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Drag Queen: o que é e qual a história por trás dessas personagens

Drag-Queen

A palavra Drag Queen tem ganhado mais visibilidade nos últimos tempos, principalmente pela aparição de artistas nacionais e internacionais que trouxeram suas vivências para todos verem.

E mesmo estando na mídia, na internet, na música e diversos outros locais, muitas pessoas ainda não sabem o que é ser Drag Queen e o que isso representa para essas pessoas.

Muitos podem acreditar ter haver com a orientação sexual, mas também não é necessariamente uma obrigação ter um gosto sexual específico para se tornar uma Drag Queen.

Bom, se você tem curiosidade para saber o que realmente significa ser uma Drag, continue neste conteúdo que iremos oferecer todos os detalhes de que você precisa para uma boa interpretação. Vamos lá?

Drag Queen: o que é e qual a história por trás dessas personagens

A seguir, você irá conferir o verdadeiro significado de ser uma Drag Queen e qual a história por trás deste nome. Além disso, irá adquirir muito conhecimento para garantir que este assunto não seja mais uma dúvida.

O que é Drag Queen?

Drag Queen é o nome que damos para o homem que se veste com roupas femininas, além de muita maquiagem, perucas, dentre vários outros itens que o deixam o mais próximo da feminilidade possível.

Elas possuem um personagem que é interpretado quando estão montadas (que é o nome que elas utilizam para dizer que estão vestidas de Drag, já que é preciso todo um processo de “montagem” da personagem).

Pelo processo demorado e o autocuidado para garantir um bom trabalho, elas podem se sentir ofendidas ao serem tratadas no masculino quando estão em suas personagens.

Um exemplo de Drag Queen muito conhecida é a Pabllo Vittar, que já é conhecida internacionalmente por sua personagem. Apesar de não ter mudado o nome (algo comum entre as Drags é escolher um nome fictício), é tratada no feminino quando está caracterizada.

Qual a relação da orientação sexual com a montagem de Drag Queen?

Apesar de boa parte das pessoas que se montam serem homossexuais, não há limite para aderir a uma personagem. Um homem hétero pode muito bem ter uma personagem Drag, basta ele sentir essa vontade e querer participar deste momento.

Mas, sabemos que a sociedade está repleta de preconceitos, e muitos homens (mesmo que se sentissem interessados pelo assunto) não ousam interpretar esse papel.

Assim, como o público homossexual acaba sendo mais bem resolvido quanto à representação de feminilidade por parte deles (homens) não vêem grande problema nisso. Afinal, o julgamento já está presente na vida deles de qualquer forma.

Em resumo, não há nenhuma relação – apenas a questão de se sentir ou não confortável com essa prática.

História das Drag Queens

Você sabia que o nome “Drag” surgiu a partir das peças de teatro de Shakespeare?

Acabaram escolhendo este nome pois os homens que faziam personagens femininos, se vestindo à caráter e realizando uma boa interpretação durante a peça, eram chamados pelo termo “dress as a girl” – que significa vestir-se como uma garota.

A partir daí, homens que gostavam de se caracterizar dessa forma e interpretar o papel como uma mulher puderam ter seu espaço nos teatros. E assim, tudo começou.

A seguir, no século XX, passaram a ter mais destaque pelo mundo. O nome passou a ser Drag Queen, o que representou as mudanças para uma caracterização mais “exagerada” e fantasiosa do feminino.

Mas, na década de 80, esses artistas acabaram sendo muito julgados e esquecidos. Você se lembra o que aconteceu nessa época pelo mundo? Isso mesmo, o vírus do HIV passou a circular.

E como ele era diretamente ligado à comunidade LGBT (principalmente homens gays), isso acabou prejudicando o trabalho desses artistas. É importante relembrar que essa classificação era completamente preconceituosa, não sendo uma doença ligada à homossexualidade.

E foi na década de 90, após muitos anos de história pelo mundo, que o conceito de Drag Queen chega ao Brasil com suas primeiras aparições artísticas. Na época o nome utilizado era transformismo, para dar uma “abrasileirada”.

Claro que suas primeiras aparições foram no teatro, onde tinham maior visibilidade.

Desde então, essas artistas foram ganhando seu espaço com muita luta e discriminação, tanto que foram poucas que conseguiram crescer a ponto de se tornarem nacionalmente famosas. E, até então, temos apenas a Pabllo Vittar como artista Drag Queen brasileira que é mundialmente conhecida.

Apesar de ainda haver muito o que evoluir, principalmente como sociedade, essas pessoas continuam lutando por seu espaço e direito de estarem onde estão e ocuparem o topo – assim como qualquer outro artista que mereça isso.

Conclusão

Você conhecia todas essas informações sobre esses personagens? Apesar de estarem muito mais presentes no meio LGBTQIA+, não há realmente uma relação direta da montagem de Drag com a orientação sexual da pessoa.

Uma curiosidade sobre o tema é que também existe o Drag King, ou seja, mulheres que se montam utilizando roupas e acessórios masculinos. Apesar de existir, não é muito comum de se ver no Brasil.

O que mais vemos por aqui são mulheres que possuem certa preferência por roupas masculinas, mas são significados completamente diferentes.

Quanto à história sobre as primeiras Drags e a chegada dessas artistas no Brasil, vimos que esse conceito existe há muito mais tempo do que muitos de nós poderiam imaginar.

Embora ouvimos muito que as gerações atuais e futuras estarão perdidas com tantas formas de se expressar, agora sabemos que não é bem assim. Elas apenas estão tendo mais respeito e espaço para serem quem são e mostrarem sua arte através do que elas amam fazer.

Entender as diferenças que existem em nossa sociedade, o que há por trás de suas características, preferências, etc, nos ajuda a entender esses meios e sair um pouco de nossa bolha social.

Além disso, nos ensina a respeitar as diferenças e entender que todos nós somos únicos dentro do que somos.

Você sabia que existiam tantas informações interessantes sobre a arte de se montar? E o que pode ser ainda mais curioso para todos, sabia que homens héteros também se montam e interpretam suas personagens sem julgamentos ou sem terem suas sexualidades afetas?

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