Saúde Terapias

Contraindicações da massagem: saiba em quais casos a massoterapia deve ser evitada

Contraindicações da massagem

Quando o assunto é massagem, logo pensamos nos benefícios da técnica e no bem-estar que ela proporciona.

Mas você sabia que nem todas as pessoas podem desfrutar das técnicas de massagem?

Apesar de ser uma terapia alternativa e não invasiva, a massagem possui algumas contraindicações, ou seja, casos e circunstâncias em que sua aplicação deve ser evitada.

Leia este post e descubra quais são as contraindicações da massagem.

A importância da pré-avaliação na massagem

Como toda terapia, a massagem possui algumas contraindicações. Por isso, antes de aplicar qualquer técnica em um cliente, é importante realizar uma pré-avaliação.

Ela nada mais é que uma investigação sobre os hábitos de vida de um cliente, que deve abordar seu estado físico e emocional. Nesta investigação deve-se levantar o histórico de saúde do cliente, bem como suas principais queixas.

Por meio da pré-avaliação é possível descartar a aplicação da massagem caso contraindicações sérias sejam notadas, ou permitir que a atuação do massoterapeuta seja mais abrangente e efetiva ao aplicar as técnicas de acordo com o histórico de saúde do cliente.

Na pré-avaliação podem ser constatadas dois tipos de contraindicações da massagem: as absolutas e as relativas.

As contraindicações absolutas são aquelas circunstâncias em que a massagem não deve ser realizada em hipótese alguma. Já as contraindicações relativas são os casos em que só se deve aplicar a massagem se o cliente tiver autorização médica.

Veremos os dois tipos de contraindicações da massagem a seguir.

Principais contraindicações da massagem

A massagem não deve ser aplicada quando o cliente é portador de algumas doenças ou condições de saúde. São as contraindicações absolutas. São elas:

  • Trombose, varizes, embolias e flebites: os coágulos de sangue podem “afrouxar” com a massagem e piorar o quadro clínico destas doenças;
  • Infecções: a massagem estimula a circulação, o que pode agravar quadros de inflamação e infecção;
  • Febre: esse sintoma geralmente está associado a uma inflamação ou infecção, por isso, pessoas em estado febril não devem receber massagem;
  • Gânglios inchados: a massagem pode atuar de forma semelhante aos casos de doenças que envolvem coágulos de sangue;
  • Fraturas ósseas não consistentes: os movimentos da massagem podem prejudicar a recuperação destas fraturas;
  • Osteoporose grave: os movimentos, pressões e torções da massagem podem machucar pessoas que possuem essa fragilidade óssea;
  • Reumatismos inflamatórios agudos ou em fase de desenvolvimento: nestes casos, a massagem provoca efeitos vasomotores que podem ajudar a espelhar a infecção;
  • Hemorragias: a massagem pode agravar quadros hemorrágicos;
  • Degeneração muscular: músculos em estado de fragilidade não suportam bem os movimentos da massagem, podendo inclusive agravar o quadro;
  • Infecções cutâneas: pessoas com feridas, micoses, queimaduras, dermatoses, entre outros problemas de pele;
  • Câncer;
  • Tuberculose pulmonar;
  • Doenças cardíacas, principalmente infarto recente;
  • Doenças contagiosas, em respeito ao seu massoterapeuta;
  • Problemas renais e hepáticos: a massagem pode aumentar a tensão nestes órgãos, aumentando a circulação de resíduos no organismo;
  • Hipertensão arterial não controlada: a massagem aumenta a circulação sanguínea e isso pode ser um problema para hipertensos;
  • Pessoas sob efeitos de drogas e/ou álcool;
  • Pessoas em jejum ou que acabaram de fazer uma refeição.

Contraindicações relativas da massagem

As contraindicações da massagem também podem ser relativas, ou seja, a massagem pode ser aplicada desde que haja autorização médica e que o massoterapeuta tome alguns cuidados na execução da técnica.

No caso de contraindicações relativas, caberá ao massoterapeuta avaliar os prós e contras e diante da avaliação, decidir a melhor conduta a ser tomada.

Por exemplo, a massagem não é indicada para mulheres grávidas antes dos 3 meses de gestação. Porém, após o terceiro mês, pode-se realizar algumas técnicas para diminuir possíveis dores nas costas e inchaços resultantes da gravidez.

A massagem também não é recomendada durante o período menstrual, sobretudo durante os dois ou três primeiros dias, pois pode aumentar a hemorragia e alargar o período em mais um ou dois dias. Se o massoterapeuta optar por realizar a massagem neste período, deve evitar massagear a região abdominal, lombar, ancas, coxas e pernas.

Em crianças e idosos, a massagem até pode ser aplicada, mas é preciso levar em conta a fragilidade cutânea desses grupos etários e adequar a técnica a eles.

Outro caso comum de contraindicação relativa são os referentes às doenças de pele e hematomas. Caso o terapeuta ache conveniente, este poderá realizar a massagem em todo o corpo exceto na região onde há a enfermidade.

Por fim, vale ressaltar que todo massoterapeuta tem a obrigação de identificar as condições em que uma massagem pode ou não ser realizada, mesmo que o cliente não forneça seu histórico médico.

Todo profissional tem o direito de recusar o tratamento se perceber que o caso se encaixa em uma das contraindicações da massagem e, se houver dúvidas, é sempre melhor não fazer.

Portanto, se você busca um tratamento com massoterapia, procure um profissional com formação, que tenha conhecimento em anatomia e patologia, que conheça as contraindicações da massagem e possa lhe orientar sobre o melhor tratamento terapêutico para o seu caso.

Você sabia que uma simples massagem poderia ter tantas contraindicações? Comente!

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