Doenças

Cisto pilonidal: causas, sintomas e tratamentos

Você sabe o que é um cisto pilonidal? Esse é um nome que a princípio pode ser complicado, mas que tem uma explicação relativamente simples.

Um cisto é como se fosse um saco fechado, dentro de alguma parte do corpo. Esse saco por sua vez é fechado por uma membrana.

Normalmente dentro de um cisto existe liquido, mas nem sempre é assim.

O abcesso, por exemplo, é um tipo de cisto, porém dentro dele se encontra pus.

O que é um cisto pilonidal?

O cisto pilonidal ocorre em uma região com pelos.

Na grande maioria das vezes ela ocorre próximo da prega glútea. Os outros lugares mais comuns são:

  • Couro cabeludo;
  • Próximo do umbigo;
  • Axilas.

Não sabe o que é prega glútea? Essa é a região que fica no início da fenda que divide os dois glúteos, próxima da região sacrocóccix da coluna.



Essa região é popularmente conhecida como ‘cofrinho’.

O cisto pilonidal é muito mais frequente em homens do que em mulheres. Cerca de 75% dos casos ocorrem em homens.

O nome pilonidal é o que difere esse tipo de cisto dos outros. Pois dentro dele, além de encontrar líquidos ou fluidos, também se encontram pelos.

Pilonidal significa ‘ninho de pelos’.

Ele também é mais comum em homens entre 15 a 30 anos, sendo muito difícil ocorrer em homens depois de terem passado a casa dos 40 anos.

Causa do cisto pilonidal

A causa ainda não está muito clara, mas pesquisas indicam que o cisto pilonidal não ocorre devido a uma inflamação nos pelos ou na raiz dos mesmos.

Atualmente o que mais se acredita sobre a situação e devido a biópsia feitas nesses cistos é que existem a presença de pelos, mas não de raiz.

Em outras palavras isso significa que o pelo já crescido, penetra de volta na pele, em regiões que ele consegue alcançar.

Essa penetração ocasionada devido ao pelo provocaria uma reação onde ele seria encapsulado por uma membrana e ocasionaria dentro de um determinado tempo, o cisto pilonidal.

Como esse pelo penetra de volta na pele e uma vez que ele não perde a sua raiz (no caso a raiz está localizada no local de nascimento do pelo e não no local onde ele penetra), o pelo continua crescendo, aumentando cada vez mais o cisto.

As causas seriam:

  • Pelos longos;
  • Muitos pelos no local (por isso é mais normal em jovens);
  • Profissões em que se fica muito tempo sentado;
  • Obesidade;
  • Sedentarismo;
  • Lesões ou traumatismos no local;
  • A prega glútea mais profunda.

Quem trabalha como motorista tem um agravante nessa situação.

Além de ficar muito tempo sentado eles ainda sofrem microlesões na região glútea, devido aos ‘solavancos’ de dirigir.

Um estudo que comprava isso está ligado aos acontecimentos da segunda guerra mundial, onde mais de 80 mil soldados norte-americanos tiveram cisto pilonidal.

A causa? Ficar muito tempo sentado em Jeeps e caminhões enquanto se dirigiam de uma base para outra.

A obesidade e o sedentarismo também são causas desse cisto pois pessoas nessas condições tendem a ficar mais tempo sentadas, aumentando assim o risco.

A questão da prega glútea é de fato curiosa pois normalmente está ligada a bumbuns ‘avantajados’.

O bumbum é uma das ‘paixões’ nacional e normalmente quando maior mais bonito ele é considerado.

Porém, um bumbum grande tem a complicação do pelo ficar mais restrito dentro da fenda glútea.

Isso facilita a penetração do pelo de volta na pele, ocasionando em um cisto.

Sintomas do cisto pilonidal

Os principais sintomas do cisto pilonidal, em muitos casos são semelhantes ao que sentimos quando temos um pelo encravado.

Esses sintomas são:

  • Dor no local;
  • Inchaço do local;
  • Vermelhidão no local;
  • A pele do local fica quente;
  • Se inflamado pode escorrer pus do local;
  • Alguns casos, febre.

O inchaço do local devido ao cisto normalmente ocasiona em dor e dificuldades para sentar.

Da mesma forma que o pelo entra na pele e continua crescendo, ele pode eventualmente sair em outro local da pele.

Com essa fissura na pele, o corrimento do líquido presente dentro do cisto se torna frequente através do local de saída do pelo.

Quando não há essa saída do pelo, o local incha devido a formação do cisto, causando muitos incômodos.

Quando a saída do pelo na pele, pode ocorrer também a inflamação do local, podendo ocasionar pus e até mesmo febre.

Tratamento do cisto pilonidal

Tratamentos envolvendo remédios mostraram-se ineficaz contra o cisto pilonidal.

Sendo assim a forma de se tratar e eliminar esse cisto é por meio de cirurgia.

Existem basicamente dois tipos de cirurgia.

A primeira ocorre de forma menos invasiva e pode ser feita até mesmo em ambiente ambulatorial.

Ela é feita com anestesia local, em seguida é feita uma pequena incisão onde o cisto é drenado.

O período de recuperação, onde se deve evitar alguns fatores, como sentar em cima do local da cirurgia, é normalmente de um mês.

Porém, o que acontece com alguma frequência é que o cisto aumente novamente, ou até mesmo que outros cistos próximos surjam.

Nesse caso uma pequena cirurgia, que também pode ser feita em ambulatória, porém de maior intensidade é feita.

Essa segundo tipo de cirurgia também é feito com anestesia local, onde é feito posteriormente a remoção completa do cisto.

Quando isso ocorre é necessário um tempo maior de recuperação, que pode chegar a até 3 meses.

Considerações finais

Não existe uma ‘formula mágica’ para se evitar o surgimento de um cisto pilonidal, porém algumas coisas podem ser feitas em alguns casos, tais como:

  • Se você trabalha muito tempo sentado, de uma pausa de cerca de 5 minutos a cada hora, para se esticar e se movimentar;
  • Em casos de sedentarismo e obesidade, a prática de exercícios físicos é um fator que auxilia a evitar esse tipo de cisto.

Porém como dito, isso também pode acontecer em outros locais do corpo, como no couro cabeludo, umbigo e axilas pelos mesmos motivos que acontecem no ‘cofrinho’.

Quando surgirem os primeiros sintomas, procure um médico.

Casos em que as pessoas levam muito tempo para procurar um médico podem evoluir para um câncer de pele denominado carcinoma.

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Redação Tudo Ela

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