Saúde

GABA: entenda o ácido gama-aminobutírico

GABA é a abreviação para o ácido gama-aminobutírico. É um potente componente de efeito depressivo para o cérebro humano. Ele regula muitas das funções depressivas e sedativas do tecido nervoso – essencial para o relaxamento, por exemplo.

Por apresentar funções tão relevantes, o GABA é altamente regulado pelo corpo em nível e efeito. Por isso, existem muitas controvérsias a respeito de sua eficácia quando tomado como suplemento.

É possível, no entanto, aumentar os níveis do ácido do corpo através de ações indiretas, que geram o resultado desejado. Saiba mais sobre GABA, seu funcionamento no corpo e suas principais características:

Características

O GABA é um dos componentes neuro-ativos com potencial depressivo mais importantes do cérebro humano. Ele é envolvido em uma grande quantidade de atividades supressivas para o corpo, agindo de forma íntima ao sistema nervoso parassimpático.

Ele é sintetizado diretamente no cérebro, através de enzimas. Ele pode ser imediatamente utilizado, ou convertido em glutamato para uso posterior.

Regulação orgânica

Acredita-se que as mudanças nos níveis de concentração de GABA no cérebro podem refletir diretamente no funcionamento do corpo. Como consequência, espera-se um alto nível de regulação corporal em relação à sua concentração.

Esta regulação ocorre, na verdade, através do próprio componente. O GABA possui um efeito inibidor da capacidade de transporte dele próprio. Isso significa que se o organismo já possuir altos níveis de GABA, ele suprime a chegada de mais ácido. Se os níveis estiverem baixos, nada impede a chegada de mais nutriente. Através deste mecanismo, o corpo consegue fazer com que os níveis de concentração mantenham constantes.



“Hormônio do crescimento” e outros benefícios para o corpo

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Inicialmente, pensava-se que a ingestão de GABA aumentava a produção de hormônio do crescimento no corpo humano. No entanto, descobriu-se que seu efeito não ocorria exatamente sobre este hormônio, mas sobre hormônios análogos. Em especial, destaca-se as funções imunorreativas e imunofuncionais do hormônio do crescimento (respectivamente, irGH e ifGH).

Sabe-se que a indução do GABA deve ser realizada através da indução neurológica, ao invés do consumo direto. Em outras palavras, é necessário ativar reações no cérebro – como a que ocorre através da liberação de dopamina, por exemplo.

Há, também, evidências de que uma das influências do GABA está na capacidade de resistência física. Estima-se que seus maiores efeitos ocorram entre 30 e 75 minutos após a indução de um pico produtivo no corpo. Durante o período de maior efeito, maior resistência física para a prática esportiva. Vale considerar que os aumentos na resistência tratam da presença do hormônio no organismo, e não de um aumento excessivo dele.

No que diz respeito ao hormônio do crescimento especificamente, os resultados ainda são controversos. As principais suspeitas dizem respeito à possibilidade de biotransformação hepática do componente em outras aminas úteis para a formação do hormônio.

O problema, no entanto, está na fórmula razoavelmente comum do hormônio do crescimento. Estima-se a existência de mais de cem isótopos diferentes, incluindo o irGH e o ifGH. Embora sejam úteis para o corpo, não são tão difíceis de serem obtidos quando o próprio GH. Além disso, seus benefícios não são equivalentes.

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Sobre o autor

Pedro Henrique Ferreira Mendes

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