Nutrição

Dieta macrobiótica: saiba tudo sobre ela

Hoje vamos falar de uma dieta que não era para os fracos, exigem muita força de vontade, concentração, desejo intenso de mudar de vida, de hábitos alimentares e também problemas a saúde se não receber acompanhamento de uma profissional da área de nutrição. Iremos tratar da dieta macrobiótica.

Para fazer uma dieta macrobiótica é preciso ficar atento com uma série de regras, restrições e cuidados para ser bem sucedida. E fazer uma listagem das principais recomendações é o objetivo do presente artigo, além de explicar a filosofia que esse tipo de dieta se inspira.

Ficou curiosa para saber do que se trata essa dieta macrobiótica?

Então continue na leitura!

A dieta macrobiótica

O termo “macrobiótica” se refere ao estudo voltado para a saúde humana integral e para o prolongamento da vida. A dieta macrobiótica, portanto, segue esse princípio buscando selecionar os melhores alimentos para a saúde humana a partir de analises científicas e se baseando em premissas zen budistas, que pregam um estilo de vida em harmonia com a natureza.

A principal delas é o famoso Yin-Yang. Provavelmente já deve ter visto uma ilustração representando esse conceito filosófico: uma esfera dividia ao meio pelas cores preto e branco, sendo o preto Yin, representado a escuridão, e branco Yang, representado a luz, a claridade.

No que concerne a dieta macrobiótica, o ideal é não ficar em nenhum dos extremos dessa dualidade, mas buscar um equilíbrio para manter uma vida saudável. Yin, em termos culinários, seria o doce, frio e passivo, enquanto Yang seria o salgado, quente e agressivo.



A dieta macrobiótica ainda sugere que a mudança dos hábitos alimentares influencia diretamente nas mudanças de estilo de vida, pois advoga que os alimentos que beneficiam a estrutura orgânica também geram efeitos saudáveis sobre a mente.

Se a dieta macrobiótica prega qualidade de vida e harmonia com a natureza, talvez você tenha sentido um cheirinho de veganismo. Se sim, seu olfato está em dia (ao contrário de boa parte da torcida do Flamengo). Pois não poderia ser diferente, não há outro caminho possível nesse caso.

Vejamos: em quê alimentos mergulhados no agrotóxico são saudáveis? Como o confinamento e abate de animais promove harmonia com a natureza?

Para manter a coerência com esses princípios e se pautando por estudos científicos, os alimentos aceitos para integrar a dieta macrobiótica são os plantados e preparados de forma tradicional, plantados localmente.

Os alimentos permitidos

  • Frutas;
  • Verduras;
  • Algas marinhas;
  • Batata doce;
  • Macaxeira;
  • Inhame;
  • Chia;
  • Gergelim;
  • Abóbora;
  • Girassol;
  • Linhaça;
  • Macarrão integral;
  • Aveia;
  • Milho;
  • Trigo;
  • Quinoa;
  • Arroz integral;
  • Ervilha;
  • Soja;
  • Feijão;
  • Grão-de-bico;
  • Lentilha;
  • Peixes;
  • Animais que não tenham sido criados em cativeiro.

Os alimentos proibidos são previsíveis nesse caso, mas note-se que, segundo a filosofia embutida na dieta macrobiótica, não são proibidos por serem mais Yin, por exemplo, ou muito Yang, mas por conterem muito das duas energias, o que levaria ao desequilíbrio do corpo e da mente. Concluí-se que não basta tais energias serem equivalentes, devem ser em proporção saudável.

Os alimentos proibidos

  • Carne vermelha;
  • Aves que foram criadas em cativeiro;
  • Peixes escuros como o salmão;
  • Farinha refinada;
  • Pimentas;
  • Alimentos com conservantes;
  • Produtos químicos;
  • Chocolate;
  • Açúcar;
  • Café;
  • Energéticos;
  • Bebidas alcoólicas;
  • Creme de leite;
  • Iogurtes;
  • Requeijão;
  • Queijos.

Detalhes da dieta macrobiótica

Mas não basta fazer uma listinha com os alimentos que pode ou não comer e acha que segue a risca a dieta macrobiótica.

Além de ser uma alimentação para a vida toda, afinal, reflete uma filosofia de vida, uma dieta bem mais rígida e complicada de se fazer em comparação a dieta Dukan (NOTA REDAÇÃO: colocar texto sobre o assunto produzido anteriormente), por exemplo, é necessário observar alguns detalhes como o de não utilizar muita água no preparo dos alimentos, pois a ideia é aproveitar o máximo dos nutrientes dos vegetais; o mesmo raciocínio se aplica quanto as cascas e sementes dos frutos, não podem ser descascados em razão de se aproveitar o máximo de cada alimento.

Não deve espantar o fato de que é vedado o uso de muito tempero. Tal prática tem o efeito nocivo de suplantar o sabor natural das refeições. Comida muito temperada é Yang, salgada, agressiva, promove a desarmonia.

É efetiva contra a perda de peso?

Sem dúvida a dieta macrobiótica é muito saudável, pois como apontado dispensa a ingestão de produtos artificiais e muito salgados ou açucarados, no entanto, é um equívoco afirmar que é uma garantia para perda de peso apenas seguir rigidamente a lista de alimentos e os modos de preparo. Varia muito de pessoa para pessoa, porque a dieta macrobiótica é constituída de cardápio, ainda que muito saudável, rico em carboidratos e cereais.

É comum as pessoas começarem a dieta macrobiótica e, principalmente no período de adaptação, tentarem compensar a considerável redução de alimentos, de interrupções de vícios gastronômicos absorvendo grandes quantidades dos itens permitidos para consumo.

Ou seja, é uma substituição de uma alimentação péssima por outra melhor, mas que está sujeita aos mesmos riscos de sobrepeso que uma comum. É uma mudança de alimentação, mais saudável, mas que necessita de uma dieta, uma dieta para a dieta. Talvez o termo mais adequado seria “alimentação macrobiótica” do que “dieta macrobiótica”.

Contraindicações

Por mais inegável que seja que a dieta macrobiótica é uma nutrição mais sadia do que o praticado pela maioria da população, não que dizer que seja rica, completo, autossuficiente, pois com tantas restrições de alimentos ocorre de ser muito pobre em proteínas, indispensáveis para uma alimentação totalmente proveitosa.

Por isso, a dieta macrobiótica não é recomendada para perda de peso, já que não é eficaz como relatado há pouco, para gestantes, crianças ou pessoas que estejam se recuperando de doenças graves.

Recomenda-se iniciar a dieta macrobiótica acompanhado por um profissional de nutrição que irá acompanhar o seu progresso ou retrocesso, orientar sobre o melhor nutrimento de acordo com as suas características e necessidades, além de apontar soluções para que não deixe de seguir os princípios propagandeados pela dieta.

Considerações finais

Dieta macrobiótica inspira-se em filosofia zen-budista que prega um estilo de vida em harmonia com a natureza e do corpo com a mente.

Para atender esses princípios, a alimentação é baseada em comida natural, produzida e cultivada de forma tradicional, sem uso de conservantes ou quaisquer aditivos químicos, ou que não se origine de maus tratos aos animais.

Há a compreensão que as mudanças alimentares estão diretamente ligadas as mudanças do estilo de vida e que os víveres influem positivamente não só em nossas estruturas orgânicas, mas também em nossas faculdades mentais. Para identificar o pleno equilíbrio de energia na nutrição, separa-se alimentos de acordo com a classificação Yin-Yang, conceito filosófico zen-budista que versa sobre a dualidade da vida e dos seres.

Apesar de ser uma alimentação saudável por recorrer sempre a produtos naturais em detrimento dos industrializados, a dieta macrobiótica não é garantia de perda de peso, já que é rica em carboidratos e cereais. Também não é a mais indicada para se iniciar sem a ajuda de um profissional de nutrição, pois é pobre em proteínas por restringir vários alimentos na dieta.

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