podem atingir a região da vagina. Os quatro tipos mais comuns são os carcinomas de células escamosas, os sarcomas, os melanomas e os adenocarcinomas.

Dentre eles, o tipo mais comum é o câncer carcinoma de células escamosas. Segundo a Sociedade Norte Americana de Câncer este tipo é responsável por cerca de 90% dos casos de tumores que atingem a região vaginal. Ele começa atingindo células que revestem o tecido externo da parte superior da vagina e pode atingir também a parte interna. Apesar de ter um crescimento lento, este tipo de câncer deve ser tratado com certa urgência pois poderá se espalhar para outros órgãos.

O sarcoma é um tipo de câncer que frequentemente atinge células do tecido conjuntivo, dos músculos e dos ossos. Sua frequência na vagina ocorre em apenas 3% dos casos, porém quando isto acontece ele atinge a parede profunda da vagina. Existem algumas subdivisões de tipos deste câncer que podem ocorrer desde crianças e até em mulheres mais maduras.

Os melanomas são um tipo de câncer que geralmente ocorrem em áreas do corpo que ficam muito expostas ao sol. Isto acontece porque ele afeta as células responsáveis pela cor da pele. Apesar de serem pouco frequentes em órgãos internos, eles também podem correr na vagina. Quando isto ocorre ele pode atingir dentro ou fora da vagina.



Os tumores adenocarcinomas ocorrem com mais frequência em mulheres com mais de 50 anos mas também podem atingir pessoas mais jovens. Eles afetam principalmente as células glandulares podendo afetar diversos tipos de órgãos como estômago, pulmões, próstata, vagina, entre outros.

Os tipos de câncer vaginal mais comuns acontecem na região da vagina mas existem ainda alguns tipos raros que surgem em outros órgãos como o reto, bexiga ou útero e que posteriormente podem alcançar a vagina.

Principais causas do câncer vaginal

Segundo a Sociedade Brasileira de Cancerologia é possível reduzir muito o risco de se ter um câncer, de qualquer tipo, se a pessoa tiver a consciência que deve adotar hábitos saudáveis como não fumar, evitar o sedentarismo e a obesidade e fazer uso moderado de bebidas alcoólicas. Estatísticas demonstram que somente estas condições são responsáveis por cerca de 30% por cento de novos casos de câncer.

No caso do câncer vaginal os estudos ainda não conseguem apontar uma causa única e exclusiva para o seu surgimento e desenvolvimento. O que se pode verificar é que existem fatores de risco que podem contribuir para o surgimento deste tipo de tumor.

Além de questões ligadas ao comportamento (sedentarismo, fumo, álcool, etc.), questões ambientais e genéticas podem influenciar na possibilidade de ocorrência ou não desta doença. Quando falamos  questões ambientais estamos nos referindo a situações nas quais a pessoa está frequentemente exposta como lugares muito poluídos ou com a presença de produtos químicos. Questões como o histórico de câncer na família e a idade da mulher também podem serem considerados como fatores de riscos.

É importante frisar que os fatores de riscos apesar de aumentarem a chance de ocorrência não são uma determinação que a pessoa terá a doença. Existem muitas pessoas que possuem fatores de riscos e ainda assim nunca irão desenvolver qualquer tipo de tumor. Por isto, a importância da mulher procurar a orientação de um médico ginecologista.

O HPV (Vírus do Papiloma Humano) é um fator de risco pois um número expressivo de pacientes que possuem câncer vaginal também apresentam este tipo de vírus. Outra doença considerada fator de risco é o câncer de colo de útero, a presença deste tipo de tumor aumenta as chances do surgimento de câncer vaginal.

Mulheres que precisaram passar por radioterapia na região pélvica possuem uma pequena chance de desenvolver câncer na região da vagina. O HIV, além de ser responsável pela AIDS, também aumenta as chances de surgir este tipo de tumor.

Problemas na posição do útero também podem representar riscos. Em algumas, poucas, mulheres os ligamentos pélvicos que sustentam o útero podem sofrer um rompimento fazendo com que o útero se desloque para a região da vagina. Quando isto ocorre aumentam as chances de surgir um câncer vaginal.

Utilizar sempre preservativos durante as relações sexuais é outra recomendação importante para diminuir os riscos de se desenvolver esta doença.

O dia 27 de novembro é instituído como o dia nacional de combate ao câncer e ele serve para lembrar homens e mulheres da importância de se buscar uma vida equilibrada, alimentar-se de forma saudável e procurar um médico com regularidade.

Sintomas do câncer vaginal

As principais manifestações de sintomas que podem indicar a presença do câncer vaginal são dores durante o ato sexual, ardência ou sangramento na urina, corrimento, sangramento vaginal (hemorragia) e dor pélvica ou abdominal.

É importante salientar que estes sintomas também podem ser causados por outras doenças menos graves portanto, somente um médico ginecologista ou oncologista será capaz de te orientar sobre a real causa destes sintomas.

Diagnóstico do câncer vaginal

Através de uma consulta regular com o médico ginecologista é possível verificar a saúde da vagina e atestar se existem indicadores que levem a suspeita da presença do câncer.

Inicialmente, a observação a olho nu é o bastante para verificar lesões que possam existir em decorrência da doença. Ele também pode fazer uso de um aparelho, chamado de colposcópio, que é uma espécie de lente de aumento e ajuda identificar tecidos que precisarão passar por uma biopsia.

Somente a biopsia permitirá um diagnóstico preciso da lesão encontrada e determinar se existe algum tipo de câncer na região vaginal.

Formas de tratamentos para o câncer vaginal

A maneira que a doença deverá ser tratada dependerá da análise de questões como a idade da mulher, sua condição geral de saúde, o desejo de ter filhos e o estágio em que se encontra a doença.

Dependendo do estágio em que se encontra a doença poderão ser realizados diferentes tipos de tratamento. As formas mais comuns de tratamento consistem em radioterapia, quimioterapia e cirurgia. Quando é necessário a realização da cirurgia é possível que isto afete a vida sexual da mulher, mas algumas técnicas de reconstrução da vagina estão sendo desenvolvidas com a intenção de diminuir esta consequência.

Caso você esteja iniciando o tratamento é seu direito buscar uma segunda opinião se não estiver se sentindo confiante quanto as informações e o tratamento oferecidos. O importante é não demorar em buscar tratamento e não desistir de acreditar em uma vitória que é totalmente possível.

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Redação Tudo Ela

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