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Glaucoma: causas, sintomas e tratamento

O glaucoma é uma condição que causas danos ao nervo ótico do olho, piorando ao longo do tempo. Geralmente, é associada ao aumento da pressão dentro do olho. Geralmente, o glaucoma é herdado geneticamente, e aparece a partir de idades mais avançadas.

A pressão aumentada, chamada pressão intraocular, pode danificar o nervo ótico – responsável por enviar as imagens ao cérebro.  Quando a danificação ao nervo persiste, o glaucoma tende a causar perda permanente da visão. Sem tratamento, a condição pode evoluir para a cegueira total e permanente em poucos anos.

Entenda quais são os fatores de risco, os sintomas e os tratamentos disponíveis para o glaucoma, atualmente:

Quem corre risco de sofrer de glaucoma?

O glaucoma é significativamente mais comum em adultos acima dos 40 anos. No entanto, a condição pode ocorrer em jovens adultos e, até mesmo, crianças. Alguns tipos de ascendências específicas, por motivos desconhecidos, apresentam maior predisposição de sofrerem da condição antecipadamente.

Em geral, há maiores chances de desenvolvimento de glaucoma em pessoa que:

  • Possuem ascendência africana, irlandesa, russa, japonesa, hispânica ou escandinava;
  • Estão com idade superior aos 40 anos;
  • Possuem histórico família de glaucoma;
  • Apresentam visão ruim (especialmente quando piorada nos últimos anos);
  • Sofrem de diabetes;
  • Tomam certos medicamentos;
  • Sofreram algum tipo de trauma nos olhos;

Quais são os sintomas do glaucoma?

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Um dos maiores problemas da condição, é que ela pode desenvolver-se durante anos antes de apresentar algum sintoma. Muitas vezes, o primeiro sinal do problema é a perda de visão periférica, ou lateral. Como ela ocorre aos poucos, muitas pessoas não percebem o processo de perda antes de ser tarde demais.

A detecção precoce do glaucoma é essencial – e este é um dos motivos da importância de um check up no oftalmologista a cada um ou dois anos. Ocasionalmente, a pressão intraocular pode aumentar a níveis graves. Nestes casos, a dor ocular repentina, dores de cabeça e visão borrada podem começar a ocorrer.

Os seguintes sintomas médicos justificam a busca imediata por auxílio médico:

  • Perda de visão;
  • Vermelhidão constante nos olhos;
  • Náusea ou vômitos;
  • Dores nos olhos;
  • Visão afunilada;

Como o glaucoma é tratado?

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O tratamento do glaucoma pode incluir a prescrição de colírio, cirurgia a laser ou microcirurgias.

O colírio é utilizado para reduzir a formação de fluido prejudicial frente aos olhos e aumentar sua proteção. Algumas vezes, pode-se experienciar alergias, vermelhidão e dores breves, com o uso do colírio. É a solução mais simples para o problema, e costuma ser eficaz quando a condição é diagnosticada cedo.

A cirurgia a laser para o glaucoma favorece a produção de fluidos nos olhos e sua drenagem, e elimina o bloqueio deste sistema, que é o que ocorre no glaucoma. Ela apresenta o benefício de uma solução possivelmente duradoura, com um nível de invasividade reduzido. O pós operatório é menos radical do que opções que utilizam incisões.

A microcirurgia, por sua vez, consiste em uma operação com o objetivo de criar um novo canal para drenar os fluidos. Assim, este novo canal reduz a pressão que causa a condição. Embora seja bastante eficiente, o procedimento nem sempre atinge o resultado necessário. Nestes casos, é necessário refazer a operação. A recuperação da microcirurgia tende a ser mais lenta do que a cirurgia a laser, e os efeitos colaterais podem ser mais complicados. O procedimento, no entanto, é mais acessível do que as outras opções.

Há alguns casos, muito mais raros, onde o glaucoma é congênito. Significa que a criança já nasce com o problema. Nestes casos, a primeira opção médica costuma ser diretamente a cirurgia. Isso ocorre pois o nascimento nestes condições explica em um sistema de drenagem do olho muito defeituoso, que necessita correções drásticas.

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Sobre o autor

Pedro Henrique Ferreira Mendes