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Chá de ipeca: como e por que consumir? Benefícios e propriedades

O chá de ipeca, embora ainda não tão conhecido quanto o chá de mirra ou de outras plantas de características arbustivas, está aos poucos ganhando popularidade. A razão? O apelo cada vez maior que ele conquista entre os adeptos da chamada medicina alternativa.

Esse novo cenário se desenha a partir do conhecimento que vem sendo obtido em relação às suas propriedades medicinais nos últimos anos. Tais propriedades, em tese, podem proporcionar benefícios incríveis no que diz respeito à saúde e bem estar.

Sabendo disso, portanto, falaremos por aqui sobre isso e também a respeito dos riscos envolvidos no uso desse tipo de planta em determinadas circunstâncias. Siga conosco na leitura e descubra os pontos fundamentais relacionados à ipeca e seu chá.

O que é a ipeca?

Antes de qualquer outra coisa, precisamos falar a respeito da planta em si. Trata-se de um arbusto pertencente à família das Rubiáceas e que na verdade é chamada de “ipeca” por uma espécie de abreviação do seu nome original: ipecacuanha.

Conhecida cientificamente como Cephaelis ipecacuanha, ela também pode ter outros nomes dependendo da região do mundo. As opções incluem, por exemplo, denominações como cipó-emétrico, ipê-caa-coene, canela-da-menor, cagosanga e até ipecapoaie, pra citar alguns.

Um detalhe interessante é que seu nome popular ipeca vem da cultura indígena. Além disso, a planta é nativa das matas brasileiras, sendo hoje em dia cultivada também em solo indiano e malasiano.

Como se não bastasse isso, outro fato curioso é que ela também pode se apresentar em diferentes espécies. A mais comum e utilizada com propriedades medicinais, no entanto, é a Cephaelis ipecacuanha, que será o foco deste conteúdo.

Nessa versão, portanto, a raiz da planta pode chegar a 40 centímetros, sendo essa a parte mais utilizada para o preparo de receitas medicinais. A prova disso é que a versão mais comumente encontrada em lojas de produtos naturais consiste na raiz triturada e em pó.

Quais as suas propriedades?

Em relação às propriedades do chá de ipeca ou da própria planta, a lista inclui o poder expectorante e a amebicida. Isso sem contar que um dos princípios ativos são as saponinas e emetina, além de alcaloides, flavonoides e resinas.

Receita do chá de ipeca

Agora, falando do chá em si, a verdade é que existem diferentes versões do mesmo. Uma das mais comuns, no entanto, consiste em colocar a ipeca em um recipiente com água e levar diretamente ao fogo.

Após o ponto de fervura, conta-se 10 minutos e então a bebida é retirada do fogo e mantida tampada. Na sequência basta esperar mais dez minutos e, em seguida, coar.

O consumo nesses casos é de algo entre duas a três xícaras por dia. E a proporção de cada item na hora do preparo é duas colheres de sopa do pó da raiz de ipeca para um litro de água.

Vale destacar aqui, contudo, que em todos os casos, o consumo de chá de ipeca ou qualquer outra versão da planta só deve ser feito mediante recomendação médica. Isso porque a opinião de um profissional da saúde é fundamental nesse caso, assim como em outros onde há produto de caráter medicinal envolvido, seja ele natural ou não.

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Os benefícios do chá de ipeca

Conhecidas as propriedades e o preparo mais comum do chá de ipeca, é hora de entendermos como ele pode beneficiar quem o consome. Nesse caso, por exemplo, a primeira vantagem observada é em uma eventual desintoxicação em casos onde não há possibilidade de se realizar uma lavagem gástrica.

A lista de possibilidades, no entanto, inclui ainda situações relacionadas ao tratamento de disenteria, bronquite, coqueluche e até tosse aguda. Além disso, defensores da medicina alternativa defendem que a planta também pode oferecer benefícios a quadros mais complexos.

Os exemplos vão desde tratamento a doenças do aparelho respiratório até proteção contra problemas pulmonares e relacionados aos brônquios. Isso sem contar que pode contribuir no combate à febre e até na prevenção de cistos.

Mais uma vez, contudo, é de suma importância ressaltar que o seu uso doméstico é desaconselhado, salvo em casos onde há explícita recomendação médica. O motivo é que, a planta em si, independente de sua versão, é considerada tóxica na opinião de especialistas.

Diante disso, quem tem passe livre para lidar com a mesma em função das competências para tal é a indústria farmacêutica. Na prática, isso quer dizer que somente a versão industrializada da planta deve ser utilizada, mas mesmo nesses casos, somente com a devida recomendação médica.

Para se ter uma ideia dos riscos envolvidos no uso indevido, estima-se que apenas 2g de raiz de ipeca possa causar superdosagem. O resultado disso é uma série de efeitos colaterais, podendo incluir até mesmo eventuais alucinações.

Precauções e contraindicações do chá de ipeca

Além de tudo o que já foi dito em relação do chá de ipeca, a planta e os riscos envolvidos, há de ressaltar que o pó da ipeca também pode ser nocivo à pele. Isso porque ele pode causar dermatite de contato, sem contar a asma, que também é um risco em caso de contato frequente.

Outros efeitos colaterais do consumo do chá de ipeca

Considerando todos os aspectos já mencionados, portanto, em caso de superdosagem ou consumo indevido, é obrigatória a busca por um médico. Isso porque, especialmente nos casos onde há dosagem exagerada, os efeitos colaterais podem ser graves.

Os exemplos incluem convulsões, choque, comprometimento do trato respiratório, taquicardia, queda de pressão, arritmia, diarreia, vômitos e até o coma. Estendendo a lista de efeitos aos quais o usuário do chá de ipeca pode estar sujeito, temos ainda outras questões complexas, especialmente nos casos de superdosagem.

Entre os casos já observados, é possível destacar dor e rigidez nos músculos de múltiplos membros (pescoço, braços e pernas), cólicas agudas, cansaço extremo e erosão da mucosa.

Por fim, é importante alertar que na lista de pessoas que não devem utilizar chá de ipeca ou qualquer variação, mesmo industrializada, estão as crianças com menos de 6 meses. O mesmo se aplica também a quem ingeriu querosene, gasolina ou outros agentes corrosivos, ácidos ou alcalinos.

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