Doenças Saúde

Doenças psicossomáticas: o que são e como evitá-las?

Doenças psicossomáticas são aquelas que dizem respeito ao orgânico e ao psíquico ao mesmo tempo. São enfermidades ou sintomas físicos com origem em problemas psicológicos. O assunto é muito rico e precisa ser mais aprofundado. O que vou fazer hoje é tentar esclarecer alguns pontos.

Para começar, nada mais adequado do que a frase “Quando a boca cala, o corpo fala”, que eu não sei quem criou, mas revela uma parte do conteúdo deste artigo. Ou seja, a relação entre nossos pensamentos, emoções e a saúde do organismo como um todo.

Algo que a ciência e a medicina assinam embaixo. Tanto é que existe uma área chamada medicina psicossomática. E inúmeros estudos e publicações tratando do assunto. O livro “Quem ama não adoece”, do cardiologista Marco Aurélio Dias, é um exemplo disso.

A publicação voltada ao público leigo discute a participação das emoções nas doenças, principalmente as do coração.

O estresse tem lugar de destaque no desenvolvimento das doenças psicossomáticas, assim como a maneira com a qual uma pessoa lida com os problemas, os desafios, os imprevistos, aborrecimentos, tristezas, entre outros fatores.

Quando as preocupações não cessam em momento algum e o indivíduo nunca parece descansar o suficiente, fica exposto a um nível alto de estresse. Algo para o qual, originalmente, o ser humano não foi “programado” para suportar. E acaba pagando um preço. Mais cedo ou mais tarde, a tensão contínua explode.

O homem moderno não foge ou mata como sua versão primitiva fazia ao encontrar uma fera que ameaçava sua vida. Ele não volta à caverna para retomar seu equilíbrio físico e emocional.



Hoje, a pausa revigorante praticamente sumiu de nossas rotinas. Vivemos imersos em problemas e compromissos. O pior é que, muitas vezes, o corpo dá sinais de que não está suportando a agressão permanente, mas não percebemos ou, simplesmente, ignoramos.

Os motivos variam de pessoa para pessoa; de objetivos de vida e carreira; profissão, família, aparências, necessidade de ter uma posição social considerada vitoriosa, etc. Razões não faltam, e não vem ao caso julgar ninguém.

No entanto, independentemente das justificativas que levam o indivíduo a suportar situações às quais evolutivamente não está preparado, uma coisa não muda: o surgimento de doenças psicossomáticas dos mais variados tipos e graus.

Se a origem dos males causados à saúde não é interrompida, as doenças psicossomáticas podem ficar irreversíveis, e a qualidade de vida é profundamente comprometida. Porém, a recomendação médica de fazer mudanças no modo de viver pode parecer utopia atualmente.

Ok, quem não tem estresse, ainda mais no mundo moderno? A pergunta é válida. No entanto, o mais prejudicial não é esse “sistema de alarme” por si só. Momentos de raiva, medo, apreensões acontecem – e, às vezes, passam sem que precisemos fazer nada.

O problema maior é estar permanentemente tenso, nervoso, ansioso, angustiado, como se estivesse preparado para uma guerra que nunca acontece.

Com isso, a pressão arterial sobe, as artérias são desgastadas, temos taquicardia, síndrome do pânico, a imunidade cai, as gripes são frequentes, a sinusite ataca a todo instante, a cabeça dói… para citar apenas alguns exemplos.

É claro que temos fatores genéticos no desencadeamento de doenças, mas as enfermidades psicossomáticas merecem nossa atenção.

Como evitar ou minimizar as doenças psicossomáticas?

Já que é muito difícil (para não dizer impossível) acabar com a pressão do tempo em nossas vidas, que tal tomar alguns cuidados para amenizar o sofrimento constante causado pela briga contra o relógio?

A primeira dica é tentar manter um mínimo intervalo entre os compromissos, fazer o dia render sem que isso seja o fator de estresse, isto é, programando melhor o dia a dia.

Algumas medidas simples podem fazer diferença. Por exemplo: evitar agendar compromissos com horários muito apertados entre eles; sair de casa com tempo suficiente para enfrentar possíveis imprevistos sem perder a calma.

Planejamento e definição de prioridades são fundamentais para dar conta das sugestões anteriores – e da próxima também!

Outra estratégia fundamental para evitar doenças psicossomáticas é praticar exercícios físicos regularmente. Pagar academia o ano inteiro e só aparecer lá nas primeiras semanas, além de prejuízo financeiro, é uma sabotagem do bem-estar.

A atividade física ajuda a descarregar as tensões acumuladas e reduz os efeitos do estresse.

Cuide-se! E até o próximo artigo!

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Sobre o autor

Fatima

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