Entrevistas Maternidade

Cólica no bebê: confira as dicas da pediatra Dra Luciana Herrero

A cólica no bebê gera preocupação e estresse para qualquer mãe. Ver aquele pequeno tão frágil sofrendo e chorando sem parar é de cortar o coração.




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O que pouca gente sabe é que às vezes o que achamos que é cólica no bebê, na verdade, é um problema de adaptação do bebê recém-nascido à vida fora do útero. Muitos sons, cheiros e movimentação podem deixar o bebê esgotado e estressado.

Mas existem algumas informações úteis para as mamães que estão passando por essa fase com seu bebê. A equipe do Tudo Ela foi buscar essas informações com uma especialista para ajudar você.

Nesta entrevista, confira informações essenciais sobre a cólica e também novidades do mundo da medicina que vão muito além para ajudar a acalmar o bebê.




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Dra Luciana Herrero:

 




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Autora dos livros “Diário de Bordo da Família Grávida” e “Diário de Bordo do Parto”, a pediatra e palestrante Dra Luciana Herrero trabalha também como educadora familiar, instruindo e orientando pais e mães sobre o cuidado com os pequenos. É também gestora do Aninhare e do Instituto IPB.

Carinhosamente chamada de Dra Lu por suas seguidoras, a especialista possui um canal no YouTube onde já acumula mais de 1 milhão de visualizações. Um dos vídeos mais populares da doutora é justamente o vídeo em que ela explica sobre a cólica do bebê.

Confira nossa entrevista com a Dra Luciana:

1. O que causa cólica no bebê?

Em primeiro lugar, o que é cólica no bebê? Depende da percepção. Para os médicos, é considerada cólica quando o bebê chora por mais de três horas seguidas com choros fortes e inconsoláveis por mais de três semanas. Esta é a descrição teórica.

E o que é cólica para a mãe? São choros que ela não consegue acalmar normalmente. São choros que acontecem geralmente no final da tarde ou início da noite. E mesmo depois de tentar de tudo, o bebê não se consola. A mãe também associa a cólica a outros sinais, como o bebê ficar vermelho e agitar as perninhas.




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Na verdade são percepções. Cada pessoa possui uma percepção diferente do que é cólica.

A cólica acaba sendo um território de ninguém na medicina. Ainda existem muitas dúvidas, existem vários estudos e poucas definições reais.

Cada vez mais se sabe que a cólica não possui uma relação direta com a imaturidade do sistema gastro-intestinal, como se achava antigamente. Acreditava-se que o bebê possuía um intestino imaturo e que por isso ele acumulava gases.

Hoje há muitos estudos que mostram que o choro inconsolável que estava relacionado à cólica tem muito mais a ver com uma questão neurológica de excesso de estimulação. Isso ocorre porque o bebê, nos primeiros três a seis meses de vida, ainda está na chamada gestação extra-útero.




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Neste período, o bebê ainda está se adaptando à vida fora do útero e este mundo cheio de novidades pode ser sufocante, hiper-estimulante e exaustivo.

São muitos estímulos, muitas pessoas, muitos barulhos, muitos cheiros. Chega uma hora que todo este excesso causa uma “pane” no bebê, e aí ele chora para tentar aliviar-se do estresse.

Quanto menos estímulos, quanto mais tranquila é aquela casa, menos pessoas, menos cheiros fortes, menos o bebê tende a ficar estressado. Fazer shantala, amamentar o bebê sempre que ele pedir, usar sling são algumas das ações que podem diminuir esse choro.

Quanto mais fizermos visitas, passeios e todas as outras formas de estímulo podem piorar as “cólicas” ou, causar hiper-estimulação.




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Leia também: Teoria da extero gestação: 10 dicas essenciais para acalmar o bebê nos primeiros meses

2. Como saber se o bebê está com cólica ou com hiper-estímulo?

Não dá para saber. Neste caso, o melhor a se fazer é um teste terapêutico. A partir de mudanças na rotina da casa, diminuição dos estímulos, podemos perceber uma mudança no bebê ou não.

Se nós respeitarmos o bebê na sua fisiologia, tentarmos acalmar o bebê e ele se tornar mais tranquilo e diminuir as crises de choro, provavelmente é porque ele antes era irritadiço por conta do excesso de estímulos.

Num almoço de família, por exemplo, em que a casa está cheia e há muita movimentação e barulho e o bebê dorme profundamente, pode-se pensar que é porque ele gosta do barulho para dormir ou está dando uma trégua para os pais curtirem o almoço.

Na verdade, o que ocorre é que o excesso de sons e movimentos cansou tanto o bebê que ele teve que dormir porque não tinha capacidade de lidar com tantos estímulos. Neste caso, não é um choro de saúde.

É um choro de exaustão do cérebro. Isso irá se manifestar no outro dia, quando este bebê irá acordar muito mais irritado e irá chorar inconsolavelmente por alguns dias.

A cólica gastro-intestinal possui outros sinais. Se o bebê pára de chorar depois de soltar gases ou fazer cocô, muito provavelmente o problema era esse.

Mas choros ininterruptos por horas, mesmo depois de soltar gases e fazer cocô, muito provavelmente é excesso de estímulo.

3. O que fazer quando o bebê está chorando muito?

Quando o bebê está chorando de maneira inconsolável, precisamos ir para um lugar que possua menos estímulos: menos luz, menos barulho, menos pessoas, menos cheiros, etc.

Devemos fazer movimentos repetitivos com ele, no colo e ninar o bebê incansavelmente até que ele se acalme. É importante manter o mesmo movimento e o mesmo som por tempo suficiente até o bebê se acalmar.

Mudar muito de posição, cantar músicas diferentes são comportamentos que passam a nossa inquietação para o bebê.

Se você já verificou se não é fome, fralda suja, dor ou incômodo com a roupa, já fez tudo o que podia e o bebê continua chorando, vá para um lugar tranquilo, como uma cadeira de balanço, por exemplo, faz uma oração, procure você se acalmar também e nina o seu bebê com muita paciência e carinho.

Caminhar suavemente, fazer um som de chiado suave (shhhh) enquanto balança o bebê suavemente o ajuda a relembrar o ambiente uterino e se acalmar.

Mas não adianta fazer tudo isso nervosa e irritada, que a nossa própria frequência cardíaca, nossa irritabilidade, aumenta o choro do bebê. Existe como se fosse um fio invisível ligando o coração da mãe ao coração do bebê. Quando a mãe está descompensada, o bebê tende a descompensar.

Às vezes chega uma pessoa mais calma e carrega o bebê e ele acalma na hora porque a pessoa que o pegou estava tranquila e passou essa serenidade para ele.

Então, se nós estamos fora do controle, precisamos primeiros nos controlar para depois acalmar o bebê. Esse é o segredo: nós aprendermos a lidar com o nosso descontrole e nós aprendermos a nos acalmar.

Confira também: 13 coisas que não te contaram sobre o puerpério

E aí, gostou das dicas? Caso você tenha outras dúvidas, escreva nos comentários!

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