Nutrição

Glicina é importante para digestão e sistema nervoso; saiba mais

Assim como a serina, glicina é um aminoácido não essencial, ou seja, um daqueles que nosso corpo produz. Além de antioxidante, favorece o fornecimento de energia para os músculos. E tem muito mais no post de hoje…

Aminoácidos são elementos fundamentais na formação de nosso corpo. E são divididos em essenciais e não essenciais. Enquanto aminoácido não essencial, a glicina é fabricada pelo organismo porque o código genético dispõe de informação para isso.

Na verdade, a glicina é produzida a partir de outro aminoácido, a serina, em uma reação catalisada por uma enzima chamada de serina hidroximetil transferase.

É o menor entre os aminoácidos que compõem as proteínas. A exceção fica por conta do colágeno, em que a glicina representa nada mais nada menos que 35%.

O que a glicina pode fazer por nós…

Em seu estado puro, é uma substância sólida, cristalina e branca, de sabor adocicado. Na prática, em nosso organismo, o aminoácido glicina tem um relevante papel no aparelho digestivo e no sistema nervoso.

Um exemplo disso é sua participação na síntese (pelo fígado) da bile, que fica armazenada na vesícula biliar e é responsável pela degradação da gordura. Este líquido é secretado toda vez que ingerimos algum alimento.

Quanto ao sistema nervoso, a glicina é capaz de auxiliar em alterações de humor. Transtornos como depressão, ansiedade, falta de atenção e hiperatividade podem ser amenizados com suplementos de glicina. É claro que isso varia conforme o grau dos problemas.

A manutenção da estabilidade nestes quadros é possível graças à ação do aminoácido sobre os neurotransmissores.

Lembrando que eles são fundamentais para nosso bem-estar porque conferem sensação de prazer, mas também de tristeza, dependendo do funcionamento deles em nosso organismo.

Uma função da glicina é agir como intermediário biossintético. Em outras palavras, quer dizer que precisamos dela para fabricar diversas substâncias úteis, tais como as fosfocreatinas, porfirinas (grupo heme das hemoglobinas) e purinas (base nitrogenada atuante na criação da cadeia de DNA).

Não acabou! A propriedade antioxidante da glicina é um elemento primordial na síntese de glutationa, que é um fator antioxidante.

Portanto, é correto afirmar que a glicina auxilia na redução do risco de doenças crônicas como a hipertensão. E também ajuda a minimizar a chance de surgimento de câncer, pois atrasa o envelhecimento das células e inibe a alteração na estrutura do DNA.

Curiosidades sobre a glicina

Abreviada como Gly ou G, a glicina é um dos 20 aminoácidos usados na síntese de proteínas. Um composto orgânico de fórmula NH2CH2COOH e nome oficial ácido aminoetanóico, segundo a União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC).

A glicina é utilizada como aditivo nos alimentos para animais de estimação. Já nos alimentos humanos, serve de intensificador do sabor doce de alguns produtos alimentícios.

Além disso, é empregada em alguns remédios para que eles sejam melhor absorvidos pelo estômago e, ainda, para estabilizar o pH de itens como antiácidos, analgésicos e cosméticos.

Este aminoácido foi descoberto por Henri Braconnot, em 1820, por meio da fervura de gelatina em ácido sulfúrico.

Em países como Estados Unidos e Japão, a glicina é obtida através da síntese do aminoácido de Strecker, isto é, uma composição com cianeto de potássio, formaldeído e cloreto de amónio.

Sabe o que mais? A glicina estaria envolvida na melhora da qualidade e na duração do sono. Estudos indicam que pessoas que ingeriram suplementos do aminoácido conseguiram dormir mais e melhor.

Os motivos ainda são desconhecidos, porém, não deixam de ser animadores, principalmente para quem sofre de insônia.

Consulte sempre seu médico antes de usar qualquer suplemento. Só ele pode avaliar suas condições de saúde e reais necessidades.

Até breve!

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Fatima