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Dilatador vaginal: o que é, como funciona, para que serve e como usar?

O dilatador vaginal pode ser um tabu entre algumas mulheres. São muitas as questões relacionadas a esses acessórios tão utilizados no tratamento de Vaginismo.

Devido ao constrangimento e a falta de debate a respeito do assunto, muitas destas questões não são respondidas.

Nesse artigo, vamos nos dispor a sanar dúvidas e naturalizar o método do dilatador vaginal. Vem conosco!

O que é dilatador vaginal?

O dilatador vaginal é uma ferramenta usada no tratamento de Vaginismo, tal como de diversas outras disfunções sexuais femininas.

Os modelos utilizados são variados, compostos de tamanhos, larguras e formatos adequados para cada caso.

Vaginismo

Antes de prosseguirmos, vamos compreender o que é vaginismo e como identificá-lo.

O vaginismo é uma disfunção sexual feminina pouco comentada. A disfunção se caracteriza pela contração involuntária durante a penetração. A contração da musculatura vaginal, por sua vez, pode ser parcial ou total.



Independentemente disso, suas implicações impedem a penetração ou a tornam desagradavelmente dolorosa.

Segundo especialistas, o vaginismo pode ser considerado um medo inconsciente à penetração. O medo gera a tensão diante da penetração, e essa tensão aumenta a contração da musculatura, formando o ciclo vicioso.

Estima-se que 1% a 6% das mulheres com vida sexual ativa sofram de vaginismo.

Dentre essas mulheres, muitas são taxadas de frígidas ou neuróticas.

Em alguns casos, o desconforto é tão crítico que um simples exame ginecológico pode causar pânico à paciente.

A desinformação sobre essa condição, desconhecida por muitos profissionais da saúde, prolonga o sofrimento dessas mulheres.

Para tanto, algumas vítimas sofrem em silêncio, se isolam de seus parceiros e são vítimas de preconceito.

É aqui que o dilatador vaginal, combinado à informação, torna-se uma grande aliado das mulheres.

Como funciona?

O dilatador vaginal pode ser um acessório benéfico e eficiente para otimizar a vida sexual das mulheres com vaginismo.

Se usado corretamente durante o tratamento, o dilatador vaginal serve de auxiliar na eliminação do reflexo do músculo PC. Esse músculo é a causa primordial da contração involuntária, do ardor e do desconforto da penetração.

O exercício trabalha em relaxar estes músculos em um contexto similar ao do temido ato sexual. Isto é, o dilatador vaginal é inserido ao passo em que a mulher retrai e relaxa o músculo conscientemente.

Com a prática devida, o dilatador vaginal ajuda a mulher a assumir o controle sobre a extensão, a velocidade e a inclinação da penetração. Esta inserção ensina a dominar as contrições musculares involuntárias que antes causavam espasmos e obstruíam o canal vaginal. Dessa forma, através do uso adequado, a mulher aprende a “afrouxar” a resistência dos músculos.

À vista disto, o reflexo PC é gradativamente desestimulado e descontraído. Em outras palavras, o processo funciona visando recriar suas “memórias musculares”.

Para que serve?

Para prevenir o preconceito com o tratamento, é preciso combater e corrigir as falsas suposições. O vaginismo não está relacionado à largura da vagina. Por conseguinte, é preciso desconstruir a ideia de que o dilatador vaginal serve para esticar a abertura vaginal de modo a torná-la mais larga.

O cerne do vaginismo é a contração involuntária do assoalho pélvico. Ou seja, ao contrário do que acredita o senso-comum, o foco do dilatador no tratamento de vaginismo não é dilatar o canal vaginal.

Para contrariar a crença popular, alguns profissionais referem-se a eles como “treinadores vaginais” ou “cones vaginais”. Afinal de contas, o dilatador vaginal intenta ajudar as mulheres a assumir o controle do assoalho pélvico.

Dessa forma, pode-se concluir que o controle de inserção do dilatador vaginal serve como uma terapia. Ele é considerado um relaxamento de transição para o pênis ou outro penetrador. Progressivamente, o dilatador vaginal prepara o corpo e o cérebro para uma adaptação confortável ao ter algo introduzido na vagina.

Assim sendo, quando combinado às práticas apropriadas, o exercício constante instrui o corpo e suprime a dor e a contração para o convívio sexual.

Como usar?

O mercado investe cada vez mais em tornar acessível o uso do dilatador vaginal. O Brasil, por sua vez, oferece uma série de produtos nacionais e importados. Dentre eles, é possível encontrar kits com 8 unidades.

O conjunto de vários tamanhos e formatos destina-se à graduação de forma lenta, facilitando a adaptação da mulher dos menores aos maiores modelos. A sua inserção preocupa-se, acima de tudo, em respeitar o alongamento da região íntima.

No mercado, é possível ainda encontrar marcas de treinadores vaginais térmicos. O modelo término permite que o dilatador seja aquecido, o que garante um relaxamento ainda maior do assoalho pélvico. O dilatador vaginal término é indicado para tratamentos que se preocupam com a rápida evolução. Seu material é 100% seguro.

Para facilitar seu manuseio caseiro, o dilatador vaginal é acompanhado de uma base anelar.

Considerações finais

O ideal quando tratamos de dilatador vaginal e vaginismo é que eles sejam avaliados por um profissional da área.

Antes de adquirir um kit, serão examinados os diversos aspectos envolvidos que podem influenciar na forma de tratamento.

Um exemplo é a fisioterapia. Ela entra em cena com exercícios apropriados para a musculatura. Esses exercícios são empregados especialmente para aquelas mulheres que estão em recuperação pós-cirúrgica da pélvis.

Já no caso de alterações hormonais próprias da idade, a exemplo da menopausa, os dilatadores têm uma finalidade duplicada. Além da distensão e da reabilitação dos tecidos vaginais, o dilatador vaginal atua na recuperação das respostas involuntárias das musculaturas do assoalho pélvico.

Os dilatadores, e mesmo o sucesso do uso dos mesmos, são determinados por especialistas. Essas ferramentas são recomendadas como parte de um processo pleno de treinos físicos adequadas e etapas de transição.

Em caráter de exemplo, algumas pacientes conseguem utilizar os dilatadores. Em contrapartida, estas mesmas pacientes ainda não conseguem ter uma relação sexual indolor.

Nesse presente caso, muito embora a fisioterapia seja essencial, seu princípio parte de um bloqueio psíquico. O tratamento sexológico deve combinar mente e corpo, destravando medos e atacando áreas do círculo vicioso.

Com o tratamento correto, as terapias são breves e o resultado é otimista. Especialistas afirmam que em quase 100% dos casos é possível solucionar o problema.

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Redação Tudo Ela

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